Álbum 100% brasileiro de John Mueller expressa de todas as maneiras a pessoalidade do músico [ENTREVISTA]

Foto: Vinicius Giffoni

 

Não foi sozinho que John Mueller criou o álbum NA LINHA TORTA, e pra falar a verdade, nem deveria. Em todas as 12 faixas, John assume a composição ao lado de outras feras da nossa música. Segundo o compositor, NA LINHA TORTA expressa a música 100% brasileira, mas também garante que há muito de John Mueller em todas as partes do trabalho.

— Na Linha Torta é mais comunicativo e ao mesmo tempo autêntico, verdadeiro e rico nas melodias e poesias. O álbum possui vários climas: alegre, denso, romântico, triste, poético, dramático, e pop também —, explica o cantor e compositor John Mueller

 

Abaixo, você pode acompanhar na íntegra uma entrevista que fizemos com John.

 

 

Riqueza de melodias e poesias define um pouco do seu álbum NA LINHA TORTA. Comente.

O álbum é bem brasileiro e comunicativo, passa por vários ritmos, samba, baião, bolero, pop entre outros. Os climas se dividem entre o alegre, divertido, denso, triste, dramático e poético. É um disco feito para todos ouvirem, mesmo sem perder minhas influências e gosto musical, conseguimos deixar o disco um pouco mais próximo do público do que o primeiro álbum. NA LINHA TORTA é um disco que me dá orgulho, MARÉ RASA é uma das canções que já tem preferência do grande público.

 

Uma galera participou das gravações e da produção do disco. Como foi esse trabalho?

Na verdade, é uma turma que já vem me acompanhando há alguns anos, e tenho um apreço muito grande, então pensei em registrar para valer, trazendo eles para deixarem suas assinaturas no disco. Falo de Mazin Silva, na guitarra, Caio Fernando, no baixo, Jimmy Allan, na bateria, Ruan Mueller, na percussão e Rafa Girardi, nos teclados e piano.

O disco foi dirigido novamente pelo grande Jorge Helder, que além de ser um grande músico, que acompanha Chico Buarque, é um grande diretor e amigo, e quando é assim tudo fica mais fácil. Tivemos várias participações especiais, entre elas o grande violonista e compositor Guinga, que fez arranjo de violão e dividiu o canto comigo na faixa título do disco, NA LINHA TORTA. Também de volta ao disco contei com a assinatura incrível do pianista e compositor Cristóvão Bastos na faixa IDEOGRAMA. Teve ainda participação da cantora, violonista e compositora Ana Paula da Silva, em MARÉ RASA (Canção de Partida), da cantora Fabi Félix em CAMBALHOTAS e do Acordeonista Bruno Moritz em FRONTEIRAS.

 

O mesmo aconteceu nas criações das músicas, na qual você divide a autoria com outros compositores. Como foi o processo de criação das faixas?

Sempre conto com grandes parceiros letristas e compositores, nesse disco novamente quem lidera o ranking de letras é o Gregory Haertel, eu e Gregory temos uma afinidade e comunicação muito rápida nas parcerias, há também uma relação muito parecida nos gostos musicais, ele sabe do que eu gosto de música e eu sei do que ele curte nas letras, isso faz com que os acertos nas parcerias fiquem mais próximos. Penso que MARÉ RASA é uma dessas. Nesse disco também tem estreia de parceiros como Bruno Kohl, André Fernandez, Sandro Dornelles, Valéria Pisauro e Pochyua Andrade. Todos esses são compositores e letristas que já conheço há algum tempo e que tenho uma grande admiração por seus trabalhos, por isso também quis trazer para o novo disco.

 

Ainda nessa pergunta, em quais períodos foram compostas as faixas?

Eu venho compondo o tempo inteiro, nunca paro para compor pensando em um disco, faço minhas composições durante o ano todo e quando pensamos em gravar faço uma seleção daquilo que penso ter de melhor e juntamos tudo no álbum, foi assim com o primeiro trabalho e novamente com o disco NA LINHA TORTA.

 

NA LINHA TORTA, é um álbum 100% brasileiro (como disse o produtor musical do disco, Jorge Helder)?

Sim, pode se dizer que é brasileiro e com muito mais da minha essência, tem muito John Mueller ali.

 

O que esse álbum novo, que é o seu segundo na carreira solo, tem de diferente do anterior?

Ele tem mais de mim, parei um pouco de ouvir o João Bosco (sou fã), rsrs, mas mesmo assim dizem que “Inabitado” tem um pouco dele aí, o que não acho ruim (risos). Mas é isso, tem muito do John Mueller (risos) nas melodias, harmonias, é um disco mais comunicativo e diversificado nos ritmos e letras também. Me aproximei mais do público nesse novo álbum. É um álbum que todos podem ouvir.

 

Tem alguma história interessante que envolva o álbum?

A participação do Guinga na faixa título foi interessante, pois o combinado era de ele gravar o arranjo de violão e acabou que ele gostou da faixa e fez questão de cantar também, no que foi uma surpresa boa e certeira, pois ele arrasou trazendo a música para o universo dele e ficou incrível.

 

Fale mais sobre o disco (coisas que eu não perguntei e que você gostaria de ter dito);

Penso que falei tudo, é um disco que vou trabalhar no Brasil e no mundo inteiro, é um álbum que ouço com orgulho, e quero cada vez mais que as pessoas conheçam.