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Literatura

[ARTIGO] Branca Claudino reflete a importância das festas literárias para motivar a leitura

Matheus Luzi

Publicado

em

(Imagem da internet)

 

Por Branca Claudino Mesquita.

 

Se sonhamos com um Brasil grande temos que educar nossas crianças. Para isso, nada melhor do que persuadir nesses seres em formação o apreço pela leitura.

Educação Literária é papel da escola ou da família? Ou de ambas?

A Educação Literária começa a partir do momento que a criança atribui um significado as experiências vividas. Como bem definiu o grande Paulo Freire: “A leitura do mundo precede a leitura da palavra”. Ou seja, quando lemos o mundo, tentamos compreender o que se passa nele e o que acontece conosco, desse modo já estamos praticando a Educação Literária. Nesse sentido, ela é papel da família, da escola e de toda a sociedade, que deve disponibilizar elementos, propiciar diferentes experiências e compartilhar os diversos significados das possíveis leituras da realidade para que as crianças sejam educadas para essa leitura mais ampla. É fundamental que todos acreditem no seu papel de mediador para que a Educação Literária aconteça no cotidiano das crianças, dos jovens e também dos adultos.
Ultimamente não tem sido fácil “competir” com a TV, games e redes sociais. A leitura demanda um certo esforço, concentração, o que, para essa geração do controle remoto, é um verdadeiro desafio. É necessário redescobrir o prazer da leitura, e talvez uma das possibilidades seja trazer o escritor para dentro da escola. A literatura promove encontros e as crianças e jovens estão precisando de mais contato físico. Compartilhar o que lemos com o outro pode ser um caminho para descobrir o prazer de ler.

Como fomar professores que possam atuar como mediadores de leitura?

Essa é outra questão complexa! Os professores, pela função que exercem, deveriam ser naturalmente mediadores de leitura. Afinal, é por meio do olhar dos professores que as crianças e jovens vêem o mundo. Os desafios são muitos, desde as questões físicas das escolas públicas e também as particulares, passando pelos problemas de alfabetização (ainda temos um alto índice de leitores que não conseguem interpretar os textos que leem) até a própria formação dos professores que, muitas vezes, não conseguem ler o quer necessitam ou gostam. Creio que é preciso, antes de mais nada, resgatar o leitor que há no professor, pois ninguém leva alguém a um lugar que nunca esteve. Se o professor não se aproxima pela leitura dificilmente conseguirá encantar seus alunos.

Oxalá se cada município desse país, por menor que fosse, fizesse uma festa literária e promovesse o encontro entre os escritores e leitores nas escolas. O escritor, passaria diversão, experiência e conhecimento para os estudantes. Ler um livro, debatê-lo, trocar opiniões… que maravilhosa oportunidade de Educação Literária ambos teriam! Seria como um novo jardim de Academus, as crianças e jovens seriam amantes da literatura e os escritores energizados pelo entusiasmo do público infanto-juvenil. E não é tão difícil realizar esse desejo.

 

Branca Claudino Mesquita é formada em Letras, professora de Português no Educandário Mesquita e organizadora da FELIPI – Festa Literária de Piancó –   Paraíba 

 

 

 

 

 

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