13 de dezembro de 2025

Lupa na Canção #edição12

Muitas sugestões musicais chegam até nós, mas nem todas estarão aqui. Esta é uma lista de novidades mensais, com músicas novas, quentes, diferentes. A seleção é eclética, serve para todos os gostos. É importante ressaltar: que as posições são aleatórias, não indicando que uma seja melhor que a outra; essa lista é atualizada diariamente, até o encerramento do mês.

Punk rock e axé numa coisa só?

O Abelha, projeto musical do guitarrista e vocalista Mauro Novaes, se juntou a banda Ilusão Sonora no disco “The Clash Com Banana” numa missão especial. O disco de seis faixas autorais e três inéditas quebra a antagonização entre axé music e punk rock, porque neste trabalho a ideia é juntá-los numa coisa só. Soou estranho? Um pouco, eu sei…, mas passa a ser genial ao ouvir o que “The Clash Com Banana” tem a nos dizer.

O álbum, que é a estreia fonográfica da banda, está disponível nas plataformas de streaming e a faixa “Chuva” em clipe no Youtube.

Um novo “Porto Solidão” a altura de Jessé

O cartão postal do grande cantor Jessé é, quase que unanimemente, o clássico “Porto Solidão”, onde o artista expõe com profundidade a potência da sua voz e uma letra/melodia/arranjo fora do comum. Lançada originalmente no início da década de 1980 e composta por Gincko e Zeca Bahia, a música agora ganha uma versão à altura, na voz do cantor George Arrunáteghi, ao lado de uma ficha técnica que inclui ótimos músicos e duas vocalistas e o apoio vocal da Saint Petersburg Orchestra.

Ouvindo esta releitura, fica claro que não é qualquer um que se mete a cantar Jessé, e este lançamento conseguiu alcançar os poderes metafísicos de “Porto Solidão”. O registro está disponível em todas as plataformas de streaming e também em clipe no Youtube, com cenas gravadas em locações na Califórnia, Estados Unidos.

Duo Doralices vem com “Vendavais” ao som introspectivo do piano

Presente no mercado fonográfico desde 2022 quando lançou o single “Saudade é Privilégio Meu”, o duo feminino Doralices adentrou no meio musical mirando a música brasileira, em especial, a bossa nova. As artistas, no entanto, fizeram deste gênero musical, a bossa, um ambiente para inserir o ukulele. “A identidade musical foi bem definida no primeiro momento, já que a oportunidade de tocar um estilo musical que o ukulele não é inserido foi uma das coisas mais certeiras, trazendo um novo olhar para o instrumento e também para a bossa nova.”, diz o comunicado das artistas.

Neste 2023, Doralices chegou com seu segundo single, o querido e afável “Vendavais”. A música é sobre a angústia do desamor, com foco na infelicidade de um relacionamento que chegou ao fim. Nesta música especificamente, o duo não fez o uso do ukulele, mas apropriou-se com intensidade do piano, o único instrumento da ficha técnica. A composição é da integrante Bruna Marcelli, o arranjo de Loide Leite. Confira!

MINI ENTREVISTAS

“Asas de um Jornal”: Conheça a utópica canção de Marco Minoru

– Em resumo, o que é esta música? O que a letra nos diz? Essa música eu compus pensando numa cidade utópica de um povo só, onde não importa a raça, a cor, gênero, classe social, religião, idade…
Imaginei que durante uma festa animada nas ruas dessa cidade ao entardecer, de repente, um imenso avião de papel de jornal paira no ar e tod@s param pra observar. Como todos tiveram essa mesma reação, penso que todos são UM, sobretudo, naquele instante.
As diferenças não importam nesse instante.
Não importa a raça, cor, gênero, etc.    
– Qual sua mensagem central? A mensagem é que não importa a raça, a cor, gênero, classe social, credo, idade… Todos temos o mesmo valor. Não existe o
“mais valor”.
– Por que e como esta música nasceu? Eu quis fazer uma música bem democrática que englobasse todos grupos, mostrar que apesar de todas as diferenças estamos todos no mesmo barco.
Musicalmente essa música nasceu do riff de violão da introdução que me transmitiu algo feliz, algo alegre, por isso fiz o ritmo de ska/marchinha no verso. Acabei fazendo uma variação no riff da introdução no meio da música e me surpreendi com uma sonoridade nordestina que me agradou bastante.
– Comente sobre a sonoridade do single, as referências. É uma música que possui diferentes ritmos. Ela tem uma marchinha misturada com ska, os metais e a guitarra vão enfeitando a canção, tem a surpresa de um baião onde entram os instrumentos de percussão e termina numa marchinha para ser cantada em coro.
– Há alguma curiosidade ou história interessante sobre este lançamento? Quando eu estava compondo essa música eu imaginei uma animação dessa história. Um avião de papel imenso feito de jornal sobrevoando uma cidade estilo medieval, uma banda marcial tocando pelas ruas da cidade, as pessoas celebrando, muitas cores, muita alegria. Ainda vou fazer essa animação!

