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Música

medo de lançar um primeiro EP tão pessoal e profundo logo de cara no cenário pop brasileiro”, diz Marc Yann

Matheus Luzi

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O EP CARTAS PARA CHARLES – inteiramente escrito, idealizado e produzido por MARC YANN – é o primeiro avanço do cantor paranaense para o mercado nacional, que gerencia a própria carreira apostando no romantismo, letras pessoais e arranjos que mesclam sonoridades. 

— Me sinto feliz em fazer Charles queimar. Não no sentido vingativo, mas no sentido de que: cada um tem o que merece. Não me importei em titular o EP com o nome verdadeiro de quem tanto me abusou, manipulou, usou em benéfico próprio e depois me despejou na sarjeta. Estou transformado o nome dele em algo bom, ao menos uma vez. Com esse EP lançado e ganhando assas, me sinto inquebrável, e quero mostrar isso a outras pessoas que vivem relacionamento abusivos: dá para recomeçar e ser feliz outra vez SIM! — comentou Marc.

 

 

Você fez praticamente tudo no disco. Como foi trabalhar dessa forma?

Libertador. Primeiro, porque o EP conta uma história real do que aconteceu comigo durante anos, e a única forma que encontrei de seguir em frente foi criando esse material praticamente sozinho, deixando que meu público me conhecesse dessa forma vulnerável e sincera.

 

A criação das músicas, como foi?

Foi um processo de cura. Algumas canções eu criei durante esse relacionamento que retrato nas músicas. O conceito já estava nascendo antes mesmo de eu perceber o que estava na minha frente. Quando olhei para o que criei, sabia que tinha colocado aquela história para todo mundo ouvir. Daquele momento em diante, decidi que queria levar minha música para todos os corações que já sofreram por pessoas que não sabem amar e principalmente, mostrando que dá para recomeçar sozinho reconhecendo sua própria força.

 

E a produção e gravação?

Eu já trabalho com música há muito tempo, então, tenho um pequeno home studio. Sou tecladista, pianista, estudei técnica vocal e produção musical, isso me facilita muito na hora de criar meu som. Não gosto de forçar a criação de uma faixa. Gosto que seja natural, orgânica, porque prezo que meu pública sinta isso, saiba que criei algo real, verdadeiro e que partiu da minha criatividade, e não da ordem de um terceiro.

As canções que mais levaram tempo para produzir foram INQUEBRÁVEL e SE VOCÊ REJEITA ALGUÉM, porque possuem uma carga emocionam muito grande e eu queria retratar em cada detalhe do que eu vivi nelas. VEM ME AMAR é a canção mais tranquila e suave do EP, foi algo que escrevi para me divertir e trazer um pouco de luz em meio as faixas profundas. E, a primeira canção que escrevi sem nem ao menos saber que seria para um EP foi TE ENCONTRARem 2015, que acabou virando carro-chefe desse projeto, e uma faixa que quase cortei e hoje é uma das mais comentadas pelo meu público é BEM FEITO.

 

Quais foram as influências desse EP?

Artistas que escrevem e produzem seu próprio material, como: Adele, Lady Gaga, Sam Smith, e outros que preferem fazer música para a alma e o coração.

 

Tem alguma história interessante que envolva o EP?

Eu fiquei com muito medo de lançar um primeiro EP tão pessoal e profundo logo de cara no cenário pop brasileiro. Sabemos que a tendência no Brasil não é essa. Eu só tive a certeza de lançar esse material assim quando, eu comecei a ter muitas pessoas no meu círculo de amizade e até fora, me contando histórias parecidas. Assim, percebi que precisava colocar isso ao mundo porque eu não estava sozinho. Agradeço a essas pessoas que me contaram suas desilusões por me darem coragem para colocar esse trabalho no mundo.

 

Como você definiria o EP?

Fogo. Uma forma de você encontrar a sua própria cura se permitindo deixar queimar. Eu deixei essas lembranças e memórias queimarem ao máximo dentro de mim para entender minha lição e finalmente aprender a me amar em primeiro lugar.

Esse EP é sobre quem amar e é rejeitado, quem ama demais, quem se entrega demais, quem vive demais pelo outro e um dia, acorda sem ninguém, ter que colocar um sorriso no rosto e seguir em frente. É só perder para ganhar muito mais.

 

Em relação a SOU EU, quais são as expectativas para o próximo álbum que será de estreia?

“SOU EU” é a única parceria do EP e aconteceu porque minha grande amiga Gabriela Miranda viveu um relacionamento abusivo parecido com o meu. Nossa sintonia foi instantânea e essa música nasceu em menos de 15 minutos.

O próximo passo é continuar a promoção desse EP ao máximo que eu puder e, logo para o início do ano que vem lançar meu livro “CARTAS PARA CHARLES” que completa essa jornada.

O livro é formado inteiramente por cartas feitas para essa pessoa e contam a fundo cada detalhe desse meu relacionamento. É uma forma de quem se identificou com o EP saber de onde as histórias das canções surgiram e, mesmo quem não conhece meu trabalho e querer ler o livro, pode se identificar com uma obra forte e feita para preencher noites solitárias.

 

Matheus Luzi é idealizador e fundador da Revista Arte Brasileira. Está cursando o último ano de jornalismo pela AEMS (Três Lagoas-MS) e é apaixonado por música brasileira.

 

 

 

 

 

 

 

Fundador e editor da Arte Brasileira. Jornalista por formação e amor. Apaixonado pelo Brasil e por seus grandes artistas.

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