Considerado um dos percursores da arte abstrata no Brasil, é já a partir de 1957 que sua linguagem artística assume a elaboração de experiências abstratas e passa a ser referência do que seria denominado pela crítica abstração informal.

A seleção de obras apresentada compreende o que pode ser caracterizado como a última fase do artista.

As obras revelam uma maturidade da pesquisa de Loio-Pérsio realizada através da linguagem abstrata informal, em que predominam os esgrafitos, grafismos, aspectos quase geométricos e reminiscências do cubismo. O essencial dessas obras escapa à tradução: toda tentativa de descrição do trabalho fica aquém do que é suscitado em nós através da cor e forma próprias da pintura. Nesse sentido, a indagação mais consequente talvez seja aquela que visa entender a produção no que diz respeito ao projeto artístico.

 

 

Perpetuar a memória talvez seja o projeto artístico perseguido por Loio-Pérsio. Sua arte intenciona servir ao não esquecimento, abrigar as memórias da nossa origem, vencer ou reverter ao fado da ausência, se enraizando, palavra que serve aqui também como metáfora, principalmente na relação estabelecida entre o artista e terra.

Pretende ao realizar poesia com cores e formas, reviver memórias e sensações distantes; alude, então, ao vernacular com linhas, cores, manchas, concebendo assim, o “ sutil enigma” do mistério da cor. 

 

 

SERVIÇO

GALERIA MaPa

Rua Costa, 31 - galeria (SÃO PAULO-SP)

de 2ª a 6ª , das 10H às 18H30  tel: +55 11 2337 3770

sábados somente sob agendamento.

 

(Texto da assessoria de imprensa)