Poeta cheio de rimas, Francinildo Bezerra de Morais, (Nildo Morais).  Nasceu em 11 de outubro de 2000. Em Mossoró, interior do RN, e reside na mesma cidade. Nildo tem apenas 16 anos e já teve trabalhos compartilhados pelas redes sociais. Ficou conhecido pelas poesias e poemas ricos de rimas, e trocadilhos.

— Comecei a escrever na Internet por volta da segunda metade de 2015, pelo incentivo de uma grande amiga também escritora, Paula Carolina, da página "Poesias que guardo num disquete". Antes disso eu já escrevia, mas não publicava. Sempre dá aquele frio na barriga no início. é como se uma parte de você tivesse vontade própria. Como se pra ser completo, você precisasse dar motivo pra alguém tornar sua vida completa também. Uma loucura. Pouco tempo depois comecei a postar também no Instagram, tentando mudar a plataforma dos posts e dinamizar mais a escrita, adaptando-a a situações do dia-a-dia. Além de procurar estar sempre lendo autores que já deixaram sua marca, como Charles Bukowski e Paulo Leminski, que por sinal são os meus preferidos — comentou Nildo.

 

O que você sentiu quando viu algo seu voando pelas redes sociais?

Incrivelmente mágico. Nunca imaginei que a voz de um menino de quinze anos, na época, poderia chegar aos quatro cantos do país, levando consigo tantos pensamentos, emoções. Foi como sentir parte de mim voltando pra casa.

 

E sobre os trocadilhos, como consiga tanta criatividade e sensibilidade para fazê-los?

Para falar a verdade eu não sei, alguns deles simplesmente pulam na minha mente. Principalmente em momentos inusitados. Já cheguei a acordar por volta de três e meia na manhã com um poema pronto pra passar por papel

 

E qual é o seu maior sonho atualmente?

Conseguir pôr em prática um projeto, já idealizado, com escritores maravilhosos, e o lançamento do meu livro. Acredito que os dois estejam próximos de se realizar!

 

Você tem um espacinho agora, para expressar tudo que sente e o que está sentindo. Sinta-se à vontade.

Acredito que felicidade e gratidão sejam as palavras certas. Como já disse antes, nunca imaginaria chegar até aqui. Me sinto feliz por encontrar pessoas tão boas que me fazem perceber que o mundo não está - totalmente -perdido. E espero que tudo continue assim por esses caminhos tortuosos da vida: eles por mim e eu por eles. Um cantor cearense uma vez me mostrou que não importa de onde você vem, mas pra onde você vai e como consegue fazer isso. E apesar de nem tudo ser divino maravilhoso, a vida segue. Digo, sinto que é importante continuar. E ajudar as pessoas a continuarem também.

 

 

Luan FH. Escritor, escorpiano, ama bandas indies brasileiras.

Escritor das páginas Recíproco e Um Rabisco e Um Café.