7 de junho de 2026

Exilado de sua família, o Dia das Mães para CJ Lawrence é doloroso e incomum; Seu novo single quebra o silêncio

CJ Lawrence é compositor e cantor queer. Seu primeiro álbum será lançado em breve, se chamará “Home” e é norteado pelas suas diveras emoções, mas em especial aquelas originadas da sua experiência com sua família, que o rejeitou quando assumiu ser transexual. De Kansas, ele faz de “Home” um lembrete de que pessoas trans merecem amor incondicional e que caso não tenham este respeito têm o pleno direito de manifestar seu repúdio, sua raiva. “O álbum narra minha jornada angustiante desde a percepção de que sou trans no fundo do poço até a rejeição dos meus pais e a descoberta de uma maneira de prosperar de qualquer forma.”, pontuou.

Acontece que antes do lançamento oficial de “Home”, CJ apresentou cinco faixas, e a mais recente pode ser que seja o mais cartão postal do álbum. Estou falando do agora single “Silence”, no qual CJ provoca o ouvinte sobre o silêncio frente a não aceitação de sua sexualidade. “Silence” é, por sua vez, uma resposta aos sentimentos que tomaram conta de CJ Lawrence quando sua família não o aceitou. Provocativo e sem medo de represálias, “Silence” é intencionalmente lançada neste Dia das Mães, data celebrada internacionalmente e que raramente causa impressões negativas. Não à toa, a música é uma espécie de luto, como se CJ tivesse perdido sua mãe para sempre.

Independente de quem você seja, “Silence” é realmente curioso, desde a sua criação até a data escolhida para ser lançada, e, claro, a reação de sua família que provavelmente não veremos. Resta somente pedir que ouça.

Letra (Traduzido com DeepL)

O silêncio é o único
Poder que me resta para agarrar
Um tipo diferente de solidão
Para desistir do amor que nunca tive

Segundo domingo de maio
Eu sei exatamente o que devo dizer
Mas não posso fingir
Não, não posso fingir

Você não apenas me rejeitou
Tentou colocar todos contra mim
Isso não estava em minha cabeça
Isso não estava em minha cabeça

E então o silêncio é o único
Poder que me resta para agarrar
Um tipo diferente de solidão
Para desistir do amor que nunca tive

Minha terapeuta me disse
Ela me disse para chorar por você
Como se você estivesse morto
Como se você estivesse morto

Se eu tivesse continuado a esperar
Esperando que você me amasse
Em vez disso, você teria me esmagado
Em vez disso, você teria me esmagado

E então o silêncio é o único
Poder que me resta para agarrar

Explore o universo literário

Você tem que se aventurar no campo literário e fazer novas descobertas. Você como leitor não pode ficar só focado.

LEIA MAIS

Silvo Carlos: eu quero uma casa no campo, de um tamanho ideal…

Às vezes, em dias de luz perfeita e exata,Em que as cousas têm toda a realidade que podem ter,Pergunto a.

LEIA MAIS

Sonoridades dos continentes se encontram em “Saudoso Amarais”, disco do artista campinense Leandro Serizo

O projeto solo discográfico do paulista Leandro Serizo se iniciou em 2021, quando o single “Libertas Navy” foi disponibilizado. Aproximadamente.

LEIA MAIS

O Abolicionista e escritor Cruz e Sousa

A literatura brasileira se divide em várias vertentes e dentro dela encontramos diversos escritores com personalidades diferentes e alguns até.

LEIA MAIS

Uma breve leitura dos festivais de ontem e de hoje

Nesta manhã de quinta-feira, dia 22 de março de 2017, acabei de ler o livro “Tropicália – A história de.

LEIA MAIS

Pietro desce às regiões pelágicas do ser

Apesar dos sete mares e outros tantos matizes somos um. Henriqueta Lisboa 1. Malgrado as secas periódicas e as terras nem.

LEIA MAIS

Podcast Investiga: As artes quilombolas (com Nino Xambá)

Este episódio tem como finalidade desbravar as artes quilombolas. São mais de 35 minutos de conversa entre o jornalista Matheus.

LEIA MAIS

Espiritualidade de pai para filho, a mensagem da nova música do israelense Ari Fraser

ARI FRASER, músico israelense, cria uma canção de ninar comovente e profundamente espiritual nesta canção. A letra se desdobra como.

LEIA MAIS

CONTO: O Medo de Avião e o Vôo na Contramão (Gil Silva Freires)

Alcindo ganhou uma passagem pra Maceió. Acontece que era uma passagem de avião e Alcindo tinha pavor de avião. O.

LEIA MAIS

Iaponi: a invenção de uma permanente festa de existir

As formar bruscas, a cada brusco movimento, inauguram belas imagens insólitas. Henriqueta Lisboa   1.   Iaponi (São Vicente, 1942-1994),.

LEIA MAIS