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Entrevista

Os segredos de Karime e seu EP de estreia, “Sol em Peixes”

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Divulgação.

Artista desde os primeiros anos de vida, Karime compõe e canta com suavidade, pensamento crítico e muita veia teatral. Ela estreou no mundo da música oficialmente aos 7 anos, em um jingle que perdurou por duas décadas nas rádios de sua cidade natal (Sorocaba-SP). Tempos depois, em 2019, Karime sentiu que era o momento de marcar presença nas plataformas de streaming, assumindo seu viés de cantautora.

Nesse embalo, ela deu início ao EP “Sol em Peixe”, com duas faixas já disponíveis e as outras duas com data marcada para chegar ao mundo. Ao pontuar que o mini álbum é 100% orgânico, Karime também deixa claro sua versatilidade artística, o que inclui vários gêneros nas quatro faixas, tais como o rock, pop, blues e as brasilidades.

Neste trabalho, ela tem o acompanhamento de um time de peso e experiente no cenário da MPB. No caso dos músicos, está a participação de Tuco Marcondes (Zeca Baleiro), Hugo Hori (Funk Como le Gusta), Pedro Rangel (Tiê / Tulipa Ruiz), Adriano Magoo (Zeca Baleiro). Na produção musical, a artista foi agraciada com o talento de Rique Azevedo, autor do sucesso “Dig Dig Joy”, gravado por Sandy e Junior. Indo além, a mixagem a masterização ficaram a cargo de João Milliet (Carlinhos Brown).

Nós entrevistamos Karime, e o resultado desse bate-papo você confere a seguir.

MUSICALMENTE FALANDO…

Karime se orgulha do fato de que seu EP de estreia tem todos os instrumentos reais, ou seja, orgânico. Esse ponto é mais motivo de orgulho quando se trata do time de músicos mencionados anteriormente.

“Meu primeiro trabalho autoral é uma mistura de muitas das minhas referências preferidas, e por ser um trabalho de total experimentação, as músicas são muito singulares, existem apenas alguns elos que as fazem pertencer ao mesmo álbum, mas de forma geral, ‘Sol em peixes’ é um continente, com vários países dentro.”

PROFUNDIDADE!

O empenho em cantar boas novas para o público é uma característica singular de Karime. Em suas letras, os modismos que podem encaminhar sua música para o mainstream não costumam fazer parte de seus versos. Para ela, o importante é transmitir uma mensagem positiva sobre autoconhecimento, amor, empatia, liberdade, espiritualidade, respeito e conexão com a natureza.

“Se você está abrindo a possibilidade de eu entrar no seu mundo, nos seus ouvidos, tem que ser para passar uma mensagem que te desperte algum tipo de consciência, costumo dizer que preciso fazer mais músicas para o lazer, (risos), pois minhas músicas costumam ter bastante profundidade e desperta várias reflexões.”

A MÁGICA HORA DE COMPOR

Assim como boa parte dos artistas, a inspiração para Karime é algo muito natural, tão natural que fica até difícil de explicar o momento.

“Apesar disso, todas minhas composições têm um ponto em comum: quando eu escrevo as letras, elas já vem com a melodia, parece que para mim o nascimento é sempre assim. Nenhuma das minhas músicas nasceu somente a letra, ou somente a melodia. Elas vem sempre juntas .

TALVEZ VOCÊ SE PERGUNTOU COMO KARIME CONSEGUIU TANTOS MÚSICOS RENOMADOS PARA UM EP DE ESTREIA

Dois pontos foram cruciais para isso. O primeiro é que o circulo familiar de Karime sempre foi voltado para o mundo da arte. Quando criança, ela já tinha muitos e bons contatos, já que sua casa era frequentada por essa turma artística.

“Mas é claro que esses músicos não concordariam em fazer participações em qualquer tipo de trabalho, portanto com ajuda da minha investidora e patrocinadora consegui contratar um produtor musical muito experiente, o Rique Azevedo”.

E O CONCEITO DO EP, KARIME?

Da gestação até o nascimento, “Sol Em Peixe” levou 4 anos. De caráter experimental, como ela mesmo define, o trabalho é o primeiro de sua discografia oficial, com o selo de qualidade consolidada garantida. Fora o lado artista, o EP trouxe para Karime a experiência de se envolver com os processos burocráticos, tais como lançamento, registros, inserção nas plataformas e o divino marketing.

“Não é preciso uma análise profunda para perceber que as 4 músicas que compõem o EP são bastante diferentes entre si, pois temos um rock com embalo country, um Blues, uma música mais étnica com muita referência de instrumentos brasileiros e por fim uma música que vai da MPB ao reggae. Por fim, posso dizer que são todas fragmentos do meu gosto musical pessoal.”

KARIME EM DIREÇÃO AO MUNDO

Toda as faixas do EP foram acompanhadas clipes. Os vídeos de “Linha Fina” e “Meu Lugar” são continuações um do outro e, com eles, Karime voou alto, muito alto!

“Concorri a 5 prêmios em um festival de cinema em Los Angeles, ao lado de grandes artistas como Alok, Luiza Sonza, Baiana System, o que de maneira nenhuma deixa o clipe de ‘Cruel’ perder em algum aspecto e, por fim, o clipe de ‘Sol em Peixes’ que foi gravado na minha casa, por mim mesma e meu namorado, editado e dirigido por mim.

Essas produções foram importantíssimas para Karime. “Esse lado do trabalho foi experiencia que acredito trazer uma imersão ainda mais profunda na minha arte, pois abrange outros aspectos da minha personalidade.”

ELA TEM UMA CONSIDERAÇÃO FINAL

Toda a experiência e aventura citadaS nos tópicos acima levaram Karime a uma viagem em busca do até onde sua arte pode chegar. Por ser produtora cultural há 4 anos e gerir um festival de música eletrônica, o Invasão Trance, ela percebeu, nitidamente, que existem outros caminhos artísticos, mas ao mesmo tempo, que sua poesia e essência musical irão se manter.

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