21 de abril de 2026

Playlist “Além da BR” #109 – Sons do mundo que chegam até nós

além da br

Somos uma revista de arte nacional, sim! No entanto, em respeito à inúmeras e valiosas sugestões que recebemos de artistas de diversas partes do mundo, criamos uma playlist chamada “Além da BR”.

Como uma forma de estende-la, nasceu essa publicação no site, que agora chega a sua 109ª edição. Neste espaço, iremos abordar alguns dos lançamentos mais interessantes da playlist.

Floral Couches – “Heaven Is Home (with you)” – [MINI ENTREVISTA]

Que música é essa? Heaven Is Home é uma música que escrevi durante os bloqueios iniciais da Covid. Tudo parecia estar desmoronando e as notícias eram tão assustadoras, mas eu me vi feliz por estar em casa com minha família e por passar mais tempo juntos enquanto o mundo fechava.

O que diz e qual é a sua mensagem? A música diz que o mundo é um lugar assustador; há dor, tristeza e medo do desconhecido, mas com minha esposa ao meu lado e o amor que sinto em minha família, sei que tudo está tão bom quanto pode ser.

Por que e como surgiu essa música? Eu não sabia mais como me expressar durante esse período e precisava escrever sobre isso. Sou tão apegada à minha rede social e ter tudo cortado foi difícil! Não sei se teria sobrevivido com minha saúde mental intacta se não fosse pela família que construímos.

Respostas Floral Couches

Lu&Me“Crash The Christmas Party” – (Itália) – [MINI ENTREVISTA]

O que é esta música, em resumo? É uma canção de Natal rockeira!

Qual foi a sua fonte de inspiração para escrever esta música? A Lúcia, a vocalista, tinha uns acordes no piano que soavam a Natal, por isso decidimos escrever esta canção de Natal em estilo rock

Qual é a sua mensagem para o mundo? Aproveitem o vosso tempo junto das pessoas que mais gostam e celebrem o Natal no estilo que quiserem.

É possível definir a musicalidade e sonoridade? Crash the Christmas Party é uma canção rock de Natal, talvez com uma influência poppunk.

Respostas Lu&Me

Robbie Macfarlane“Tell Me Where It Hurts” – (Austrália) – [MINI ENTREVISTA]

Qual é essa música, em resumo? Tell Me Where It Hurts é um poderoso hino indie-folk sobre a solidão e o isolamento universais sentidos após uma separação. “Toda a minha vida me senti imperfeito”, entoa Macfarlane melancolicamente, sua voz diferente da média folk, mais rica e mais operística (ele foi anteriormente um premiado cantor de ópera). O refrão ‘Hold Me Closer/Tell Me Where It Hurts/Hold Me Closer/I Hope I Dont Make It Worse’ é ao mesmo tempo um grito globalmente compreendido por proximidade e compaixão e um verme de ouvido que você não esquecerá tão cedo.

As harmonias explosivas e catárticas de quatro partes ouvidas no encantamento final do refrão lembram igualmente os Beach Boys (as composições de Macfarlane foram comparadas às de Brian Wilson) e os luminares do indie-folk Fleet Foxes. A instrumentação alegre de violões, harpa, sinos e percussão minimalista, mas impactante, remete ao pop barroco do XTC, enquanto a estrutura, começando com uma suave e ondulada dedilhação dos dedos e florescendo em uma paisagem sonora mais orquestral, lembra a genialidade de Sufjan Stevens. último álbum Javelin.

Momentos finais de Tell Me Where It Hurts; uma calma silenciosa e reflexiva após a tempestade de um rompimento oferece uma terna e inesperada esperança de reconciliação:

E quando seguimos caminhos separados

Eu ainda estarei acenando do avião

E se nossos caminhos se cruzarem novamente

Eu gostaria de pensar que poderíamos ser amigos’

Qual foi sua fonte de inspiração para escrever essa música? A inspiração da música veio de dois lugares: musicalmente, fui convidado a montar alguns tutoriais sobre composição, e a parte original da guitarra veio de uma discussão online sobre diferentes afinações de guitarra (esta música está em afinação D aberto ou DADF# AD) e improvisação. Achei a ideia bastante cativante, então, ao longo das discussões seguintes sobre composição, construí a música camada por camada, tentando mostrar todo o processo de composição de uma música.

