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Clipe

Estilos cinematográficos do século XX tomam conta do novo clipe da banda Terceiro Mundo Bom

Matheus Luzi

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A banda Terceiro Mundo Bom volta no tempo em seu novo clipe, para a faixa “Pérolas Irregulares”. Enquanto o EP auto-intitulado traz um olhar ácido sobre a realidade brasileira atual, o vídeo faz um paralelo com o expressionismo alemão e o surrealismo, estilos cinematográfico vanguardistas do começo do século passado. O resultado é um registro que leva o vocalista Diogo Brandão por diversos pontos do Rio de Janeiro em meio a referências de grandes obras. 

Enquanto a música caminha por elementos da música brasileira, com inspirações em movimentos como Tropicália e mangue beat, ao mesmo tempo que a guitarra fuzz remete a Queens of the Stone Age, a letra traz um um lirismo rasgado. Os versos imagéticos agora são acompanhados de cenas e releituras de filmes clássicos, como “O Gabinete do Dr. Caligari” (Robert Wiene, 1920), “Metropolis” (Fritz Lang, 1927), “Um Cão Andaluz” (Luis Buñuel, 1929) e “Nosferatu” (Friedrich Wilhelm Murnau, 1922).

“Pérolas Irregulares” é o segundo clipe da banda. “Terceiro Mundo Bom”, faixa que dá nome ao projeto, ganhou um clima de filme de terror trash com aventura de Sessão da Tarde, também situando essas fantasias pelas ruas do Rio de Janeiro.

 

 

MAIS

Tudo isso para mostrar uma apreciação pelo cinema, além da música, trazendo a vivência de ator do vocalista Diogo Brandão em primeiro plano. Não por acaso, a ideia para o vídeo surgiu em uma de suas aulas na tradicional Escola de Cinema Darcy Ribeiro. 

O primeiro EP da Terceiro Mundo Bom mostra a versatilidade do conjunto, que destila referências para além do rock e MPB, como o rap e o trip hop. As faixas bem-humoradas vão desde relacionamentos voláteis até amores que surgem no meio de um protesto, oferecendo um olhar novo sobre o Brasil de 2019. 

Contando com a produção de Lucas Vasconcellos (guitarrista da formação atual da Legião Urbana, Letuce), o EP conta com a participação de Donatinho, que assina todos os synths e teclados do disco, e Gabriel Ventura (Ventre, Lenine), que toca em duas faixas. Além deles, o álbum conta com arranjos de metais de Vitor Tosta no trombone e Pedro Paulo, do Bloco do Sargento Pimenta.

 

 

 

 

 

 

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