13 de abril de 2026

“Deixe-me ser o que eu quiser!”

Foto de Matheus Lustosa / Capa do single

“Mãe, eu gosto de brincar de ser a bailarina, porém curto mais batuque, toco cavaquinho muito bem”. É este a frase de entrada de “Deixa Eu”, o novo single brasileiríssimo da cantautora mineira Sofia Cupertino, em parceria com Iara Ferreira, autora da letra.

Esta menção inicial serve de apoio aos próximos versos, e também de sintetizadora de sua grandiosa mensagem. Ao unir o “gostar do balé e ser boa no samba”, justifica-se, a olhos atentos, o atraente título da obra.

“deixa eu”, numa análise mais estendida e ampla, entende-se como a profundidade subjetiva do ser sem filtros, sem definições do que seria para meninos e meninas, para adultos e crianças, para ocidentais e orientais. A liberdade das ações é a magia da música.

Entretanto, a equação lógica-emocional das autoras e de Luísa Lacerda, cantora e violonista carioca que acompanha na gravação, é atacar artisticamente e com elegância topmodel de vez as restrições ao livre exercício das mulheres.

Os dois entendimentos posiciona “Deixa Eu” como de dimensão universal. Ouso dizer que caso os povos chineses, franceses, congoleses, nicaraguenses, afegãos, canadenses e chechenos a escutem traduzida e adaptada as suas culturas, daria match mole-mole no coração, mesmo com a autocensura moral.

Por fim, é necessário pontuar que este lançamento, guiado pela produção musical de Rafael Macedo e Rafael Dutra, é um pequeno fragmento de “Venusiana”, álbum que Sofia lançará em abril.

LETRA

Mãe, eu gosto de brincar de ser a bailarina, porém,
Curto mais batuque
Toco cavaquinho muito bem
Pai, eu gosto de brincar de ser a heroína também,

Agência Retalho

E de pega-pega,
De chutar a bola no quintal
No país do futebol, meu sonho é ser a Marta,
E fazer a multidão vibrar depois de um belo gol
Mas se o povo que anda triste não for ao delírio, aí,
Posso ser palhaça, supercientista, nem sei,
Poeta, professora, ambientalista e até,
Boa marceneira, multinstrumentista,
Presidenta ou rainha!
No país do carnaval, quero ser Dona Ivone Lara,
E fazer a multidão cantar feliz o seu amor
Mas se o povo que anda triste não cantar comigo, então,
Canto eu sozinha,
Essa voz é minha,
Sonho meu, deixa eu
Deixa eu.

Pietro desce às regiões pelágicas do ser

Apesar dos sete mares e outros tantos matizes somos um. Henriqueta Lisboa 1. Malgrado as secas periódicas e as terras nem.

LEIA MAIS

Alguns livros que você precisa ler antes de morrer

A morte dá alusão ao fim do mundo, o Apocalipse e até mesmo o fim da vida de uma pessoa,.

LEIA MAIS

O Som do Passado: Como os Equipamentos Vintage Estão Reconectando Gerações

Mais pessoas, a cada dia, vão além de um breve lazer em ambientes que fazem da viagem no tempo sua.

LEIA MAIS

Francisco Eduardo: retratos, andanças e marinas fundam uma poética

Veredas são caminhos abertos, livres entre florestas inóspitas ou suaves e são símbolos de ruas de escassez de cidades com seus bairros de.

LEIA MAIS

ENTREVISTA – Conversa Ribeira e seu Brasil profundo

Três artistas de cidades interioranas, Andrea dos Guimarães (voz), Daniel Muller (piano e acordeão) e João Paulo Amaral (viola caipira.

LEIA MAIS

Historiadora lança minicurso gratuito sobre a história da arte, com vídeos curtos e descomplicados

(Divulgação) Aline Pascholati é artista visual e historiadora da arte diplomada pela Sorbonne (Paris, França) e trabalha há mais de.

LEIA MAIS

Bethânia só sabe amar direito e Almério também (Crítica de Fernanda Lucena sobre o single

O mundo acaba de ser presenteado com uma obra que, sem dúvidas, nasceu para ser eterna na história da música.

LEIA MAIS

O folk voz e violão de Diego Schaun no EP “Durante Este Tempo

Quatro canções formam o novo EP do baiano Diego Schaun, cantor e compositor de música folk que estreou nas plataformas.

LEIA MAIS

Rodrigo Tardelli, um dos destaques das webséries nacionais

Divulgação Por mais que nossa arte seja, muitas vezes marginalizada e esquecida por seus próprios conterrâneos, há artistas que preferem.

LEIA MAIS

Madé Weiner: da atualidade de ressignificar técnicas das artes visuais

  Sempre evitei falar de mim,  falar-me. Quis falar de coisas.  Mas na seleção dessas coisas  falar-me. Quis falar de coisas. .

LEIA MAIS