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[ENTREVISTA] Power trio Storen revela as emoções no álbum de estreia “Espectro”

Matheus Luzi

Publicado

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(Capa do álbum)

 

O cenário independente vem fervendo muito, também com os recentes lançamentos da power trio Storen, “Insônia”, “Ritmo perfeito” e “Suspenso”

Agora, o grupo está lançando o álbum “Espectro”, um trabalho envolvente e emocionante, cuja ideia é revelar as mais profundas e superficiais emoções.

O álbum que reflete os nossos próprios “fantasmas”, teve produção de Carlos Ziviani, Junin Santos e da própria banda.

A Storen já está em turnê com o novo trabalho e prepara mais novidades para 2019.

 

A SEGUIR, VOCÊ CONFERE AS RESPOSTAS DE PALOMA NEVES (AUTORA DAS LETRAS DAS FAIXAS DE “ESPECTRO” E TECLADISTA DA BANDA)

 

 

Expliquem pra gente o significado da capa e do título do álbum.

Todo o trabalho que envolve o álbum “Espectro” é a expressão de uma identidade da Storen que emergiu depois de um longo trabalho de busca. A capa remete às faixas laranjas que maquiamos em nossos rostos na nossa foto de perfil. Elas também aparecem no clipe da música “Suspenso” como uma mensagem subliminar na tela da televisão. O conceito gira em torno de se pintar para disfarçar o seu eu verdadeiro ou mesmo se pintar para mostrar sua verdadeira identidade. Cada um usa uma estratégia. O título “Espectro” remete aos fantasmas que perseguem a nossa consciência, que são nossas “neuras” e conflitos psicológicos.

 

Vocês fizeram um álbum repleto de poesia, com um som pop e emocional…

Obrigada pela análise! Fico feliz que tenha soado assim, era justamente a intenção. Escrever para nós é botar para fora aflições e reflexões do momento em que se vive. Mais do que um simples relato, escrever ajuda a entender mais a fundo a situação que se vive. Adicionando a essa escrita uma preocupação com métrica e rimas, vira poesia. A base e a melodia na linha do pop emocional já faz parte da nossa essência musical.

 

De onde vem a inspiração para as lyrics das canções?

A inspiração vem de situações que vivemos, às vezes até situações cotidianas simples que acabam por invocar reflexões maiores. Eu, particularmente, sou assim. Gosto de refletir sobre minhas emoções, minhas angústias, meus sofrimentos. Uma coisa meio de psicóloga talvez (mesmo que eu não seja)… Escrevendo sobre esses emoções consigo me entender melhor e trabalhar algumas coisas em mim mesma.

 

Como um todo, qual seria o conceito do álbum?

O álbum explora o interior do ser em toda sua integridade. O conceito é que todas as emoções que sentimos são importantes, tantos as boas quanto as ruins. Todas elas fazem parte de quem somos e merecem ser exploradas a fundo. Isso é muitas vezes esquecido nessa sociedade atual, onde queremos exibir somente uma vida de rede social, perfeita e sem problemas. 

Músicas como a “Insônia”, “Ritmo Perfeito” e “Cobertor” falam dessa angústia em tentar sufocar os problemas e o sofrimento. Aí, no mesmo álbum, músicas como “Wings”, “Espectro”, “Mundo te traz” mostram o outro lado: a leveza de aceitar que as coisas não precisam estar 100% no lugar para a gente se sentir bem. E ainda, não precisamos nos sentir bem o tempo todo.

 

Qual a mensagem que vocês mais querem passar com este trabalho?

“Espectro” tem um atmosfera sombria,o próprio nome remete a isso. A ideia é passar a mensagem que todos nós temos nossos conflitos psicológicos, nossos fantasmas, e está tudo bem em ser assim. Está Ok o “não estar Ok”. Todo mundo tem seus momentos de alegria, que devem sim ser exaltados, mas todos nós temos nossos problemas e é importante nos unirmos para falar sobre eles. Esse é o mundo para além da falsa perfeição que às vezes queremos mostrar. O espectro do nosso sofrimento vai estar sempre ali, refletido na nossa imagem no espelho, e não temos que tentar escondê-lo.
Temos que ser nós mesmos por completo, com as partes boas e também as partes sombrias.

Vocês têm alguma história ou curiosidade interessante que envolva o álbum?

Metade do álbum foi gravado em estúdio e a outra metade foi na minha casa, no nosso estúdio. Decidimos gravar em casa depois de sentir que isso nos ajudaria a fazer um álbum mais intimista e mais verdadeiro. Assim, poderíamos expressar melhor toda essa reflexão em torno dos nossos fantasmas psicológicos. Afinal, roupa suja se lava em casa, não é mesmo? (risos)

 

Fiquem à vontade para falar algo que eu não perguntei e que vocês gostariam de ter dito.

Apesar da banda já existir há alguns anos, o “Espectro” é considerado por nós como nosso álbum de lançamento. Passamos por uma grande transição, amadurecemos e agora temos músicas que nos representam. Criamos um estilo musical nosso, mesclando elementos do rock, do pop e do eletrônico, em composições sinceras, verdadeiras.
Na música, percebemos que o importante é ser autêntico, ser você mesmo, reproduzir o que se está sentindo. Aí, as pessoas vão ouvir e perceber que se identificam com o seu sentimento. Acredito que todos nós passamos por conflitos bem parecidos em algumas fases da vida e esse compartilhamento de experiências pode nos ajudar a superar melhor e perceber que não estamos sozinhos.
Obrigada pela entrevista e continuem acompanhando nosso trabalho. Já estamos preparando coisas novas!

 

 

 

 

Fundador e editor da Arte Brasileira. Jornalista por formação e amor. Apaixonado pelo Brasil e por seus grandes artistas.

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