5 de setembro de 2026

Neptunea, projeto solo de Rafael Bulleto, estreia com clipe gravado na Antártica

Neptunea aum

(Cena do clipe)

 

Uma jornada solitária no deserto da Antártica é o cenário escolhido para “AUM”, clipe que lança Neptunea, projeto solo de Rafael Bulleto, guitarrista que já tocou em bandas como Antiprisma, BIKE, Sara Não Tem Nome, Leza e Fluhe.

Ao contrário do que se poderia imaginar de um músico de São Paulo, “AUM” é calmaria e surge como um conjunto de notas transcendentais, pontes para um momento de paz. O vídeo foi dirigido por Matias Borgström, da Salga Filmes.

A imensidão do espaço e do tempo, e a relação entre a luz e a sombra revelam “AUM”, o mantra inesgotável. A partir dessa premissa nasceram as imagens para compor com a música.

“Ao ouvir pela primeira vez uma incipiente versão da música, a imagem que se formou foi a de uma jornada infinita no deserto. Apesar das diferentes fases da canção, o andar sempre estava presente. Foi então que recebi o convite da minha irmã Samanta para velejar até a Antártica. A bordo conheci o francês Jérémy, que topou vestir uma túnica bereber – vestimenta tradicional do Marrocos – e encarnar o personagem que peregrina eternamente, enquanto as diversas paisagens imprimiam as sensações que buscava.”, conta Matias.

 

A INSPIRAÇÃO

neptunea aum

(Cena do clipe)

A impressão de Matias [diretor do clipe] ao ouvir o som, não foi a toa. Rafael Bulleto, responsável pela letra e música, vivia uma rotina repetitiva quando “AUM” apareceu. Trabalho, estudo e cinco bandas simultaneamente: Foi nesta correria que surgiu um riff de guitarra que perseguiu o músico. O artista explica a inspiração:

“Em pouco tempo, esse riff virou uma canção que fazia todo o sentido para o momento que eu vivia. Tinha muito da minha essência ali, também tinha influências de coisas mais mântricas e atmosféricas, que eu gosto de ouvir para ler ou quando busco me livrar da ansiedade”, relembra.

“AUM” inspira-se na frequência essencial do Universo. Na metáfora, este foi o papel da música na origem do universo de Rafael, criando novos ambiente. Este conceito é representado pelo sintetizador, que soa do início ao fim da faixa; A introdução da canção é a descoberta de um mundo novo e confuso, enquanto a base é repetida de forma anestésica. 

 

BOM SABER

Neptunea aum

(Retrato de Rafael Bulleto (Neptunea) – Crédito: Lucci Antunes)

As vozes na canção dizem “I squeeze them and drink them”, em alusão ao ato de tomar limão espremido pelas manhãs, como forma de purificação do corpo e da mente. Já o solo de guitarra, último elemento das camadas, é a percepção do caos após a purificação dos sentidos e da mente.

“Na minha vida pessoal, esse som foi a semente que deu origem ao meu próprio universo. Notei que precisava de mais espaço e tempo para mim. Todo esse processo de imersão e auto-conhecimento, me ajudou a tirar do papel antigos projetos e a me conectar com novas pessoas, que estavam trabalhando ou vivendo, de alguma forma, o mesmo que eu.”, revela Rafael Bulleto.

 

 

 

 

 

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