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Clássico do Clube da Esquina ganha versão rock pela banda Unabomber

Matheus Luzi

Publicado

em

 

“Canoa Canoa” é uma música com mais de 40 anos de história, mas que poderia ter sido lançada hoje. Imortalizada na voz de Milton Nascimento, a composição de Fernando Brant e Nelson Ângelo falava sobre a preservação do meio ambiente e a luta dos povos originários.  É essa a mensagem que a banda Unabomber quer passar com uma pesada versão disponível nos principais serviços de streaming e que chega também com um lyric video, com direção, edição e pós-produção assinadas por Gabby Vessoni sobre arte de Jhon Bermond.

“Os discos ‘Clube da Esquina’ e ‘Clube da Esquina 2’ são marcos da música brasileira e referência para a gente. A escolha de ‘Canoa Canoa’ veio da vontade de fazer um tributo à música mineira, aos povos indígenas e ao meio ambiente, estes últimos atacados, desta vez, por uma política governamental orquestrada para acabar com as florestas e as comunidades que sobrevivem dela”, conta o guitarrista Sandro Luz.

O olhar crítico é um elemento que sempre esteve presente no trabalho da Unabomber. E o texto da banda foi amadurecendo sob ou sobre uma base sonora pesada de rock alternativo, com elementos implícitos do punk, postpunk e metal industrial. Com produção musical de Celo Oliveira, “Canoa Canoa” está disponível nas principais plataformas de streaming de música e no YouTube.

 

SOBRE A BANDA

Crédito: Marcos Hermes

Originária da Baixada Fluminense (Rio), e formada por André Luz (voz), Sandro Luz (guitarra), Alan Vieira (baixo) e Paulo Stocco (bateria), estrearam em 1996 com uma demotape homônima e produção a cargo da própria banda. Já a segunda fita, intitulada “R” e lançada no ano seguinte, contou com a produção do então iniciante Rafael Ramos (DeckDisc, Dead Fish, Pitty, Titãs). Após mais três anos de muitos shows pelo sudeste e participação em festivais, abrindo para nomes como Titãs, Raimundos, Charlie Brown Jr., Paralamas do Sucesso, Lemonheads e outras, o grupo encerrou as atividades.

Quase 18 anos depois, eles retornam à cena com o EP “Massas & Manobras S/A” (2017), onde fazem uma releitura de faixas das duas demos dos anos 90. O EP, lançado exclusivamente nas redes de streaming, contou com a produção musical de Celo Oliveira (Fleesh, Hydrya), além de projeto visual do fotógrafo Marcos Hermes. Na sequência, em meio ao xadrez sociopolítico contemporâneo, compõem e lançam o single inédito “Silêncio”, sempre com a produção de Celo Oliveira. Já em 2018, apresentam a primeira versão gravada pela banda. Trata-se de “Pesadelo”, de Paulo César Pinheiro e Maurício Tapajós, gravada originalmente pelo MPB4, em 1972. No ano seguinte, incorporaram à sua discografia o EP “O Mal da Máquina Morre”, que traz o hit “Guanabara”.

 

  • Textos da assessoria de imprensa

 

Fundador e editor da Arte Brasileira. Jornalista por formação e amor. Apaixonado pelo Brasil e por seus grandes artistas.

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