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Música

[ENTREVISTA] Banda 90 Contos faz crônicas em formato de canções no álbum SOBRE AS BATIDAS DE UM CORAÇÃO

Matheus Luzi

Publicado

em

Por Daiane Dias

 

Crônicas em formato de músicas, foi a ideia certeira da banda 90 Contos, ao lançar o álbum SOBRE AS BATIDAS DE UM CORAÇÃO, pelo selo Paracelso Records.

Ao unir o pós-punk com pitadas de música brasileira, o grupo formado em 2012 pelos amigos Joel Fernandes e Jorge Rocha, usou o poder de uma canção para trazer certas mensagens, que segundo eles próprios, tem muito o intuito de impactar quem ouve as 11 faixas autorais do álbum.

Diferente de trabalhos anteriores, como em SOBRE A ANFIBOLOGIA DE UMA GERAÇÃO (2016), a 90 Contos buscou usar um personagem em uma busca da felicidade durante o ciclo de um relacionamento. “A sequência das músicas forma uma grande história com fases que fazem o final se encontrar com o início”, revela Jorge Rocha.

 

Capa do álbum

 

“Nascemos no Rio de Janeiro e vivemos aqui há mais de 30 anos. Acreditamos na cidade como parte importante da formação da personalidade. O que nos inspira nesse lugar é a vida boêmia, a proximidade com a natureza e a energia das pessoas. Nossa música pretende se conectar com aquilo que está acontecendo na atualidade em outros centros urbanos do mundo e trazer essas configurações para a nossa realidade, tentando assim, nos aproximar de uma abordagem mais cosmopolita”, explica o vocalista.

O álbum tem a produção e masterização de Joel Fernandes, enquanto a arte da capa foi produzida pela artista plástica, arquiteta e urbanista Fabíola C. Folly.

 

Abaixo, confira na íntegra uma entrevista que fizemos com a 90 Contos.

 

 

 Da onde surgiu a ideia de fazer crônicas em formato de canção? 

(Jorge Rocha): Nosso primeiro brainstorm foi em uma reunião informal na mesa de um bar, no bairro da Glória. Observávamos o movimento à nossa volta e conversávamos. Daí veio a ideia de contar as histórias das pessoas. 

Ainda nessa pergunta, qual o conceito do álbum? 

(Jorge Rocha): O álbum pretende contar a história de um sujeito sob a ótica das relações afetivas. Dentro disso existe um conceito de Eterno retorno, Déjà vu ou qualquer outra teoria que trata de repetição e ciclicidade. 

De forma resumida, fale sobre os personagens e histórias contidos nas faixas do álbum. Quem é o autor das “crônicas”? 

(Jorge Rocha): Nesse disco nós temos um personagem central e uma série de histórias que o envolvem. Um ser livre, porém ressentido, que atenua esse sentimento, quando percebe em um outro ser a possibilidade de ser amado. As tramas são sobre amor, independência e interdependência, desbravamento, flerte, conquista, frustração, desentendimentos e tudo o que envolve uma vida afetiva. Nosso processo de composição é bem variado, mas geralmente as ideias iniciais e uma boa parte das letras surge comigo. Depois o Joel me ajuda a lapidar para que aquilo se ajuste melhor na parte rítmica. E, no final a gente nomeia as músicas. 

A parte rítmica parece ser bem variada. Comente.

(Joel Fernandes): Nosso lance nesse álbum foi tentar passar ideias diferentes em cada música de acordo com a letra. Isso serviu para ilustrar as canções. Nossas influências variadas também ajudaram nesse sentido. Esse álbum foi composto pensando em uma instrumentação tradicional de Rock. Com guitarra, baixo e bateria. O sintetizador surgiu depois, o que nos fez ter que repensar e refazer as músicas. 

Fiquem à vontade para falarem o que quiserem.

(Jorge Rocha): A gente espera que o álbum, as músicas contidas nele, cause algum tipo de sensação nas pessoas. Acreditamos na arte como complemento importante de uma vida. E pensamos que viver pode ser um ato político. Permitir uma mudança de perspectiva, servir de companhia em algum momento tedioso, promover uma identificação com o nosso ouvinte. Esses são os lugares onde gostaríamos de chegar.

 

 

 

 

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