Respostas de Marco Minoru

O “Baião de 3” de Rodrigo Simões e seus camaradas

– Em resumo, o que é esta música? O ritmo do “Baião” é tradicionalmente em 2/4. Há também um prato tradicional brasileiro chamado “Baião de 2”. Então, por que não tentar uma alternativa nesses temas? [Receita do Baião de 3 abaixo]

– Comente sobre a sonoridade do single, as referências. Guitarra latina, grooves afro-brasileiros e jazz fusion… A sonoridade de Rodrigo Simões se afirma com este novo álbum conceitual sob o signo do número 3. Do samba ao baião via conga, Simões se diverte fazendo composições ternárias com os estilos da música popular brasileira, criando novos grooves inspirados. Com seu trio e seus 3 convidados, o músico entrega músicas vibrantes e alegres. Referências: Luiz Gonzaga, Hermeto Pascoal e Chick Corea.

– Há alguma curiosidade ou história interessante sobre este lançamento? O novo baião, dessa vez em 3/4, sai junto com a proposição de um novo prato vegetariano. Toda a criação foi feita em Montréal, no Canadá. O videoclipe da música é também a forma de preparo do novo prato.

INGREDIENTES

1 banana da terra

1/2 xícara de arroz cru

1 lata de feijão de corda

200g de queijo coalho

2 tomates pequenos

1 cebola grande

2 alhos

manteiga de garrafa

1/2 xícara de coentro

sal e pimenta a gosto

MODO DE PREPARO

cozinhar o arroz e reservar

fritar queijo com a manteiga de garrafa e reservar

fritar banana com a manteiga de garrafa e reservar

fritar alho e cebola  com a manteiga de garrafa

adicionar tomate e feijão sem o líquido

adicionar o arroz, queijo e coentro

adicionar sal e pimenta

finalizar com banana e coentro no topo

Respostas de Rodrigo Simões

CONTO: O Flagrante No Suposto Amante (Gil Silva Freires)

Eleutério andava desconfiado da mulher. Ultimamente a Cinara andava de cochichos no telefone e isso e deixava com uma pulga.

LEIA MAIS

Bárbara Silva: mais um caminho para compreender a Nova MPB

Recentemente, nós publicamos sobre “o que é, afinal, a Nova MPB?”. A matéria que pode ser acessada aqui nos traz.

LEIA MAIS

Rock Popular Brasileiro, Edson Souza?

Baião com rock foi uma investida polêmica de Raul Seixas, entre outras misturas. Apesar disso, o cantor e compositor baiano.

LEIA MAIS

Queriam vê-lo como um monstro, morto ou perdido no crime; e GU1NÉ os respondeu com

“Nasce Mais Um Monstro”, o EP de estreia do rapper GU1NÉ, é também uma resposta aos que não acreditaram nele..

LEIA MAIS

A arquitetura sonora de Roberto Menescal

Gênio da bossa nova e ativo no mercado até hoje, Roberto Menescal já teve sua trajetória retratada em seis livros..

LEIA MAIS

Paz, Festa e Legado: Cem anos de Dona Amélia

Era uma noite de dezembro em São Paulo, dessas que misturam o frescor do verão com o brilho das luzes.

LEIA MAIS

“Fiz da arte um motivo para viver” – por Pedro Antônio

Quadro “Cinco Girassóis” de Pedro Antônio   Meu nome é Pedro Antônio, tenho 23 anos, e hoje eu posso afirmar que.

LEIA MAIS

O que acha de ser homem como sua avó foi? É o que sugerira composição

“Seja Homem Como sua Avó Foi (por Myriam)” é uma composição que foge de tudo que é comum. Se trata.

LEIA MAIS

PUPILA CULT – O lado desconhecido da “Terra do Rei do Gado”

Assim como qualquer outro lugar, histórias e curiosidades são deixadas para trás e acabam caindo no esquecimento ou até sendo.

LEIA MAIS

Gabriel Gabrera e sua aliança com o blues

O mineiro Gabriel Gabrera é de afinidade indiscutível com o blues, gênero musical que conheceu muito novo, e nele permanece.

LEIA MAIS