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Sergio Diab ficou conhecido em 2014, quando lançou seu primeiro álbum solo, STRATOMAN. O disco recheado de rock e blues, mostrou um novo jeito de fazer música instrumental. Daí para frente, Sergio Diab se consagrou como o “homem da stratocaster”, criando assim um novo modelo musical. A relação de Sergio com a pegada dessa guitarra fica muito mais evidente ainda em seu novo disco SIEMPRE TRUE – SIEMPRE BLUE.

 

Sergio falou um pouco sobre o novo trabalho, confira a entrevista na íntegra abaixo:

 

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Qual a relação da guitarra (Stratocaster), do Stratoman e de Richard Bennett com o seu novo álbum?

Me chamam de Stratoman por eu estar sempre empunhando uma Stratocaster, foi paixão à primeira vista,a maior parte dos meus Guitar Heroes tocavam com uma Stratocaster, foi minha primeira guitarra e até hoje é a guitarra que me sinto mais confortável tocando, digamos que temos uma intimidade (risos). Tenho algumas Stratocasters , duas da marca Fender, uma 1973 ( Walnut) e outra 1974 ( Blonde) e duas  da marca Ledur , uma fábrica de guitarras do (RS) que desenvolveu o meu modelo signature ( Sergio Diab Stratoman ) e foi com essas guitarras que gravei o álbum Sempre True Sempre Blue. O Richard Bennet foi um grande presente da vida, ele além de um musico fantástico e um gentleman, e daquelas pessoas que todo mundo deveria conhecer. Em 2014 quando lancei o álbum (Stratoman) , saíram algumas matérias bacanas nos Estados Unidos, ele leu e também recebeu o disco, um tempo depois recebo um email do RB dizendo que havia adorado o álbum, começamos a nos comunicar, a amizade foi aumentando e nos encontramos no backstage do show do Mark Knopfler em Roma e combinamos  de gravar para o meu álbum no Castle Studios em Nashville .

 

Na sua visão, até que ponto o seu novo álbum é complexo e até que ponto ele chega a ser simples? 

Na minha música o mais importante e a melodia, tudo é feito para valoriza-la , tudo está a serviço da canção e não o contrário. Não existe nenhum virtuosismo gratuito para mostrar que eu toco muito, se existe algum está a serviço da música. A simplicidade vem disso, dessa entrega para a música e a complexidade vem que para valorizar a melodia. Eu procuro criar arranjos mais rebuscados , utilizando instrumentos de sopro, percussão e cordas.

 

Como você trabalhou musicalmente o country americano e o rock neste novo trabalho?

Eu sempre ouvi Country, Bluegrass, Western, admiro vários guitarristas de country como : James Burton, Vince Gil, Brent Mason, Brad Paisley… Eles utilizam uma técnica de palhetada sensacional que eu adoro chamada Chicken pickin (criada por James Burton que era o guitarrista do Elvis) é um estilo bem familiar para mim! e o Rockn Roll e o que ouço desde quando era criança até os dias de hoje , acho que foi por causa de bandas como Pink Floyd, Led Zeppelin, Deep Purple, Stones  que eu me tornei guitarrista. Sendo assim são estilos musicais que são muito naturais pra mim, tenho essa influência e ela é notória na minha musica .

 

Como aconteceram os processos de criação/gravação/produção do disco?

Geralmente eu componho de madrugada, na sala da minha casa com um violão Taylor GS Mini, que e o meu grande parceiro (risos).  Quando minha mulher e minhas filhas vão dormir me isolo no silencio da noite e a inspiração vem! Penso sempre em algo real que eu vivi, um lugar que viajei, e acabo transportando essas experiências reais para a minha música. Quando componho já penso imediatamente no arranjo, ensaio uns dois dias com a minha banda (Bruno Wanderley-Bateria, Wlad-Baixo, Eduardo Lyra-Percussão e Rodrigo Ramalho-Acordeon) e entramos no estúdio.  A gravação é sempre rápida, gravo as bases em 2 dias e ai mais uma semana para os complementos (guitarras, teclados, percussões), e ai mais uns 5 dias de mixagem e a produção está completa. No meu primeiro álbum (Stratoman / 2014) , gravei tudo em um único dia!

 

Tem alguma história ou curiosidade interessante que envolva o álbum?

Sim, várias. Gravei uma parte do disco em Nashville no Castle Studios, esse estúdio fica em um castelo, construído por Al Capone para servir de esconderijo para ele e sua gangue quando fugiram de Chicago nos anos 1920.

Tive a honra de ter no meu disco dois guitarristas fantásticos e que tanto admiro, Richard Bennett guitarrista/produtor do Mark Knopfler /Neil Diamond /Steve Earle, que se tornou um grande amigo e Dan Dugmore guitarrista que dispensa apresentações, ele simplesmente gravou Carolina in my mind do James Taylor. O legal além de ter músicos desse calibre no disco são as histórias que eles contam , impagáveis, geralmente com personagens bem conhecidos do Mainstream.