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Irreverente e entre amigos, foi que a ideia de um espetáculo que homenageia os 50 anos do tropicalismo surgiu. Porém, o “sistema” do evento se limitava muito a pequenos encontros poético-musicais em uma das casas onde um dos percussores do movimento morou, e também onde de alguma maneira os ideias e pensamentos tropicalistas foram formados.

— Em dezembro me dei conta de que em 2017 teríamos essa efeméride, então tive a ideia de fazer uma série de encontros poético-musicais que celebrassem o movimento na sala da casa deste que foi um dos artífices da Tropicália. Chamei o poeta e jornalista Paulo Sabino, que realiza eventos literários pela cidade, para me ajudar com a parte poética, e propomos a ideia ao Gabinete, que topou na hora. — explicou Rafael Millon, um dos organizadores do evento.

A festa comemorativa, idealizada em dezembro só foi dar os primeiros frutos em fevereiro deste ano quando alguns artistas se encontraram para homenagear os heróis da tropicália, sem patrocínio e apoios, o evento se ergueu sobre a frase “Seja Marginal, Seja Herói”, símbolo da luta contra a ditadura durante o movimento.

É dessa forma, que os encontros seguem até o final do ano com programações surpresas que está sendo fechado mês a mês pela direção artística do evento. De qualquer forma, o que realmente é gratificante para todos os organizadores e envolvidos é que tudo é feito a base de amor e respeito a esse movimento que tanto mudou a cabeça e a musicalidade das pessoas no final dos anos 1960.

A escolha do elenco que irá dar todo o toque especial ao espetáculo foi feita baseada nas próprias indenidades musicais dos músicos e poetas convidados. É certo que a direção do evento observou mais as características tropicalistas dos artistas incluindo até mesmo o jeito com que eles assinam os clássicos do movimento.

— Como produtor e empresário o Guilherme tinha um olhar muito apurado para o novo, mas com qualidade para render a médio e longo prazo em termos artísticos, e apostava nisso. Então nossa ideia foi convidar artistas independentes da nova geração nos quais enxergamos, além do talento, algum tipo de ligação, seja por inspiração, influência ou apenas por admiração mesmo, com os legados tropicalistas, ecoando o movimento de alguma forma em seus trabalhos autorais — contou Rafael.

Para esta edição de julho, o projeto tem como participantes a cantora, compositora e instrumentista Aline Lessa, os cantores, compositores e instrumentistas Pedro Mann e Grillo e a poeta, performer e atriz Betina Kopp. Para esta celebração poético-musical inédita, os artistas foram convidados a montar um roteiro no qual interpretarão alguns clássicos da Tropicália, sem deixar, é claro, de incluir obras autorais que se inspiram ou conversem com as influências do movimento. Junto às canções, poemas e performances onde percebemos o legado constituído pelo Tropicalismo.

Não poderá faltar músicas como TROPICÁLIA, BABY, SOU LOCO POR TI AMERICA, DIVINO MARAVILHOSO, PANIS ET CIRCENSIS, e uma versão funk de SUPERBACANA, que ganhou novo arranjo do Pedro Mann, tropicalizando ainda mais a canção, entre outras… E entre os textos terá Cogito, do Torquato Neto, Poesia Pau-Brasil, do Oswald de Andrade, Acrilírico, do Caetano Veloso, e outros!

Além disso tudo, o espetáculo também irá contar com a presença de algumas performances da Betina Kopp, que irão interpretar a poesia e a música de um jeito que vai além do texto e das melodias.

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Serviço

Gabinete de Leitura Guilherme Araújo

SOMOS TROPICÁLIA – 50 anos do movimento

Julho: com Aline Lessa, Pedro Mann, Grillo e Betina Kopp / Pocket-show e leitura de poesias     

Dias 19/07 (4ª-feira) e 20/07 (5ª-feira)

A partir das 19h30

Rua Redentor, 157 Ipanema

Tel infos. 21-2523-1553

Entrada: R$ 1,00

Lotação: 60 lugares

Classificação: livre

 

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