Foto: Leo Santos

 

Em tempos de rasas polarizações nas discussões sobre políticas públicas e de segurança no país, é de se exaltar as iniciativas que buscam promover uma reflexão mais profunda e de acordo com a complexidade dos diferentes tecidos sociais. Assim nasceu o documentário LOGO ALI - ÁFRICA DO SUL, no qual o policial civil do Rio de Janeiro, Beto Chaves, que vive diariamente a guerra contra as drogas no Rio, em que o enfrentamento armado é a política adotada, visita o país sul africano, numa busca de conhecer as histórias das pessoas e, principalmente, discutir sobre o que a liberdade significa para cada um hoje em dia e o que esperam do futuro do seu país.

Trata-se de uma metáfora da relação de espaço e tempo, do que une e do que separa a humanidade. A relação África do Sul - Brasil, a distância geográfica que um dia, há milênios, não existia, parece realmente desaparecer quando surgem temas como preconceito, diferenças sociais, drogas, arte, cultura, educação, tradições, juventude e empreendedorismo. LOGO ALI também se refere a datas de acontecimentos históricos como o Apartheid, o fim do regime que durou 40 anos, a libertação de Mandela e sua recente morte. É um filme sobre pessoas comuns e pensamentos extraordinários, é sobre uma sociedade que ainda engatinha numa nova democracia.

 

 

Com a direção do inspetor da Polícia Civil Roberto Chaves de Almeida e do designer Leo Santos, o filme mostra como a população busca virar a página da segregação. Uma das grandes dificuldades é a sombra do racismo que ainda paira na África do Sul pós-apartheid e a desigualdade resultante dela, mas que, segundo Chaves, esta em transformação e andamento.“O que ficou bacana de mostrar é que há processos, que a gente às vezes não respeita. Devemos ter maturidade de entender que se o processo está em andamento, estamos ganhando. O que não podemos é retroceder, mas se está caminhando temos que potencializar este processo”, explica.

 

Foto: Leo Santos

 

(Texto da assessoria de imprensa)