18 de julho de 2024
Além da BR

Wiessinger critica o uso doentio dos meios de comunicação de massa na faixa “Sitcom” [ENTREVISTA]

Artista: Wiesinger (Canadá)

Música: Sitcom (lançada originalmente como single e depois como faixa nº1 do álbum “Stuck in Your Head”)

Composição: Drew Shalka e Justin Wiesinger

Produção musical: não informado

Ano de lançamento: 2023

– Qual é o tema da música, o que você diz nela? “Sitcom” é um manifesto peculiar e direto e uma visão da condição humana norte-americana. Estamos todos colados às telas de TV como uma forma de fuga da nossa triste existência.
– Qual é a sua mensagem universal?
 A maioria das pessoas trabalha em empregos que odeia para ganhar dinheiro suficiente para ficar presa em uma casa onde não tem dinheiro para jantar com uma família de quem realmente não gosta. É triste, mas é verdade. Perdemos tempo nas redes sociais e em programas de televisão na tentativa de escapar para um mundo fictício que não parece tão sombrio quanto a nossa própria história. Quero lembrar às pessoas através dessa música que elas podem ser personagens em busca de suas próprias vidas. Ser viciado em televisão é opcional, mas não é o destino ao qual muitos sucumbem.

– Em que situação surgiu a música e como foi esse processo?
Durante a Covid, senti falta de emoção e experiências divertidas com os amigos. Eu me vi em brechós (de segunda mão), rolando sem pensar pelas ilhas de itens usados ​​e filmes em DVD, tentando colecionar toda a série de filmes de James Bond. Um por um, tive minha mini dose de dopamina a cada semana enquanto encontrava outro título para adicionar à minha coleção. Depois de alguns anos de bloqueios e notícias induzidas pelo medo, me vi com uma grande coleção de filmes usados ​​em minha coleção.
Acho que o trauma imposto por toda a loucura daquela temporada que todos nós vivenciamos realmente me levou a praticar o escapismo em um mundo de fantasia como encontramos nos filmes. Escrever essa música foi uma terapia para mim e me deu o impulso necessário para sair de um mundo de fantasia e começar a viver minha vida plenamente e inspirar outros a fazerem o mesmo.

– Como você avalia o som da música e quais referências temos nela?
Faço uma referência atrevida a empregos sem saída, cansaço geral, vida mundana, relacionamentos chatos, vida sem acontecimentos, chefes emocionalmente desprovidos e um pedido para cancelar o maior serviço de streaming Netflix. É tudo humor irônico, mas também é muito triste e pode chegar um pouco perto demais para muitos ouvintes e deixá-los desconfortáveis! O que é intencional. Eu queria escrever uma música divertida e compreensível, mas deixar as pessoas levantando do sofá e sem olhar para trás, porque só mudamos quando estamos inquietos e desconfortáveis ​​ou completamente cansados ​​de como ficamos cansados ​​de nossos rituais diários chatos.

– O que essa música diz sobre sua carreira?
Essa música é uma espécie de introdução barulhenta do tipo “chute a porta” aos escalões da indústria do entretenimento, dizendo: – Olá pessoal, estou aqui, estou pronto. Tenho me preparado toda a minha vida para uma música como essa e estou aqui para fazer uma marca no universo com minha mensagem e músicas. Espero que você venha conosco porque será uma aventura e meia!

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Fundador e editor da Arte Brasileira. Jornalista por formação e amor. Apaixonado pelo Brasil e por seus grandes artistas.