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A contemplação de “Canvas”, segundo disco do duo Boats

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(Capa do lançamento – Arte de Erildo Vitor)

Inicialmente, a banda Boats foi projetada para ser aquela que iria animar os bares noturnos. No entanto, logo logo ficou muito claro que a criatividade e sintonia entre ambas artistas (Anny K. Fernandes e Júlia Ferreira) renderia boas músicas e uma entrada celestial no mercado fonográfico. Isso aconteceu em 2013, mas pouco tempo depois, o duo entregou seu primeiro filho, o EP “Fazendo Óbvio Direto da Alma”.

Nesse momento, a Boats tratava de assuntos sociais e políticos. Contudo, parecia que seus próximos passos iriam para outro lado, aquele que falaria mais do eu, do interior e da busca constante pela paz. Essa nova safra criativa foi sentida no disco de estreia do grupo, datado em 2014, “Manifesto dos Sentimentos (in)compreensíveis”. “Apesar de ter duas exceções, que são críticas ao sistema, a maioria das músicas são sobre eu ter me apaixonado, aí vou contando nas letras sobre como foi esse processo.”, enfatiza Júlia Ferreira.

Chegou 2021 e a pandemia iniciada um ano antes não deu trégua. Ao enfrentar essa nova realidade mundial, a Boats sentiu muita vontade de, mais uma vez, mudar o rumo das composições. Desde então, eles assumiram um caráter mais reflexivo, ou talvez possa ser considerado algo que busca um equilíbrio em meio a tanto caos. “são músicas mais contemplativas, sobre vida, natureza e harmonia, e metáforas sobre sentimentos.”, acrescenta Júlia.

Divulgação.

“O conceito do ‘Canvas’ surgiu da ideia que tudo pode ser uma tela em branco, nos dando a possibilidade dessas novas composições e perspectivas dentro da música. Partindo disso, existem também os significados dessas composições. A expressão artística da música, quando vai para o mundo, passa a carregar outros significados, de acordo com a interpretação pessoal de quem escuta. As pessoas pintam as músicas com novas cores, novas histórias, novas concepções”, reflete Júlia.

“Canvas” chegou às plataformas de streaming neste mês de agosto e reflete o amadurecimento artístico, musical e humanistas da Boats. Sobre a sonoridade deste trabalho que pode ser considerado um divisor de águas, Julia Ferreira comenta que “A gente diz que é Indie rock com pitadinhas de emo. Mas já teve gente que disse que é post punk, alternativo, e até pop rock, e por aí vai.”

O projeto foi realizado com recursos da Lei Aldir Blanc Rio Grande do Norte. Fundação José Augusto, Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.

FICHA TÉCNICA

Composição e voz: Júlia Ferreira

Guitarra: Anny Klarice Fernandes

Baixo: Gabriel Nogueira

Adailton Luiz: Bateria

Pré-produção no Quartinhorex: Maria Fernanda dos Prazeres Fagundes

Produção, gravação, mixagem e masterização: Maria Fernanda dos Prazeres Fagundes

Produção de arranjos de voz e sintetizadores: Dante Augusto Lima Cabral da Costa

Produção de arranjos de bateria, percussão e ritmos: Adailton Luiz Leonardo dos Santos 

Fotografia: Cleanto Rêgo

Montagem: Guilherme Queiroz

Criação e capa: Erildo Vitor

Fundador e editor da Arte Brasileira. Jornalista por formação e amor. Apaixonado pelo Brasil e por seus grandes artistas.

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