O carioca vai ganhar um presente cultural a partir do dia 07 de outubro. Com 312m² e dois andares, a Galeria Novocais será inaugurada na Zona Portuária do Rio de Janeiro. O local vai abrigar a mostra permanente “Porto Cidade – a memória do lugar”, que apresenta um recorte da história do Rio de Janeiro na Zona Portuária de 1800 a 1980. A exposição exibe grande retrospectiva histórica sobre a região, e suas transformações urbanas, com ênfase na sua dimensão humana apresentadas em mais de 600 imagens de variados acervos. Na abertura, a pianista Maria Teresa Madeira se apresenta ao ar livre numa homenagem ao músico Ernesto Nazareth. Maria Teresa é especialista na obra do compositor, tendo ganhado em 2012 o Prêmio da Música Brasileira da FUNARTE para gravar a obra integral do artista.

A evolução da região é apresentada numa grande instalação de fotografias do século XIX ao XX que faz um percurso em imagens passando pelo Porto, Morro da Providência, Morro da Conceição, Santo Cristo, Gamboa, Saúde e Centro. A estrutura metálica cobre a galeria até o segundo andar e abriga fotos de arquivo de importantes acervos, como do Instituto Moreira Salles (IMS), Museu da Imagem e do Som (MIS), Jornal O Globo, Jornal do Brasil, Arquivo Geral da Marinha e Biblioteca Nacional.  Além das fotografias, também serão expostos desenhos do artista Heitor dos Prazeres.

 

 

No mezanino dois importantes personagens da região serão homenageados: Ernesto Nazareth e Sebastião Pires. O compositor brasileiro Ernesto Nazareth, nascido no Santo Cristo em 1903, ganhou um espaço sob o título Nazareth Celestial.  São três salas dedicadas a música deste compositor genial, autor de “Odeon”, que apresentam gravações, vídeos, partituras, entre outros, e reverenciam a obra deste importante compositor carioca dotado de originalidade, e que transitou com maestria entre a música popular e erudita. O espectador poderá fazer uma imersão na obra do artista de forma interativa, podendo até executar suas composições por meio de partituras do compositor disponibilizadas para o público.  O músico, inclusive, foi escolhido através de votação pela internet como o nome do Parque Urbano situado ao lado do empreendimento onde fica a galeria, inaugurado em dezembro de 2016. 

Já a sala Sebastião Pires – Em busca do tempo perdido, traz holofotes para um fotógrafo pouco conhecido do público, mas largamente conhecido no Morro da Providência e Morro do Pinto, que retratou de 1940 a 1970 os moradores desses lugares, o carnaval, as festas e o dia a dia. Até 2016, seu trabalho manteve-se a sombra, quando parte de seu acervo foi exibida no Museu de Arte do Rio (MAR), em instalação do artista Alexandre Sequeira, chamada de Constelação de Tião, com relatos de fotografados e suas recordações sobre o artista.

 

 

(Textos da assessoria)