A inspiração lírica veio de uma amiga espanhola que estava passando por um rompimento do outro lado do mundo. Seus sentimentos de isolamento e insegurança pareciam tão próximos do que senti no final de relacionamentos anteriores que quis capturar o sentimento ‘universal’. sentimento que todos nós passamos quando o amor se perde.

Qual é a sua mensagem para o mundo? A minha mensagem é bastante simples: através da grande arte e da partilha de experiências, ninguém está sozinho. A música é uma linguagem universal e através dela podemos comunicar o estado de nossas almas de uma forma que nenhuma outra comunicação verbal consegue. Minha música é bastante ‘crua‘ na produção, quase nenhum autotune, tomadas ao vivo e imperfeições, porque acredito que se a música for honesta e vinda do coração, ela pode viajar de coração a coração com mais facilidade. Já toquei em bandas de heavy metal, cantei ópera e fiz tudo o que existe no meio, e o gênero não faz diferença para mim, desde que a música seja boa e a mensagem seja totalmente honesta.

É possível definir a musicalidade e a sonoridade? Gosto de descrever o ‘Robbie Macfarlane‘ soa como pop de câmara sofisticado com instrumentos folclóricos. Em outras músicas minhas você vai ouvir Banjo e Bandolim, mas o mundo sonoro tende para o orquestral. Não tenho medo de aumentar o volume e arrasar quando preciso, mas tento construir texturas para servir a música. A música em si é sempre fundamental para mim. Eu admiro bandas como os Beatles e o XTC, que não tiveram medo de cruzar gêneros e tentar coisas novas para apresentar a música da melhor maneira possível. Sou obcecado por grandes compositores como Jimmy Webb, Rodgers e Hart e Bob Dylan, e acredito que grandes canções são atemporais, sejam elas executadas em um Ukelele ou em uma orquestra de 100 músicos.

Respostas Robbie Macfarlane

Adolf Jurgens“Muddy Boots” – (Portugal) – [MINI ENTREVISTA]

O que é esta música, em resumo? “Muddy Boots” é uma música de dark-country que conta uma história intensa. Ela mistura melodias cativantes com uma narrativa emocionante sobre traição e consequências trágicas, refletindo uma viagem emocional profunda através da música.

Qual foi sua fonte de inspiração para escrever esta música? A inspiração para “Muddy Boots” veio de várias fontes, incluindo histórias clássicas do country sobre amor, perda e redenção. Também me inspirei na beleza e na melancolia da natureza humana, e em como nossas ações e decisões podem ter consequências imprevistas e profundas.

Qual sua mensagem ao mundo? A mensagem de “Muddy Boots” é dupla: por um lado, ela explora as sombras do coração humano e as complexidades das relações humanas. Por outro, busca ressaltar a importância da introspecção e do entendimento das consequências de nossas ações. É uma reflexão sobre o lado mais sombrio do amor e da paixão.

É possível definir a musicalidade e sonoridade? Definitivamente. “Muddy Boots” foi inspirada nas murder ballads, que são canções tradicionais narrando histórias de crimes e destinos trágicos. No entanto, há um contraste intrigante na música: enquanto a letra é sombria e macabra, refletindo o espírito das ballads, a sonoridade acabou tomando um rumo mais alegre e vibrante. Essa mistura cria uma experiência única para o ouvinte, onde a melodia alegre contrasta com a profundidade e o peso da história contada. É essa combinação inesperada que dá a “Muddy Boots” seu caráter distintivo e memorável.

