No primeiro semestre, o Gragoatá coroou uma trajetória de sucesso com seu primeiro álbum, homônimo. Canções que ganharam centenas de milhares de visualizações no YouTube, como “Passarinho”, foram reimaginadas no já elogiado trabalho, lançado pela gravadora Coqueiro Verde. Agora, a banda de Niterói/RJ explora novas sonoridades para essas canções no registro “Gragoatá no Estúdio Showlivre (Ao Vivo)”, já disponível nas plataformas de streaming.

 

Abaixo veja uma entrevista na íntegra com a banda:

 

 

Vocês são mais um exemplo de que o financiamento coletivo na internet vem cada vez dando mais certo. Como foi isso?
Fanner: Foi uma alternativa que encontramos pra conseguir lançar o disco físico e começar uma reaproximação do público que acompanhou os primeiros lançamentos da banda. Acabou servindo também pra gente saber se a galera realmente queria um disco nosso e isso acabou dando mais gás pra coisa acontecer.
 
 
É uma calmaria ouvir esse disco de estreia de vocês.
Fanner: A gente costuma ouvir bastante essa frase. Achamos legal que as pessoas sintam algo em relação ao disco. Talvez seja o mais importante no trabalho: isso de provocar algum sentimento em alguém.
 
 
Não teria como deixar de perguntar quem foram as influências da banda para esse disco. Me lembrou muita coisa da MPB, do indie e do tropicalismo...
Fanner: A principal influência foi a que recebemos um do outro. Claro que todos trazemos aquela bagagem de coisas que cada um gosta de escutar ou que acha bacana de alguma maneira, mas a principal é sempre o convívio. O de trocar entre nós mesmos e as pessoas que estavam perto da gente. Acabou resultando num disco que fica difícil definir a qual gênero musical pertence. Pra nós é o mais legal.
 
 
Tem algo diferente que eu não sei explicar, que sinto na melodia. Como vocês definem as músicas do álbum GRAGOATÁ NO ESTÚDIO SHOWLIVRE (AO VIVO)?
Fanner: Vivas! Tocar ao vivo traz sempre ideias e vibrações novas. nesse disco a gente trouxe uma nova maneira de tocar as canções que foram registradas no primeiro álbum.
 
 
Vocês falam muita da natureza. Fale um pouco sobre a temática das músicas.
Fanner: As canções desse álbum trazem muito da experiência vivida quando foram compostas. Coisas que estavam ao nosso alcance de alguma maneira, tanto no plano físico quanto no imaginário.
 
 
Fale mais do disco (repertório, produção, gravação, criação, situações, etc)
Renato: O disco foi, desde o início, produzido junto com o Renan Carriço (Facção Caipira). Para a escolha do repertório e da pré-produção, no meio de 2015, fomos pra uma fazenda no interior do estado do Rio, onde passamos quase 20 dias para definirmos como e o que seria o disco. O interessante é que a fazenda na qual o disco surgiu possui uma fonte de água natural bem grande, e esse elemento, a água, é um dos personagens principais do nosso trabalho. Terminamos as gravações no meio de 2016 e em setembro do mesmo ano fizemos um, bem sucedido, financiamento coletivo para o lançamento, que aconteceu em maio de 2017.