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[ENTREVISTA] Mario Ghanna retrata um relancionamento amoroso nas 13 faixas do álbum “O Blues É uma Mulher”

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(Divulgação)

O novo trabalho de Mario Ghanna é um conto musical moderno. São 13 faixas, 11 canções e 2 interlúdios. Ao longo do disco um relacionamento amoroso é retratado e as canções contam cada uma das fases dessa história de amor, de seu início a seu fim.

Um relacionamento amoroso é cantado nas 13 faixas do disco e cada música é um capítulo dessa história. As canções têm força para serem ouvidas de forma isolada e independente, e várias soam muito radiofônicas. Mas o mais interessante é que elas funcionam e ganham um novo significado se colocadas no contexto do álbum.

Ghanna apresenta também uma sonoridade musical bem particular. A música brasileira ganha pitadas de blues, pop, jazz e rock. O resultado é interessante e agrada os fãs mais exigentes.

Segundo ele o novo disco mostra seu som de maneira mais crua e clara: “O blues está mais visceral e as nuances de música brasileira também estão bem evidentes. Acho que criei uma sonoridade bem única. Sem falar nas histórias contadas nas letras. É uma trilha sonora da atualidade.”, diz o músico.

De fato, o som que Ghanna traz em seu álbum é bem único. Não há sonoridade semelhante no mercado e ele brinca com isso: “É o tipo de som que você só escuta comigo. Para o bem ou para o mal (risos)”.

A canção escolhida para lançamento é ‘Meu corpo blefa’, segunda faixa do álbum. O vídeo traz animações que dão um clima muito gostoso para o clipe. Assista: https://youtu.be/BLmelgyGeC8

PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS

Além dos músicos que costumam acompanhar Mario Ghanna em seus shows: Cadu Floriani (bateria), Michel Falcão (baixo), Menderson Madruga (guitarra), Deyvson Talles (trompete) e Eduardo Santos (saxofone), o álbum conta com participações especiais de peso.

Rodrigo Suricato, na faixa ‘Sou só confusão. Fernandinho ‘Beatbox’ em ‘Garoupa’, Du Mercury em ‘O tempo muda’ e Mano Silva em ‘Favela’.

Mario Ghanna gravou guitarra, violão, guitarra havaiana e voz. Os backing vocals foram feitos por ele e Luis Moretti.

O álbum é produzido por Ghanna e Menderson Madruga, que também assina a mixagem e masterização de todo disco.

Matheus Luzi – Você acha uma comparação legal eu dizer que “O Blues É uma Mulher” seria como um livro de 13 capítulos (ou 11, se tirar os interlúdios)? [RSRS].

Mario Ghanna – Acho que é uma ótima comparação. E foi exatamente essa a ideia ao compor o álbum. Os interlúdios seriam aqueles textos de passagem entre um capítulo e outro. Rss.

Matheus Luzi – Quando você afirma que o álbum traz sensações e experiencias únicas ao seu estilo de compor, tocar e cantar, o que realmente você quer dizer? O que está por trás dessa afirmação?

Mario Ghanna – Quando me perguntam o estilo de música que eu faço eu tenho dificuldade em definir. É um fusion. Uma fusão entre alguns estilos musicais que eu curto demais. Há elementos de blues, jazz, mpb, bossa nova, psicodelia, rock. Às vezes puxa um pouco mais para cá, outras vezes para lá, mas é possível identificar esses elementos ao longo do álbum. E exatamente por ser uma fusão de estilos, ele acaba sendo único, porque eu faço essa fusão a meu jeito.
E, sendo único, ele pode agradar ou desagradar o ouvinte. Esse é o lado bom e, ao mesmo tempo, ruim disso. hehe

Matheus Luzi – Como foram os momentos de composições das músicas do álbum? Acho interessante e oportuno você nos contar esses bastidores de quem era Mario ao criar essas 13 faixas.

Mario Ghanna – Putz, é difícil definir. Esse disco eu levei dois anos para gravar e vim construindo ele ao longo desse caminho. Talvez o compositor do começo do disco tenha sido outro ao final dele. E acho que dá para notar um pouco disso nas canções sim. Essa mudança constante de personalidade, climas e humor.

