19 de agosto de 2026

Lupa na Canção #edição11

Muitas sugestões musicais chegam até nós, mas nem todas estarão aqui. Esta é uma lista de novidades mensais, com músicas novas, quentes, diferentes. A seleção é eclética, serve para todos os gostos. É importante ressaltar: que as posições são aleatórias, não indicando que uma seja melhor que a outra; essa lista é atualizada diariamente, até o encerramento do mês.

Em álbum de estreia, Caike Souza vai de Gonzaguinha a Zezé Di Camargo & Luciano

Caike Souza é um jovem cantor e compositor seguido e aplaudido por milhares nas redes sociais. Sua estreia nas plataformas de streaming aconteceu em 2018 com o single “Nada Clichê”. Desde então, acumulou números significativos de ouvintes e prestígio. Agora, o artista, em parceria com o projeto Acústico Imaginar, lançou o seu primeiro álbum. “Acústico Imaginar – Caike Souza” é um disco quase que exclusivamente de releituras, com apenas voz, piano e sanfona.

Gravado em Fortaleza, o álbum tem novas visões para clássicos como “Sangrando”, “Meu Mel”, “Deslizes”, “Codinome Beija-Flor”, “Você Vai Ver”, “Onde Deus Possa Me Ouvir”, “À Primeira Vista”, entre outros. Ainda há espaço para “Você Foi”, a única faixa autoral.

O álbum está disponível em todas as plataformas e em audiovisual no Youtube.

VICTIN, artista que une rap e letras cristãs, lança novo single

Música gospel e rap, dois gêneros ainda vistos como antagônicos, se unem na carreira artística de VICTIN, cantor e compositor que faz das temáticas cristãs a força de suas composições. O cara já realizou dez lançamentos fonográficos, incluindo um EP e um álbum, o que rendeu milhões de views e um número significante de ouvintes mensais nas plataformas.

O mais recente trabalho do rapper é “Ninguém Me Entende”, lançado no início deste mês. A música é sobre o sofrimento humano, a dor do próprio artista, e aquele momento em que dizemos “ninguém me entende”. O tema é, no entanto, acompanhado pelo evangelho e, assim, por uma mensagem otimista, de confiança em Jesus Cristo, aquele que “te entende”. Em resumo, o rap, ao longo de toda letra, alerta que a felicidade está em Deus e não nas coisas do mundo.

O single abre caminho para o próximo álbum que VICTIN lançará, um trabalho diversificado musicalmente e dito como o mais intenso deste artista de apenas 22 anos.

“Acreditar em si mesmo” é a mensagem do novo single de $abba

– Primeiramente, apresente-se. Olá! Me chamo Renan, sou baterista, cantor e compositor. Músico desde os 12 anos, iniciei minha carreira tocando com diversas bandas e hoje produzo meu projeto solo autoral intitulado “$abba”

– Explique-nos essa ideia de unir o Emo Rap e o Pop Punk. Unir esses dois estilos musicais é algo bem natural pra mim, por serem dois estilos musicais que eu amo. Comecei a me envolver com a música tocando bateria com bandas de pop punk/emo e ao mesmo tempo assistindo a videoclipes de hip-hop na Mtv Htis. Meu objetivo principal sempre foi criar algo novo com que eu me identificasse…

– O que diz a letra de “Look Into My Eyes”? Qual sua mensagem? Essa música fala sobre coragem, deixar os sentimentos que bagunçam a mente e as incertezas de lado e acreditar em si mesmo. É como se fosse uma carta pra mim mesmo, me acordando e me dando forças. Ela foi escrita em um momento de dor e um turbilhão de pensamentos caóticos, e em meio a tudo isso consegui canalizar toda essa energia em forma de música.

– O que podemos esperar do futuro próximo de $abba? Muitas fusões de estilos musicais e um “sopro de ar fresco” em cada lançamento, sem falar de muitas linhas de batera somados com beats eletrônicos, eu amo isso!

Respostas de $abba

Lucas Adon e seu baião para Madalena

– Em resumo, o que é esta música? “Madalena” é uma homenagem instigante ao nascimento da nossa primeira filha, minha e de Carol Tavares, mãe e também compositora da faixa. É uma ode à esperança e à oportunidade de perseverar.

– Por que e como esta música nasceu? É uma música contextualizada nos anseios e receios de ter uma filha mulher numa sociedade machista e também durante a pandemia de Covid-19, já que ela nasceu uma semana antes do confinamento. Nasceu da mistura de incerteza com esperança. 

