19 de outubro de 2026

O Brasil e o Prêmio Nobel de Literatura

Imagem encontrado no site da Revista Bula.

            Inicio o tecer destas linhas de forma profundamente passional e parcial. Saio em defesa de nossa literatura, mais precisamente, de nossos escritores.

            Afinal, por que o Prêmio Nobel de literatura nunca foi concedido a um brasileiro? O que falta (ou faltou) aos nossos sanguíneos artistas que propôs a distância entre mãos brasileiras e a glória mundial literária? Quais são os critérios? Pois bem, vamos lá.

            Anualmente, 350 escritores são indicados para a avaliação da academia sueca. Destes 350, sobram 20. Dos 20, 5. E destes 5 sai o vencedor ou vencedora.

            O escritor laureado leva para casa um montante de R$ 4,5 milhões de reais e seu nome na história.

            Um fato extremamente curioso é que a academia veda campanhas públicas. Está expresso no rígido regulamento do órgão que todo e qualquer candidato que possuir uma campanha pública em seu nome será desclassificado.

Recentemente, nossa querida Lygia Fagundes Teles provou o dissabor desta desclassificação, uma vez que houve uma campanha pública por sua indicação.

Mas por que nunca ganhamos?

Os requisitos para a seleção de um nome são profundamente complexos e criteriosos. Não só a obra, mas a vida do escritor é estudada pelos membros da academia. Além da unanimidade dos julgadores, é preciso enfrentar outros aspectos subjetivos.

Um destes aspectos, de acordo com Ozires Silva (ex-ministro da infraestrutura) já prejudicou alguns nomes brasileiros. Há grande divisão interna no que diz respeito aos nomes e obras de nossos escritores. Em outras palavras, podemos dizer que há interesses escusos e rancorosos.

Outros aspectos objetivos representam óbices estruturais: a falta de um amplo investimento em tradução e difusão dos escritores brasileiros.

É bem sabido que o Brasil passa longe de ser um país que investe adequadamente na educação e arte. A cada nova geração, o exercício da leitura (e da escrita) diminuem com a falta de incentivo e fomento público. Os filhos de agora leem muito menos que os filhos de outrora. E não é preciso dado estatístico para sustentar essa afirmação.

Dentre os nomes brasileiros indicados ao prêmio estão Carlos Drommond de Andrade, Jorge Amado, Érico Veríssimo e Coelho Neto.

Será que um dia o Nobel literário pousará no solo tupiniquim?

Referências: Pedro Almeida.

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