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Álbum

Em novo disco, Ricardo Vignini toca os ritmos tradicionais caipiras

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Rita Perran / Divulgação.

Dois CDs de solos de viola do Índio Cachoeira, que tiveram a mão de Ricardo Vignini na produção, e a beleza dos álbuns do Gedeão da Viola, Zé do Rancho, Bambico, Helena Meireles e de Tião Carreiro, inspiraram Vignini a gravar seu novo álbum, que foi batizado como “Raiz”, e entregue ao mundo pelo selo Folguedo, com distribuição da Tratore.

O nome, por sua vez, é o retrato do que o violeiro apresenta ao longo das treze faixas que compõem o álbum, sendo que a maioria delas (no total sete), são de sua autoria, ainda que em duas, divide a composição com Juca Filho e Rafael Schimidt (um em cada música).

Apesar de ser considerado um “violeiro diferente”, que vai de Tião a Hendrix, em “Raiz”, ele faz do seu instrumento de guerra um caminho para relembrar grandes compositoras da música caipira, tais como Índio Cachoeira, Cuitelinho, Zé Mulato, Tião Carreira, e outros. Para isso, Ricardo se apegou (profundamente) nos ritmos tradicionais da cultura sertaneja, como o cururus, cateretês, chamamés e pagodes de viola.

O projeto, que já está disponível nas plataformas digitais, em CD físico, e em ebook com as partituras, foi contemplado pela Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo e do Ministério do Turismo, Governo Federal.

CONFIRA OS COMPOSITORES DAS MÚSICAS

Tinha Carreiro / Olemir Candido

Chá de Gengibre / Ricardo Vignini e Rafael Schimidt

Último Adeus /José Fortuna e Carreirinho

De Butuca / R. Vignini

Batuque no Ranchão / Zé Mulato e Tião do Carro

Virei Jacaré / R. Vignini

Seleção Índio Cachoeira (Violinha Fandangueira, Artista Caboclo e Ecologia Brasileira) / Índio Cachoeira e Cuitelinho

Estrada Velha / R. Vignini

Paixão de Carreiro / Olivaldo

Rastarapé / R. Vignini

Dr Cateretê / R. Vignini

Moedão / R. Vignini e Juca Filho

Desse Mato sai Coelho / Marcelo Berzotti

Ricardo Vignini por Juca Filho

Ricardo Vignini é um violeiro diferenciado. Da raiz à antena o cara vai em todas. De Tião Carreiro a Jimi Hendrix nada escapa a esse endiabrado operário das dez cordas. Sempre em busca da originalidade através de variadas abordagens e performances, Vignini leva a viola brasileira para passear pelo mundo, testando os limites e possibilidades do instrumento de um jeito que vai além do usual. É um violeiro que não se encontra muito facilmente por aí, mesmo numa cena como a atual, cheia de bons especialistas.

Proativo e inquieto, seus trabalhos são inúmeros e sempre originais. Entre várias empreitadas musicais de variadas matizes, Vignini manteve um duo acústico “de raiz” com o grande e saudoso mestre violeiro Índio Cachoeira, a quem produziu e com quem tocou pelo mundo afora, além de ministrar, por muitos anos, um curso de viola muito prestigiado, em SP. Também mantém com o violeiro mineiro Zé Helder, outro duo bastante original, o “Moda de Rock”, que traduz para viola o repertório de grandes ícones do rock como Hendrix, Led Zeppellin, Stones, Black Sabbath, Iron Maiden, Pink Floyd, Ramones, AC DC, e com quem já dividiu o palco com grandes guitar heroes brasileiros como Pepeu Gomes e Robertinho do Recife, entre outros. (Sem esquecer de vez em quando, mandar um pout-pourri de Tião Carreiro, “pro pessoal saber que, antes de tocar aquilo tem que saber tocar isso”).

Como se não fosse pouco, Vignini ainda coloca, há muitos anos, suas dez cordas canhotas  a serviço do “Matuto Moderno”, banda que veste vários gêneros “matutos” como a catira e a folia de reis, com arranjos de alto impacto, chegados ao pop, inclusive com o uso da viola eletrificada e outros babados. Aliás, é com a viola elétrica, ou “viola-guitarra” (nome que, para muitos do meio, já seria, por si só, um sacrilégio), que Vignini performa, no formato “power trio”, o ótimo “Sessões Elétricas Para Um Novo Tempo”, um dos três CDs que ele produziu na pandemia, até agora. Os outros foram “Cubo” e “Reviola”, onde eu tenho a alegria de ter uma parceria com ele, a música “Moedão”, que não é a primeira porque, além disso tudo, Ricardo Vignini ainda compôs a música original e dividiu comigo a direção musical do curta-metragem “Toca Pra Diabo”, de 2013, escrito por mim e dirigido por João Velho. No meio disso tudo ainda grava com bastante gente, incluindo Lenine. E a coisa não para por aí, a discografia completa do sujeito ainda conta com vários trabalhos, seja com o Moda, o Matuto ou solos, como “Na Zoada do Arame”, “Rebento” e “Viola de Lata”. Para concluir vale dizer que, apesar de ser um estilista dedicado a evoluir um único instrumento, Ricardo Vignini é, na verdade, um artista múltiplo porque nas suas mãos a viola tem sete vidas. E vale por sete instrumentos.

As informações foram obtidas por meio do release oficial do artista enviado a imprensa.

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