– Comente sobre a sonoridade do single, as referências. Nasce no baião, dando referência aos bisavós maternos de Madalena, que eram nordestinos. E entra no rock n’ roll, que sempre teve grande impacto na minha construção. Como Paulista que sou, meu norte sempre foi misturar tudo mesmo, na antropofagia, no violão de Lenine. 

– Há alguma curiosidade ou história interessante sobre este lançamento? Foi uma gravação Intercontinental feita com músicos de muitos lugares. A maravilhosa Bruna Caram no acordeon, de São Paulo, meu pai no contrabaixo, de Pouso Alegre/MG, e o baterista Gabriel Guilherme, de Sampa também. A cereja foi a Jeca na voz (natural de Sergipe, estado de um dos bisavôs de Madalena, e radicada em Barcelona), porque a Jeca era babá da Madalena e sempre teve uma conexão fortíssima com ela. O clipe também foi um acerto, como uma retrospectiva daquele 2020, daquele momento nosso e da humanidade. Feito propositalmente de forma bem caseira, porque não podíamos nos arriscar muito em meio à pandemia e queríamos levar essa intenção ao audiovisual. 

Respostas de Lucas Adon

“Maria Bethânia”, canção de Caetano Veloso, é regravada por Arícia Mess

De volta ao Brasil, após três anos em Londres e por toda Europa, a artista niteroiense Arícia Mess apresentou sua releitura de “Maria Bethânia”, canção composta por Caetano Veloso no caloroso ano de 1971. “A canção conversa com nosso tempo onde tudo se destrói e reconstrói e nosso país renasce após quatro anos de devastação.”, diz a cantora em referência a atemporalidade de “Maria Bethânia”.

Com produção musical do guitarrista Guilherme Held e sintetizadores de Carlos Trilha, o single está disponível desde o recente dia 24 de março em todas as plataformas de streaming, via selo alemão Korokoro.

O folk voz e violão de Diego Schaun no EP “Durante Este Tempo

Quatro canções formam o novo EP do baiano Diego Schaun, cantor e compositor de música folk que estreou nas plataformas.

LEIA MAIS

RESENHA: Curta “Os Filmes Que Eu Não Fiz” (parte 1)

Este artigo é dividido em três partes. Esta é a primeira, intitulada por seu resenhista Tiago Santos Souza como “EU”,.

LEIA MAIS

O que acha de ser homem como sua avó foi? É o que sugerira composição

“Seja Homem Como sua Avó Foi (por Myriam)” é uma composição que foge de tudo que é comum. Se trata.

LEIA MAIS

Quem é Ariano Suassuna? (por Marcelo Romagnoli, diretor e dramaturgo da peça “Mundo Suassuna”)

Ariano Suassuna (1927-2014) nasceu na capital da Parahyba e sempre defendeu o Brasil profundo. Poderia ser em Macondo, mas foi.

LEIA MAIS

“O único assassinato de Cazuza” (Conto de Lima Barreto)

HILDEGARDO BRANDÂO, conhecido familiarmente por Cazuza, tinha chegado aos seus cinqüenta anos e poucos, desesperançado; mas não desesperado. Depois de.

LEIA MAIS

Silvo Carlos: eu quero uma casa no campo, de um tamanho ideal…

Às vezes, em dias de luz perfeita e exata,Em que as cousas têm toda a realidade que podem ter,Pergunto a.

LEIA MAIS

Francisco Eduardo:  a geometria do corpo e suas personas

 Quando quis tirar a máscara,Estava pegada à cara.Quando a tirei e me vi ao espelho,Já tinha envelhecido. Fernando Pessoa  .

LEIA MAIS

A Arte Não Precisa de Justificativa – Ep.1 do podcast “Mosaico Cristológico”

Neste episódio falamos sobre a obra de Hans. R. Rookmaaker – A Arte Não Precisa de Justificativa – e a.

LEIA MAIS

CONTO: A Confirmação do Segredo de Confissão (Gil Silva Freires)

Matar é fácil, até mesmo porque é a arma quem faz o serviço. A mão é apenas o instrumento da.

LEIA MAIS

A vida em vinil: uma reflexão filosófica sobre a jornada da existência

A vida, assim como um disco de vinil, é uma espiral contínua de experiências e aprendizados, em que cada fase.

LEIA MAIS