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TODAS AS FUNÇÕES DE UMA CICATRIZ, é o livro lançado por Lâmia Brito, repleto de poesia, e imerso nas dores da própria autora.

A obra literária com 70 páginas traz muito da história de Lâmia, que como em um mosaico, reconstrói e narra a própria vivência por meio dos poemas. Inspirada por poetas como Matilde Campilho, Rupi Kaur, Sin, Luiza Borba, Pedro Bomba, entre outros, o primeiro volume autoral de Lâmia Brito,  capta os leitores pela identificação com os machucados e cicatrizes, que servem de matéria prima para as poesias. No livro, ela faz da literatura o antídoto para as próprias dores. Vale lembrar que o livro prefácio de MC Sant, orelha de Sin e contra-capa de Ricardo Lísias.

No dia 10 e 12 de novembro, a escritora passou pelo Slam do Grajaú e na Balada Literária em São Paulo (SP), com o intuito de levar sua arte para o mundo...

— Estar nesses espaços com meu livro sendo lançado é como conseguir provar pra mim mesma e pra todas as pessoas que é possível escrever, ser poeta e ser reconhecida fora da cena literária hegemônica. Eu comecei nesses espaços independentes e foram desses lugares que tirei força e apoio pra sempre continuar com a minha escrita. A proximidade que eu encontro, a força da palavra falada e possibilidade da troca de ideias olhos nos olhos e sorrisos de identificação e gratidão são coisas que me fazem querer estar sempre percorrendo os slams, saraus e festivais literários. Poder contar minha história através da poesia e sentir que existem pessoas que como eu estão no mesmo caminho do autoconhecimento e busca da autoaceitação é algo valioso demais, e eu só consigo isso me fazendo presente. — comentou Lâmia.

O livro tem sido recebido muito bem pelo público.

— Estou muito feliz com a quantidade de mulheres que se identificam com o conteúdo do livro. Quando chego nos saraus ou slams e leio um trecho, sempre acabo conversando com o público sobre o poder da escrita terapêutica, que fez com que eu aceitasse minhas dores e cicatrizes e também compartilho minha caminhada de autodescoberta em ser poeta. Percebo que consigo ajudar muitas pessoas, principalmente mulheres, nesse processo de autoaceitação da própria história de vida como algo singular e digno de amor e respeito. — explicou a escritora.

 

 

(Matéria da redação da Arte Brasileira)