Nascida no Rio de Janeiro em 1968, Paula Klien pesquisa o invisível trabalhando os acidentes no campo da espiritualidade, transcendência, silêncio e entrega. Sua prévia experiência com equipamentos fotográficos ao longo de dez anos, foi um contraponto libertador para a jornada intuitiva.

Enquanto fotógrafa, a artista participou de laboratório e de preparo profissional para intempéries da natureza com Steve McCurry. Foi agenciada pela ABÁmgt, realizando campanhas e editoriais de moda. Publicou dois livros de retratos, intitulados PESSOAS ME INTERESSAM e IT'S RAINING MEN. Fez parte de outros, a convite. Esteve presente em Centros Culturais mostrando o trabalho em coletivas e algumas individuais como EDIBLE e GATOS&SAPATOS. Participou de duas Bienais na Itália. Membro da Abrafoto e representada no exterior pela Production Paradise, clicou um grande número de modelos e personalidades no Brasil e no exterior. É dela o último retrato de Oscar Niemeyer, em seu quarto, aos 104 anos, dias antes de falecer.

Desenho e pintura foram as primeiras manifestações de Paula Klien, que também trabalhou com danca, música e estudou Direito. Durante sua trajetória, fez cursos livres no Parque Lage, estudou história da arte com o professor Marcos Campos e em 2016 fez residência na escola de artes visuais KUNSTGUT de Berlim.

Em 2017 mostrou o trabalho seis vezes no exterior. Berlim, foram três vezes: uma individual e uma coletiva na aquabitArt gallery, galeria que a representa na cidade e uma participação na Positions Berlin Art Fair junto a galeria. Nova Iorque a convite da Clio Art Fair. Buenos Aires, com a galeria Emmathomas na arteBA e Londres numa concorrida apresentação solo na Saatchi Gallery. Em Novembro de 2017 participou com a galeria Aura da FEIRA PARTE em São Paulo.

Em 2018, de volta a galeria Emmathomas, participou da mostra Desver a Arte que marcou a abertura do novo espaço da galeria em São Paulo e participou da Paper Positions Berlin.

 

Abaixo, você confere na íntegra uma entrevista que fizemos com Paula.

 

 

De uma maneira geral, o que você pesquisa enquanto artista?

Pesquiso o invisível, o que está nas coisas em que acredito mesmo que não as tenha visto. 

 

Como você aplica isso à sua arte?  

Durante o processo da minha pintura trabalho os acidentes no campo da espiritualidade, transcendência, silêncio e entrega. Eu digo que “lavo água preta preta”. Criei um processo de repetição em que faço marcas com o nanquim e repetidamente lavo essas marcas, buscando pelas cicatrizes que não conseguem ser apagadas. 

 

O que te inspira?

A transitoriedade, a beleza do tempo e das coisas imperfeitas. 

 

Gostaria que você comentasse sua relação com a fotografia.

Nunca me enxerguei como fotógrafa. Usei a fotografia como veículo para alguns de meus trabalhos e projetos. De certa forma, os dez anos de carreira usufruindo da lógica dos equipamentos fotográficos, me serviram como contraponto libertador para essa jornada absolutamente intuitiva.

 

Tem alguma história ou curiosidade interessante que envolva seu trabalho?

Apesar das minhas crenças e fortes intuições, sou muito intensa e ansiosa. Esse trabalho está me ajudando a respeitar o tempo das coisas.

 

Fique à vontade para falar o que quiser.

Descobri minha relação com a arte ainda na infância quando de forma inocente eu já trabalhava com múltiplas linguagens, sendo que o desenho e a pintura foram as primeiras manifestações.