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Música

Entrevista com Paloma Carvalho “No meu primeiro disco, quis viver essa minha paixão pelo samba”

Matheus Luzi

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Desta vez, a nossa entrevistada é Paloma Carvalho, assumida fã do samba e também quem faz o próprio samba acontecer. A sambista lançou seu primeiro álbum em 2015, intitulado “Samba Íntimo”, que foi muito bem reconhecido pelo público, e chegou a receber menção honrosa no Melhores Álbuns da Música Brasileira, do site Embrulhado, entre outros títulos. Paloma é pós-graduada em Canção Popular, mas em suas músicas, a gente percebe que ele consegue fazer uma aliança perfeita entre o sentimento, a malícia poética e melódica e a técnica.

Nessa entrevista, Paloma nos contou alguns detalhes sobre sua carreira e seu trabalho com a música. Veja:

 

1 – Você tem Noel Rosa, Cartola, Paulinho da Viola e Chico Buarque como referências. Qual sua relação com esses artistas?

No meu primeiro disco autoral “Samba Íntimo” quis viver essa minha paixão pelo samba. Minha relação com esses e outros artistas da velha guarda do samba e da MPB em geral é de profunda admiração, respeito. Acho que seria muita prepotência da minha parte dizer que tenho algum outro tipo de relação com eles. Sou uma fã, que ouve muitas canções desses artistas, que estuda, que tenta absorver o máximo possível para minha vida e para meu trabalho como cantora e como compositora. É uma honra e também uma grande responsabilidade trabalhar com música em um país que tem tantos mestres, bambas e tradições.

 

2 – Você compôs 5 das 11 canções do disco “Samba Íntimo”. Como funciona seu processo criativo?

Geralmente me conecto primeiro com as palavras, com a poesia, com a expressão dos sentimentos. A maioria das minhas músicas surgem de pequenas frases ou emoções. Depois trabalho a harmonia e melodia em função da letra.

 

 

3 – Sua música parece fazer uma união entre o tradicional e o contemporâneo. Qual seria a melhor definição para a sua arte?

Acho que o “Samba Íntimo” foi exatamente isso. Uma homenagem ao samba, à tradição do gênero, mas tentando expressar também minha visão de artista contemporânea.

Não consigo definir ainda minha arte pois acho que tenho muitos caminhos para explorar, sem perder a minha essência, mas sempre em movimento. A música é viva.

 

4 – As faixas do seu disco lembram vários artistas, principalmente no meio do samba. Qual artista você acha que você se parece? Por que?

Acho um pouco complicado tentar me definir ou me comparar com outros artistas. Tem muitos que admiro, que ouço, que tenho como referência. Não sei se me pareço, mas além dos mestres da velha guarda que já citamos acima, gosto muito do trabalho de artistas contemporâneos como Céu, Roberta Sá, Mariana Aydar, Mayra Andrade, Wilson Simoninha.

 

5 – Você tem planos para novos trabalhos? Poderia nos adiantar algo?

Sim, estou nesse momento pré-produzindo meu segundo trabalho autoral, chamado “SOMA”. O lançamento será em Julho na turnê que começará em São Paulo e passará pela Europa (Holanda, Bélgica, França e Alemanha).

A temática do disco é a mulher brasileira, sua força, sua sensibilidade, seus sentimentos. Musicalmente também vou explorar outros caminhos, misturando MPB, POP e ritmos brasileiros.

 

 

 

 

 

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