Matheus Luzi – Por que a ideia de introduzir dois interlúdios no meio das outras faixas? Num contexto geral, o que você acredita que isso acrescenta para o ouvinte?

Mario Ghanna – Os interlúdios têm uma função de “respiro”, de pausa. O primeiro deles está antes da música “Favela”. O disco conta a história de um relacionamento amoroso e essa canção tem por finalidade ambientar a história, mostrar ao ouvinte onde ela se passa. É uma história que poderia acontecer em qualquer lugar do mundo, mas está no Brasil, por isso essa música. Antes de “Favela” outras 05 canções já foram cantadas no álbum e todas elas falando do relacionamento. Então achei importante um interlúdio ali para dar uma pausa na história do relacionamento e chamar atenção para o ambiente onde esse relacionamento ocorre. Um ambiente urbano qualquer no Brasil. E o interlúdio pré “Favela” parece que deixa isso “sonoramente” claro.

E nesse interlúdio antes de “Favela” usei como inspiração uma canção de Villa Lobos, “Preludio II”. Tenho formação em música clássica e aproveitei para puxar essa sonoridade ali. E o segundo interlúdio é uma citação da música de “Blues is a woman”, de T-Bone Walker. Canção que inspirou o nome do meu álbum.

Matheus Luzi – Em relação a sonoridade deste trabalho, o que pode ser dito? Como você encara as várias influências que você traz em “O Blues É uma Mulher”?

Mario Ghanna – faço música brasileira com pitadas de blues, jazz, soul, pop, bossa nova e psicodelia. Às vezes puxo mais para cá, às vezes mais para lá. Mas são os estilos musicais que gosto de ouvir e eles acabam aparecendo em minhas composições. Acabo misturando um pouco de cada e esse é meu som.

Matheus Luzi – Qual a importância dos quatro músicos que fizeram participação especial no disco? Como foi gravar com eles?

Mario Ghanna – Poxa, foi uma honra ter gravado com esses músicos. Rodrigo Suricato, Fernandinho Beat Box, Du Mercury e Mano Silva. Cada um deles teve papel essencial na concepção final das canções e o convite a cada um deles teve um motivo muito pessoal e uma história bacana por trás disso.

Matheus Luzi – Quais são suas influências musicais? E neste álbum, quais foram?

Mario Ghanna – Olha, acho que tenho muitas influências, desde a galera da bossa nova e samba aqui no Brasil, passando por artistas mais contemporâneos. João Gilberto, Tom, Seu Jorge, Djavan. E artistas de blues e jazz, da antiga e da nova, como BB King, Gary Clark Jr., Marcus King, Reingwolf, etc.

Matheus Luzi – Você tem alguma história ou curiosidade interessante para nos contar? Se tiver mais de uma, fique à vontade para dizer.

Mario Ghanna – Ah, tenho algumas, mas aí o papo vai longe, hein. Vou contar duas curiosidades bem rápidas, meu primeiro cachê musical foi pago em sorvete heheh. E de tanto sorvete que tomei antes, quase que não rolou o show depois, porque a voz estava completamente “dura” hehehe.

E já tive diversas profissões: office boy, vendedor, professor, etc, etc. Hheheh. Acho positivo. Ajuda na hora de compor e contar histórias.

Matheus Luzi – Agora deixo você livre para dizer o que quiser.

Mario Ghanna – Queria agradecer o carinho e a atenção de vocês. Obrigado mesmo por terem me dado esse espaço nobre para falarmos de música e do meu disco novo. Espero que seus leitores conheçam meu som, baixem e curtam um pouco da minha linha sonora.
Vida longa à música brasileira.

Convido todos a baixarem meu álbum em streaming. Basta acessar esse link: https://fluve.lnk.to/OBluesEUmaMulher

Fundador e editor da Arte Brasileira. Jornalista por formação e amor. Apaixonado pelo Brasil e por seus grandes artistas.

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