21 de agosto de 2026

Queria chamar essa música de “mimimi”

Interpretada por ZéVitor, a canção composta por ele em parceria com Garcia Gabé e Aureo Gandur, “Vermelho” é profética, atual e óbvia desde a época de Matusalém.

Ela nasceu da necessidade de dizer em som e poesia quem é o mundo perante os recentes acontecimentos mundiais, a exemplo do aquecimento global, pandemia e a natureza revoltada. Mas a guerra na Ucrânia encabeçada por Vladimir Putin, tornou-a urgente, para-ontem.

Infelizmente, “Vermelho” soa como um prefácio de um planeta que tá-que-não-guenta seus carrapatos, como bem disse Raul Seixas em 1974, na faixa “As Aventuras de Raul Seixas na Cidade de Thor”. Veja o trecho:

Buliram muito com o planeta
E o planeta como um cachorro eu vejo
Se ele já não aguenta mais as pulgas
Se livra delas num sacolejo

Encerro esta nota com uma mensagem pessimista criada sob encomenda: “Seria uma delícia descordar desta canção, e vê-la apenas como uma coisa sem-cabimento.”

As duas fotos são de Garcia Gabé / Divulgação.

Ficha técnica

Bateria Acústica: Marcelo Wig / Percussão, Guitarra, Backing Vocal: Garcia Gabé / Bateria Eletrônica, Baixo, Guitarra Base e Guitarra solo, Efeitos Sonoros, Teclado: Aureo Gandur / Piano Elétrico, Sintetizador, Escaleta: Leo FernandesArranjos e Produção Musical: Garcia Gabé e Aureo Gandur

Rock Popular Brasileiro, Edson Souza?

Baião com rock foi uma investida polêmica de Raul Seixas, entre outras misturas. Apesar disso, o cantor e compositor baiano.

LEIA MAIS

Existe livro bom e livro ruim?

Muitos já me perguntaram se existe livro bom e ruim, eu costumo responder que depende. Se você leu um livro.

LEIA MAIS

Queriam vê-lo como um monstro, morto ou perdido no crime; e GU1NÉ os respondeu com

“Nasce Mais Um Monstro”, o EP de estreia do rapper GU1NÉ, é também uma resposta aos que não acreditaram nele..

LEIA MAIS

Mário Rasec: a celebração das coisas simples

 Por eso, muchacho, no partas ahora soñando el regressoQue el amor es simpleY a las cosas simplesLas devora el tempoCesar.

LEIA MAIS

[RESENHA] A literatura brasileira é seca, é úmida, é árida, é caudalosa.

            Desde a civilização mais antiga, a vida humana é orquestrada pelas estações do ano.  No poético livro “bíblico de.

LEIA MAIS

Clarice Lispector – Como seria nos dias atuais?

(Crônica de Brendow H. Godoi) Quem seria Clarice Lispector se nascida na década de noventa? Talvez, a pergunta mais adequada.

LEIA MAIS

Pacífico Medeiros: ressignificando a fotografia

No fundo, a fotografia é subversiva, não quando aterroriza, perturba ou mesmo estigmatiza, mas quando é pensativa.                                                              Roland Barthes Pacífico.

LEIA MAIS

Além deste sertão: a pintura de Celina Bezerra

É curioso observar a trajetória da professora norte-rio-grandense Celina Bezerra. Advinda das terras quentes da região do Seridó, de antigas.

LEIA MAIS

Resenha do filme “O Dia em que Dorival Encarou o Guarda”, de 1986 (por Tiago

Olá a todos! Feliz ano novo! Vida longa e prospera! Bom, a primeira obra do ano se chama “O Dia.

LEIA MAIS

VÍCIO ELEGANTE – A história de um clássico de Belchior

  “Vício Elegante” é o nome do último álbum de estúdio do nordestino Belchior, lançado em 1996, e que sem.

LEIA MAIS