Ramai nasceu em 21/11/1998, na cidade de Souza-PB e ainda reside lá. Escritor e idealizador da sua fanpage "Ramai", que atua no facebook e no instagram. Com sua poesia rica de rimas e sentimentos, Ramai faz um grande sucesso pelas redes sociais, com diversos trabalhos voando por aí. Igual ao passarinho. Escreveu o livro EU TE AMO COMO UMA CRIANÇA DIRIGINDO UM CARRO.

 

 

Ramai começou a contar um pouco da sua história, de como e quando começou a escrever...

Eu sempre fui uma criança solitária e estranha. Na infância ainda não lia, mas via muitos desenhos e filmes. (Que não deixam de ser literatura); Já era um moleque romântico, lembro que com uns oito anos escrevi um bilhete de amor cheio de erros ortográficos e joguei no muro da minha vizinha. Mas só comecei a ler mesmo no ensino médio, quando matava aula pra ler poesia na escada do colégio público da cidade.

 

E sobre o seu livro, como foi essa experiência?

Na verdade ainda está sendo. Infelizmente eu ando mudando muito e ficando cada vez mais autocrítico. Antes de lançar a prévia do "eu te amo como uma criança dirigindo um carro", mudei o nome várias vezes e refiz o livro umas três. Acredito uma obra que fale sobre nossa podridão nunca está completa. Artistas são artes que mudam. Mas apesar dessa crise existencial que o livro me causou, a experiência de escrever diretamente pra um livro foi algo sensacional. Me senti, digamos, um escritor de verdade. Haha!

 

E de onde vem tanta sensibilidade, digamos, tanta nudez em uma arte?

Vem do cotidiano. Eu quase sempre estou sozinho e isso me faz pensar muito sobre como a vida não faz sentido. Essa falta de sentido me dói de uma forma inexplicável e a única forma de me sentir menos doído é escrevendo. Mesmo que sejam coisas patéticas.

 

Você já escreveu algo que te surpreendeu?

Na verdade não. Acho que atualmente ninguém é mais genial. Tudo já foi escrito. Eu só reproduzo o que sinto e fico sentado esperando as pessoas sentirem o mesmo.

 

O que mais te encanta na escrita?

O que mais me encanta... é a possibilidade que ela me dá de não enlouquecer tanto. Parece baboseira quando alguém fala que se sente aliviado quando escreve um poema, mas isso é real. Quando termino de escrever um poema eu tenho a sensação de ter tido uns 3 orgasmos. Me acalma. É uma necessidade mortífera.

 

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Luan FH. Escritor, escorpiano, ama bandas indies brasileiras.

Escritor das páginas Recíproco e Um Rabisco e Um CAfé