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[ENTREVISTA] Ator Morto lança álbum de estreia, “Amor Torto”

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(Capa do álbum)

 

A banda Ator Morto é formada por Alexandre Capilé (voz, guitarra e violão), Caique Fermentão (bateria e voz), Jairo Fajer (baixo) e Pedro Lapitin (guitarra e backing vocal). O quarteto lança seu álbum de estreia “Amor Torto” pelos selos Forever Vacation Records e Flecha Discos. A obra, com dez faixas, conta com participação de Ju Strassacapa (Francisco, El Hombre), Pedro Pelotas (Cachorro Grande), João Lemos (Molho Negro) e Vini Zampieri (Sugar Kane).

“O álbum conta um pouco da nossa história. A banda surgiu de um escape para uma depressão que tive, as letras abordam questões existenciais, a dor e alegria de viver, o amor e seus desfechos. Narram nosso estilo de vida. ‘Amor Torto’ é uma ferida aberta que mostra intimamente quem somos e o que pensamos”, explica Capilé. “Produzir e gravar um projeto pessoal sempre é prazeroso e complicado.

O envolvimento emocional é gigante e tentamos fazer algo grandioso pra nós mesmos. Desde que as músicas começaram a surgir, a vontade de gravá-las e mostrar para todo mundo era grande. A sintonia com Caique foi importantíssima no processo, esse é um disco de duas pessoas, colocamos tudo de nós e considero um dos melhores discos que já trabalhei e toquei. O resultado final está perfeitamente como esperado e estamos felizes em entregar um disco bem feito e sincero. No Ator Morto, nasceu nossa parceira musical e esse é nosso primeiro filho”.

 

Respostas de Alexandre Capilé (voz, guitarra e violão)

 

Como surgiu a ideia do álbum? Qual seria o conceito dele?

Este álbum acabou saindo quase sem querer. Tínhamos lançado nosso primeiro EP “Caos” e sentimos a necessidade de mais músicas, quando entramos em estúdio pra gravar o que seria o nosso segundo EP percebemos que poderíamos fazer um álbum.

Passamos o final de 2018 e o começo de 2019 gravando essa músicas, durantes os primeiros meses do ano gravamos as participações e overdubs, finalizamos tudo em abril. Seu conceito é a sinceridade explicita das composições, onde a gente fala sobre o que vivemos, tanto o lado bom quanto o lado obscuro.

 

Quais são as temáticas das faixas do álbum?

Elas refletem nossa realidade, falando sobre momentos de baixo astral, festivos, banais, significativos… sem medo de se expor. É um exercício terapêutico, por pra fora pra curar. As letras são bem diretas e a mensagem é bem clara, não temos nada a esconder.

 

O que vocês querem dizer com “O álbum conta um pouco da nossa história”?

Tudo sobre o que escrevemos foi vivido ou idealizado, ele acaba contando fatos do nosso dia a dia: pensamentos, medos, filosofias, desejos, relatos…  É um disco bem sincero, as inspirações vieram direto do que vivemos, nosso diário musical.

 

Qual mensagem vocês querem passar com o álbum?

Não temos uma mensagem específica pra passar com disco, cada música tem sua mensagem, mas avaliando ele como um todo acredito que seja BOTA PRA FORA O QUE TA NA SUA CABEÇA.

 

Como foi o processo criativo das faixas?

Ele foi composto como um duo, eu e Caique, as demos foram todas gravadas só com violão e voz, a idéia da banda sempre foi que as músicas funcionassem bem só em violão e voz, algumas tracks que estão na versão final são originais das demos, trabalhamos de forma simples e direta nossas idéias. A gravação foi bem analógica, sem grandes truques pra melhorar nossa performance. Como na época ainda não éramos uma banda finalizamos as músicas durante suas gravações mesmo, tocando todos os instrumentos. Normalmente eu mostrava minhas ideias pro Caique e ele as dele pra mim e trabalhávamos bem rápido em cima.

 

Vocês tem alguma(s) curiosidade(s) interessante(s) para nos contar referente ao álbum?

Acredito que a maior seja o fato dele ter sido todo gravado por duas pessoas, eu gravei guitarra, vozes e violão e o Caique bateria, baixo, violão e vozes também. As participações foram escolhidas a dedo pra somar com esse projeto, tivemos a Juliana Strassacapa do Francisco El Hombre cantando em “Quem Sou” e “Me Tira Daqui”; Pedro Pelotas do Cachorro Grande gravando teclas em 6 músicas; João Lemos do Molho Negro como “Pedal Brother” e guitarra solo em Viciado, ele também co-produziu “Migous”, “Dopamina” e “Autonomia” ao lado de Gabriel Zander, que assina a mixagem do disco.

 

(Entrevista feita por Matheus Luzi – Textos de introdução de Letícia Tie – Edição da postagem de Matheus Luzi)

 

 

 

 

 

Fundador e editor da Arte Brasileira. Jornalista por formação e amor. Apaixonado pelo Brasil e por seus grandes artistas.

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