O Centro de Pesquisa e Formação do Sesc abre, no dia 18 de julho, a série DOIS OLHARES QUE CONVERSAM, que mensalmente irá reunir dois profissionais de diferentes áreas dialogando sobre um mesmo objeto, ressaltando os diferentes pontos de vista. O tema do primeiro debate é arte rupestre – ou das cavernas – que reúne oarqueólogo Eduardo Neves e o artista plástico Rodrigo Andrade, em debate sobre as novas descobertas a respeito das populações pré-históricas e sua inserção cultural na história da humanidade. A conversa, mediada por Tania Rivitti, é voltada para o público em geral, com interesse pelo tema.

Neves parte da fala do artista e apresenta hipóteses sobre o processo de colonização das Américas pelo Homo sapiens e discute as evidências sobre o início da produção artística na Europa pré-histórica. Ele também traz outros exemplos para sua apresentação, como as cerâmicas produzidas na Ilha de Marajó e em outros locais da Amazônia.

Já Rodrigo Andrade baseia sua fala nas experiências que teve em sítios arqueológicos na França – como em Niaux, Peche Merle e Chauvet – e também no Brasil – especificamente, na Serra da Capivara. Sua apresentação fica em torno das sensações que teve como pintor ao vivenciar essas experiências, e ainda ressalta as diferenças entre os lugares arqueológicos dentro e fora do Brasil.

Ao final, os dois profissionais trazem a questão do prazer estético a partir dessas manifestações artísticas e evidenciam concepções de mundo diferentes, por meio  de registros fotográficos.

Dois olhares que conversam tem curadoria da educadora Tania Rivitti e abordará nos próximos meses temas como Móvel Brasileiro, com Jayme Vargas e Giancarlo Latorraca; Prédios de SP, com Silvana Rubino e Leandro Medrano; Pontos de umbanda, com Marcos Branda Lacerda e Pepe Sanmiguel; e Guimarães Rosa, com Yudith Rosembaum e Dieter Heinz.

 

Arte rupestre: dois olhares que conversam
Dia 18 de julho de 2018, quarta, das 19h às 21h. 
Recomendação etária: 16 anos. 30 vagas. 
Preço: R$ 15,00 (inteira); R$ 7,50 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública); R$ 4,50 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes).

 

(Texto da assessoria de imprensa)