Respostas Adolf Jurgens

VamViper”KRAMPUS” – (Estados Unidos) – [MINI ENTREVISTA]

Qual é essa música, em resumo? Nunca pensei que escreveria uma música de Natal, especialmente para o projeto VamViper, mas tive essa ideia há algumas semanas e tive que realizá-la. Eu queria uma música anti-Natal porque não ouvi muitas delas. KRAMPUS foi o primeiro personagem que me veio à mente, então decidi escrever uma música sobre a angústia do feriado/criando o inferno! Meu produtor (DSCO Music) foi incrível e conseguimos finalizar e enviar essa música em uma semana!

Qual foi sua fonte de inspiração para escrever essa música? Sonoramente, eu queria que fosse uma reminiscência de “My Own Worst Enemy” de Lit e um pouco de Avril Lavigne, ao mesmo tempo que tem um toque natalino. Liricamente, eu queria contar uma história divertida do tipo monstro da semana, como eles fazem em “Charmed”. ou “Buffy, a Caçadora de Vampiros”. Esses programas são meus favoritos porque eles nunca se levaram cem por cento a sério o tempo todo. Eu me imaginei trancado dentro de um globo de neve e como seria necessário um monstro/criador do inferno como KRAMPUS para quebrá-lo e me libertar.

Qual é a sua mensagem para o mundo? Acho que todo mundo dá muita ênfase aos feriados e, se eles não corresponderem às expectativas do filme Hallmark, ficam tristes. Eu queria mostrar que não precisa ser tudo aconchegante e estereotipado. Você pode tirar o melhor proveito deles, mesmo se estiver sentindo uma depressão sazonal ou uma angústia de feriado!

Respostas VamViper

Uma história que esperou 200 anos para ser contada – Por Victor Mascarenhas

Há 200 anos, mais precisamente no dia 7 de setembro de 1822, nas margens plácidas do riacho Ipiranga, D.Pedro deu.

LEIA MAIS

Podcast Investiga: O funcionamento de um cineclube (com Cadu Modesto e Tiago Santos Souza)

Neste episódio, Matheus Luzi investiga os cineclube, casas de cinema independentes cujo o viés comercial é, na prática e teoria,.

LEIA MAIS

Lupa na Canção #edição23

Muitas sugestões musicais chegam até nós, mas nem todas estarão aqui. Esta é uma lista de novidades mensais, com músicas.

LEIA MAIS

O poderoso Chefão, 50 Anos: Uma Obra Prima do Cinema contemporâneo

Uma resenha sobre “O Poderoso Chefão” “Eu vou fazer uma oferta irrecusável” “Um homem que não se dedica a família.

LEIA MAIS

Mário Rasec: a celebração das coisas simples

 Por eso, muchacho, no partas ahora soñando el regressoQue el amor es simpleY a las cosas simplesLas devora el tempoCesar.

LEIA MAIS

Nilson dos Santos: o registro da etnografia de um tempo extinto++++++++++++++++++++++++3

Há pouco se apagou de vezno reduto dos dicionárioscerta palavra-chave. Henriqueta Lisboa 1. Nilson dos Santos (17.06.1970) nasceu em Currais.

LEIA MAIS

Carlos Gomes: um naïf registra e exulta uma pintura lúdica

O homem benigno faz bem à sua própria alma, mas o cruel perturba a sua própria carne. Provérbios, 11, 17.

LEIA MAIS

Pacífico Medeiros: ressignificando a fotografia

No fundo, a fotografia é subversiva, não quando aterroriza, perturba ou mesmo estigmatiza, mas quando é pensativa.                                                              Roland Barthes Pacífico.

LEIA MAIS

CONTO – “Luen: Na completa escuridão” (Samuel da Costa)

Alika, não sabia o que dizer, nem o que fazer, paralisada ela passou a prestar atenção, na figura abissal, que.

LEIA MAIS

“Fiz da arte um motivo para viver” – por Pedro Antônio

Quadro “Cinco Girassóis” de Pedro Antônio   Meu nome é Pedro Antônio, tenho 23 anos, e hoje eu posso afirmar que.

LEIA MAIS