Arrepios de Fernanda Lucena

DRÃO, GIL E GRÃO

San”drão”, seu amor com Gil é a Preta em grão, semente agora germinada. Só morreu a casca, a luz avança linda, plantada em outro lugar, ressuscitando no céu, mais leve, refeita, pode crer. A cama de tatame está feita de nuvens, com aquele amor de vocês, imaculado, salvaguardado, preservado para sempre.

“Nasceu pra voar
O céu vai tocar
Ela faz o destino dela”

 “Não pense na separação”. Vá ao Orun se comunicar e ouvi-la cantar, mais do que nunca. O céu está em festa, menina, virou Bahia. Voltou tão acompanhada, gigante de amor o campo magnético ao seu redor, muito bem amada, queridíssima, lembrada, com um legado eternizado na Terra.

Ela sabe onde chegar
E na bolsa leva o amor
Só o amor
Só o amor
Só o amor

Preta venceu! Preta vencendo é mato. Floresta em pé. Preservadas nascentes de rios. Mar imenso pra amar em paz. Ela cumpriu sua “dura caminhada pela estrada escura” e agora tudo é livre, leve e luminoso, como quem colhe a recepção de um jangadeiro quando volta do mar, trazendo o peixe bom, com os companheiros e a Deus do céu agradecendo.

Tem um brilho no olhar
Faz a vida encher de cor
Só o amor
Só o amor
Só o amor

Por Fernanda Lucena

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