Brendow H. Godoi, nasceu em 16 de maio de 1994, em Belo Horizonte. Mora na cidade de Betim, ambas em Minas Gerais. Escritor e idealizador da página ‘’A met afísica Poética’’, no Facebook e no instagram. O autor conquistou diversos fãs com a sua escrita diferenciada. Gritante.  Escreveu o livro QUENTE, FEITO TEQUILA.

— Escrevo desde muito novo. Pra ser exato, desde que fui alfabetizado. É uma espécie de loucura, doença, karma. Desde sempre, nunca deixei de escrever. Porém, de modo público, comecei em 2013 — explicou Brendow.

 

 

Você tem uma escrita meio diferenciada, mais calor do dia, mais ogarmos, o que te levou para esse lado?

Bom, creio que foram as violências naturais da vida. A falta de grana, os problemas familiares, as humilhações corriqueiras do mundo. Meus versos brotam de um coração moldado a marteladas. Minha poesia é a cria indesejada de vários estupros psicológicos que a vida me acomete diariamente.

 

E o seu livro? Conte mais sobre ele, o que ele passa?

Tequila é uma jovem prostituta lésbica, que saiu do interior de Minas aos 17 anos, com o sonho de se tornar escritora. Órfã de pai e mãe, ex-presidiária e alcoólatra, ela oscila em experimentar o gosto amargo da sarjeta e o doce sulfúrico dos uísques de luxo. Ela culpa um ex-amor pelas desgraças de sua vida: Uma cafetina da zona sul de Belo Horizonte chamada La Belle de Jour. O livro tem muita ação, solidão, poesia, droga, álcool e sexo. Mais do que isso, o romance trata de assuntos delicados, como a homossexualidade, a corrupção política, drogas, prostituição dentre tantos outros.

 

 

Como foi ter escrito QUENTE, FEITO TEQUILA? O que você sentiu?

Escrever QUENTE, FEITO TEQUILA, foi superar meus próprios conceitos e preconceitos. O livro é em primeira pessoa, ou seja: Eu tive que incorporar uma prostituta lésbica. Tive que botar meu coração em cada linha, para que o leitor pudesse sentir a solidão, a raiva, o amor e até o tesão. Foi um autoexílio maravilhoso. De um modo geral, na medida em que ia escrevendo, ia sentindo que me doava para que a personagem tivesse vida. Não só Tequila, mas todos os rostos, bocas e corações da trama. Ainda não sou pai, mas talvez, esse seja o sentimento paternal que toma conta do homem ao ver o primeiro sorriso do filho.

 

Tem como citar algum trecho do livro?

Claro!  "O banho é um dos momentos mais filosóficos e reflexivos de que um ser humano dispõe. Uma das maiores invenções da história foi o chuveiro, motivador das decisões mais importantes que tomamos na vida. Nele, traço planos, faço as contas do que tenho que fazer para sair da merda. Penso, antes de tudo, em cada boceta que chupei, ao longo da minha até então breve vida. Não dá outra: dedo na xota e gozo no ralo."

 

 

Luan FH. Escritor, escorpiano, ama bandas indies brasileiras.

Escritor das páginas Recíproco e Um Rabisco e Um CAfé