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Música

Em entrevista, Vitor Conor fala de sua primeira música, composta quando ele tinha apenas 15 anos

Matheus Luzi

Publicado

em

arte

 

Vitor Conor é mais um dos muitos artistas que conhecemos por aí na internet e que gostamos muito quando ouvimos sua música, não só pela qualidade, mas também pela diversidade de ritmos num só estilo. Convidamos Vitor para trocar algumas ideias, e falar de sua carreira como um todo. O músico transita por várias vertentes da arte, como quando usa o teatro para se apresentar em shows, e também o contrário. A seguir, veja na íntegra o nosso bate-papo.

 

Para começar, gostaria que você comentasse como iniciou sua história com a música, e quais foram seus passos antes de lançar seu primeiro disco.

Foi tudo muito cedo. Eu brincava com violões de brinquedo, quando criança. Mas, só fui ser matriculado numa aula de violão mesmo, quando eu tinha 10 anos. E logo aos 14 anos eu comecei a cantar. Daí misturei tudo. Como eu gosto muito de música, eu treino bastante. Sempre fui muito curioso. E me envolvi também com o teatro e hoje uso essas técnicas no palco. Além de fazer aula em Londrina, fiz também cursos na escola Wolf Maya em São Paulo e também na Casa de Artes de Larajeiras (CAL), do Rio de Janeiro. Mas, já adolescente, iniciei a carreira profissional. E peguei muita experiência tocando em alguns dos principais bares de Londrina. Já toquei muito em shows pelo interior do Paraná. E tudo foi importante para construir o meu EP Híbrido, que é uma mistura de tudo um pouco que eu faço.

 

Com 15 anos você compôs sua primeira música. Como isso aconteceu? O que te inspirou e como foi o processo de composição dessa primeira música? Foi neste momento que você descobriu o seu lado compositor ou isso já vem de anos passados?

Ah, eu gosto muito de compor. É a forma que encontrei de dizer o que penso e o que sinto. Uma forma mais poética de mostrar um pouco da minha opinião e dos meus sentimentos. Eu sempre fui muito criativo. Com os amigos, ás vezes eu componho alguns versos e frases de brincadeira. Mas, na real, a composição simplesmente vem. Sempre peguei o violão, criava um arranjo e em cima disso a letra ia saindo. Nunca foi demorado. E sim, a partir daí me “descobri” compositor. Antes, porém, eu já compunha com amigos, mas era tudo brincadeira, coisa de amigos de escola. De certa forma, esse já era um bom estímulo.

 

Você já tem mais de cem composições. Afinal, como funciona seu processo criativo?

Sim, tenho muitas músicas já compostas. E algumas delas reunidas no EP Híbrido, lançado em 2016. Sou muito observador e gosto de expressar meus sentimentos. Então, pego o violão e componho. Primeiro vêm as melodias, depois as letras. Ás vezes tem algo que não se encaixa, a gente pensa um pouco e depois de um tempo vem. É muito natural, na real.

 

Como funciona esse seu lado teatral quando sobe ao palco? E quais atividades você faz atualmente no teatro? E como isso influencia na sua música?

Faz tempo que não subo aos palcos como ator, mas utilizo todas as técnicas que aprendi dentro dos meus shows. Tudo o que aprendi, acabo colocando em prática: as expressões corporais, os sentimentos, as interpretações das canções. O teatro complementa, da mesma forma que a minha vivência nos palcos complementa o teatro. Penso que artista tem de ser completo, transitar entre muitas vertentes e desenvolver diversas e diferentes habilidades.

 

Por que decidiu seguir carreira solo no mundo da música?

Não foi uma decisão meio que pensada. Foi natural. Aconteceu. Como eu sempre compus sozinho, sempre toquei sozinho, então foi meio que natural seguir carreira sozinho. Claro que tenho minha banda de apoio, que me ajuda muito e que já me entende e me compreende. São eles os músicos Binho Toledo (bateria), Thiago Bonamigo (guitarra) e Ronalt Sanches (contrabaixo). Mas, essencialmente, toco sozinho com a liberdade de compor e fazer o show da forma com que eu acredito.

 

Você se considera pertencente a nova MPB? Por que?

Não gosto muito de rotular, até por isso que meu EP se chama Híbrido, pois me considero uma mistura de um pouco de cada coisa. Afinal, nós somos frutos de uma série de influências e de aspectos que nos ajudam a ser quem nós somos. Mas, claro que me considero dentro da nova geração da música popular brasileira, que é rica e cheia de diversidade. Transito dentro do pop, do rock e do folk e isso faz parte da diversidade musical brasileira.

 

 

 

 

 

 

 

Fundador e editor da Arte Brasileira. Jornalista por formação e amor. Apaixonado pelo Brasil e por seus grandes artistas.

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