Crédito da foto: CARLA DE ABREU.

Crédito da foto: CARLA DE ABREU.

 

O espetáculo HISTÓRIAS QUE NÃO DEVIAM SER CONTADAS é uma junção de 4 textos divididos entre o autor brasileiro Rubem Fonseca e o autor português João de Mancelos. Apesar dos textos serem trabalhados numa única peça, os dois autores estão em circunstâncias paralelas. Rubem foi delegado de polícia e acaba de completar 90 anos. Por outro lado, o autor português é mais ligado a poesia e ao cinema e ainda nem completou 47. Os contos que serão apresentados são: “O Outro” e “O Buraco Na Parede”, de Fonseca; e “O Que Sentes Quando A Chuva Cai” e “A História Que Eu Não Devia Contar”.

A ideia dos envolvidos no espetáculo e dos atores Claudia Ventura e Alexandre Dantas, além de fazer a arte do teatro, é também homenagear o autor brasileiro e apresentar ao público o João Mancelos e um pouco de sua obra literária.

Entrevistamos o diretor da peça Andre Paes Leme sobre o espetáculo. Veja a entrevista na integra:

 

Para começar, gostaria que você falasse um pouco da sua trajetória como diretor de uma maneira geral e também como diretor desse espetáculo.

Sou encenador desde 1992 quando me formei na Unirio. Tenho um especial gosto pelo teatro gestual e o narrativo, além de uma forte aproximação com musicais de características brasileiras. Minha aproximação com a Ciafalácia é antiga. Já trabalhei diversas vezes com Alexandre e Cláudia. Este espetáculo nasce do nosso prazer em trabalhar com a literatura.

 

A peça reúne quatro histórias curtas de Rubem Fonseca e do autor português João de Mancelos. Como você como diretor, trabalha essas quatro histórias dentro de um único espetáculo, levando em conta também a mistura de nacionalidades dos autores?

A nossa escolha foi por histórias que tivessem um tom confessional. Buscamos um autor português pelo interesse na nossa aproximação com a realidade teatral portuguesa e pelo desejo de oferecer aos espectadores uma visão dupla da língua. Não aproximamos as falas para diminuir as diferenças. Cada texto está dito de acordo com a sua origem. A aproximação acontece pelo tratamento cênico que busca uma concentração do jogo na relação com o confessar um fato. A cena é seca, direta e sem muita movimentação.

 

Como você chegou ou conheceu esses textos desses autores? Tem alguma relação pessoal ou profissional com eles?

Chegamos aos textos através de pesquisas, não havia uma relação profissional anterior. Conhecemos pessoalmente Mancelos em Portugal já no início dos ensaios.

 

O que você acha que essas histórias tem haver com o Brasil de uma maneira geral?

As histórias ultrapassam o aspecto da nacionalidade, são circunstâncias de personagens em situações limites que poderiam acontecer com qualquer pessoa de qualquer lugar do mundo.

 

Os textos de Rubem Fonseca e de João de Mancelos foram adaptados a peça? Se sim, como isso aconteceu?

A única adaptação que fizemos é na diminuição do texto em função do tempo do espetáculo e da plena absorção da narrativa.

 

Como aconteceu a escolha do elenco?

O elenco não foi escolhido, este trabalho já nasce na Ciafalácia que me convida para a pesquisa.

 

Existem peculiaridades e curiosidades interessantes nessa peça que queira me contar?

Fizemos este trabalho com mais interesse nos estudos da cena do que preocupados com a sua recepção. É uma investigação que nos interessa e por isso tivermos o prazer de pesquisar por quase dois anos e, antes da sua estréia, fizemos ensaios abertos em Lisboa e no Rio de Janeiro.

 

… 

 

SERVIÇO

O espetáculo está em cartaz no Sesc Tijuca-RJ desde o dia 5 deste mês e estará aberto ao público maior de 14 anos até o dia 28 de maio. A peça será apresentada de sexta a domingo as 20h, com duração de 60 minutos, e os ingressos estão entre R$ 6,00 e R$ 25,00.

 

(Crédito da foto: CARLA DE ABREU)

(Crédito da foto: CARLA DE ABREU)

 

 

SOBRE A MONTAGEM

Os atores Claudia Ventura e Alexandre Dantas, além de darem vida aos personagens sem mudança de cenário ou figurino, utilizam celulares para fazerem os efeitos de som e iluminação dentro da cena.

 

FICHA TÉCNICA

 Textos: Rubem Fonseca e João de Mancelos

Direção: Andre Paes Leme

Elenco: Claudia Ventura e Alexandre Dantas

Cenário e Figurino: Carlos Alberto Nunes

Iluminação: Renato Machado

Produção Executiva: Christina Carvalho

Realização: SESC Rio e CiaFaláCia

Assessoria de Impresa: JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Stephany