Foi durante turnê por estados do país que o Miêta descobriu, ainda mais, a força de sua música. A vontade de gravar um álbum cheio era evidente, mas a amplitude na cena abriu caminhos para fazer do sonho uma realidade. Nesse percurso, o Miêta ganhou notoriedade ao abrir para bandas como Wry, Pin Ups e Ventre; e participar de eventos importantes, exemplo do Festival Bananada 2017 (Goiânia) e o Transborda 2017 (Belo Horizonte).

Com base em referências indies noventistas, do shoegaze ao garage rock, o álbum DIVE foi construído com produção independente dos integrantes junto ao produtor Sandro Marte. A mixagem e masterização ficou por conta de Gil Mello (Subtrópico/ES). As dez faixas - nove delas em inglês - mostram composições densas, que vão desde a depressão que pauta a claustrofobia de um quarto até a expressão tardia das subjetividades femininas.

O disco começa com MESSENGER BLING, um chamado hipnótico de arranjos vigorosos, que captura o ouvinte para uma verdadeira imersão sonora. Os primeiros riffs de AGES remete ao saudosismo dos anos 90, enquanto MATH retrata nos versos uma confissão desesperadora. Também título do álbum, DIVE acalma e mistura o som cru do grupo com arranjos encorpados. As queridinhas PET, que introduz ritmos dançantes, e ROOM são faixas que revelam guitarras e vocais mais serenos, sem deixar o costumeiro arranjo abafado. Em português, A GENTE NÃO CONSEGUE TERMINAR se destaca com a bateria de Luiz Ramos e as guitarras frenéticas de Célia Regina e Bruna Vilela. PREJUÍZO é sentimental, tensa, transmitida de forma celestial pela vocalista Marcela Lopes. Penúltima faixa, AM I BACK (LUY DRUMMERS) ressalta ainda mais a pegada alternativa da banda, que finaliza toda a experimentação com SOLDIER BOYS.

 

 

(Texto da assessoria de imprensa)