Conecte-se conosco

Literatura

9º episódio da série “Clarice no País da Putaria” de Luan FH

Matheus Luzi

Publicado

em

 

Sucesso na internet e com dois livros escritos, ‘’Vou te desenhar em braile’’ e‘’Cigarette, sex and alcohol’’, o jovem escritor Luan FH se aventura ao escrever a série escrita “Clarice no País da Putaria”, inspirado em um livro de Clarice Lispector. O projeto foi apresentado com exclusividade pela Revista Arte Brasileira, com dez episódios sendo postados todos os dias no site do veículo. Quer saber mais: clique aqui.

 
9º EPISÓDIO – “Convivência”
 
Durante bastante tempo a humanidade vive por uma vivência, um romance, algo que faça sentido para que a solidão vá embora. Até o Vinicius de Moraes cantou tantas e tantas vezes, casando por muitas mulheres e continuando sendo só. Tudo por uma experiência, um prazer carnal, algo que puxe e que faça sentir, mesmo que seja um mero arrepio.
 
Eu nunca pensei que fosse acontecer comigo, mas aconteceu, por acaso e demorado. A gente acostuma de certa forma, acostuma acordar cedo e vê a pessoa dormindo de boca aberta ou acordar mais tarde e perceber que a pessoa já tenha saído para trabalhar ou sei lá, comprar pão ou está em outro cômodo da casa. O amor é lindo quando se vive de forma correta, senão é mera ilusão e curiosidade. Pior de tudo, o amor transforma mas não muda. Ele te bate? Continuará te batendo, ele surta do nada? Continuará surtando, ou ela, tanto faz. Criamos uma barreira nos olhos e acabamos cegos demais para poder ter noção disso, sempre acreditando que tal pessoa mudará, mas não mudará. Os hábitos são fortes demais e tóxicos também. Vemos uma fruta do pé, saudável, mas preferimos as que tem agrotóxicos. 
 
Eu nunca pensei que iria dizer ”te amo” a alguém e fosse realmente de verdade, real, mas parece que a vida faz de sacanagem, quando menos esperamos, aparece. Eu estava bem e tenho certeza que seria exagero se eu dissesse que não viveria sem ele, porque eu viveria sim e muito bem – Não pago de trouxa, lhe dou muito bem comigo mesma. Sei me divertir sozinha.
Muita gente vive um romance para poder ter alguém para transar, é, no fim estão fodidas e quando percebem, o chifre já está maior que a própria cabeça. Infelizmente nos envolvemos com algumas pessoas, algumas vezes que pensamos ser parceiros, amigos e no fim, são apenas traíras, deitando com o próprio inimigo e acordando ao lado do diabo. O amor é um caos dos diabos, mas só às vezes, Bukowski. 
 
 
 
 

Fundador e editor da Arte Brasileira. Jornalista por formação e amor. Apaixonado pelo Brasil e por seus grandes artistas.

Continue Reading
1 Comentário

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

EnglishPortugueseSpanish