A escritora e narradora profissional de histórias, Clara Haddad lançou no dia 19 de agosto, o livro infantil POEIRA DAS ESTRELAS, na Livraria PanaPaná em São Paulo.

A obra narra a história de Mariana, que inicia uma viagem guiada pelo desejo. O livro traz a mensagem de que temos que ir atrás dos nossos sonhos, pois, caso contrário, podemos viver o resto da vida com essa frustação.

— É uma leitura metafórica que nos encoraja a correr atrás dos nossos sonhos. É uma história de como a imaginação pode ser veículo de liberdade — explica Clara Haddad.

 

Abaixo veja na íntegra uma entrevista especial que fizemos com Clara:

 

 

Pode nos passar uma sinopse do livro?

Em “Poeira das Estrelas”, a protagonista Mariana, inicia uma viagem até e onde só o desejo e a vontade a podem levar. Uma leitura metafórica que encoraja-nos a concretizar os nossos próprios sonhos, pois, caso não o façamos, corremos o risco de viver para sempre na insatisfação. Ao mesmo tempo, ao seguir o nosso coração, podemos alcançarmos as expetativas desejadas, e sentir a poeira das estrelas nas mãos. É uma história sobre como a imaginação pode ser veículo de liberdade.

As ilustrações de Anabela Dias contribuem para criar uma atmosfera onírica com imagens plenas de simbolismo que sustêm a fantasia e o sonho. A suavidade cromática envolve com delicadeza as palavras de Clara Haddad e a sua mensagem aberta à reflexão.

 

Por que decidiu escrever um livro infantil? A história, de certa forma, também serve para outras idades?

Eu decidi escrever. Não pensei: “Vou escrever um livro infantil”,  isso no meu processo não existe! Escrevo o que me emociona, o que me encanta, inquieta…Ao meu ver literatura é para todas as idades porque nela falamos da vida, dos problemas vividos por todos nós, velhos, jovens, crianças, homens, mulheres. A Literatura é a arte da palavra. Podemos dizer que o texto literário conduz o leitor a mundos imaginários, causando prazer aos sentidos e à sensibilidade do ser humano. Não importa a idade.

 

Como você pretende alcançar o público infantil?

Não escrevo pensando nisso. Como mencionei na resposta anterior escrevo o que mexe comigo e com meus sentimentos. Estou inteira no que faço. Alma e coração. E quando estamos neste estado de entrega, qualquer coisa que façamos alcança qualquer público. Porque é verdadeiro e genuíno. Claro que haverá quem goste ou não goste, mas isso, é a liberdade de escolha do leitor. Como diz Ruth Rocha em um dos seus livros “Se todos gostassem de vermelho o que seria do amarelo? ”.

 

Em que ou em quem você se inspirou na criação do livro?

Nas situações da vida, em minha trajetória, de certa maneira. Sou muito sonhadora mas também muito determinada quando quero alcançar algum objetivo ou meta na minha vida. No caso da história, narrada no livro, a personagem tem o nome da minha sobrinha, e escrevo colocando elementos e personagens que sempre estiveram presentes em meu imaginário na infância.

 

Tem alguma história ou curiosidade interessante que envolva o livro?

Recentemente, após o lançamento do livro em São Paulo recebi um e-mail de uma mãe que foi na apresentação do livro com sua filha. E fiquei muito emocionada com o que me contou. Me disse que a sua pequena andava com o livro para todos os lugares desde do dia em que o comprou e mostrava para todas as pessoas. A personagem da história tornou-se uma espécie de heróina da menina que, sempre quando era questionada sobre o porquê estar com este livro e não com outro ela respondia: Porque precisamos acreditar nos nossos sonhos.

Acho que este é o poder da literatura.

 

Fale mais sobre o livro.

O processo de escrita, de elaboração da ilustração, designer gráfico e impressão é uma espécie de gestação. Quando o livro nasce e sai da gráfica pronto é uma emoção muito grande. Ele já não pertence ao escritor pertence aos seus leitores. E é o que sinto com o “Poeira das estrelas”. Espero que essa poeira se espalhe com o vento e que mais pessoas possam se encantar e emocionar com essa história.

 

 

(Reportagem exclusiva da Arte Brasileira)