Sebastian Díaz Morales, The Lost Object

 

A terceira edição de OLHO explora o pensamento, a percepção e o conhecimento de forma tentacular através de
uma seleção de obras em vídeo brasileiras e internacionais que pertencem aos campos cada vez mais entrelaçados
do filme experimental, da vídeo-arte e do cinema expandido. Tentacular propõe indagar a influência mútua entre
as formas humanas e para além do humano e refletir sobre os resultados multifacetados que esse encontro
pode gerar em resposta à atual crise ambiental e sociopolítica.

 

Com suas raízes nas reflexões pós-antropocêntricas de Donna Haraway, o pensamento tentacular é levantado
em oposição ao nosso sistema de percepção e compreensão binário, binaural, binocular, provido de duas pernas
e dois braços. Figurativamente inspirado em seres e tecnologias dotados de articulações múltiplas, representa
um esforço para alcançar um certo grau de equidade entre as espécies que habitam a Terra. Tentaculares são o
polvo e a aranha, mas também o modo de propagação das plantas e de redes inorgânicas como a Internet,
sistemas que procedem por tentativas tentaculares ao invés que de maneira linear (da etimologia latina: tentare
= tentar; -culum = instrumento).

Através de seu terceiro capítulo, tentacular, OLHO visa pesquisar, invadir, copiar e inspirar-se nas formas em que
os animais não humanos, as plantas e as tecnologias de rede pensam e sentem, considerando a perspectiva de
outros seres e sistemas como uma dádiva para a expansão da percepção e as possibilidades de conhecimento
do ser humano.

Curadoria de Alessandra Bergamaschi e Vanina Saracino.

Para mais informações, clique aqui.

 

Luiz Roque, Ancestral

Marc Johnson, Ultraviolet

Tanya Busse, Robo she

 

Texto curatorial de OLHO _ Tentacular