26 de fevereiro de 2024
Listas de lançamentos Lupa na Canção

Lupa na Canção #edição17

Muitas sugestões musicais chegam até nós, mas nem todas estarão aqui. Esta é uma lista de novidades mensais, com músicas novas, quentes, diferentes. A seleção é eclética, serve para todos os gostos. É importante ressaltar: que as posições são aleatórias, não indicando que uma seja melhor que a outra; essa lista é atualizada diariamente, até o encerramento do mês.

Um doce chorinho de Maurício Pereira na voz de Isabela Morais e com arranjos do Grupo Brasileirinhos

– Em resumo, o que é esta música? “Pra Marte” é um chorinho composto por Maurício Pereira e Daniel Szafran e foi lançado originalmente no álbum homônimo de 2007 de Maurício Pereira. Aqui, Isabela Morais apresenta uma releitura do chorinho paulistano com sotaque mineiro: a interpretação de Isabela juntamente ao Grupo Brasileirinhos, chorões de Varginha/MG. 

A versão integra o primeiro álbum de Isabela Morais, “Do Absurdo”, lançado em novembro de 2020. 
– O que a letra nos diz? A letra da canção fala sobre o arrebatamento de uma paixão através da metáfora do foguete que segue pra Marte. Apesar de, num primeiro momento, a metáfora sugerir uma agressividade, que inclusive é atrelada ao simbolismo do próprio planeta, canção escolhe a delicadeza do chorinho para falar do arrebatamento do enamorar-se.

– Comente sobre a sonoridade do single, as referências. O que você traz de especial? A versão de Isabela para a canção de Maurício Pereira explora ainda mais o chorinho nela sugerido, ao trazer pro arranjo a instrumentação característica do choro. Outra característica que traz peculiaridade à versão de Isabela é a própria mixagem da(s) voz(es), que vão acompanhando a dinâmica da música ora em coro uníssono, ora a voz solitária da cantora.
– Fale sobre o vídeo que ilustra a música. Seguindo a linha de delicadeza da música, a escolha de ANDI, o artista que assina a produção, execução e direção do clipe foi e fazer uma viagem no tempo, através de recortes de imagens que compõem a animação. O flerte, o primeiro encontro e a nostalgia, que o próprio gênero choro carrega em si, do tempo dos cinemas de rua. – inclusive com uma referência direta ao antigo cinema da cidade de Isabela e ANDI, Três Pontas, o Cine Ouro Verde. 

Apesar de falar em terceira pessoa, as respostas foram dadas pela própria Isabela Morais. 

Disponível temporariamente na playlist “Brasil Sem Fronteiras…”

Banda Nouvella é romântica ao seu modo na nova canção “A Sós Comigo”

Em resumo, o que é esta música? “A Sós Comigo” é o ápice emocional e musical de Love Cirkus. Uma síntese do rock’n’roll.
O que a letra nos diz? Ela descreve o desespero pelo poder de sossegar sobre si mesmo e a aceitação de que o amor encontra seus caminhos. É uma jornada intrigante pela descoberta dos próprios sentimentos
Quando e como surgiu esta composição? Essa canção surgiu em 2021 em um momento introspectivo e de muita reflexão, mas de forma espontânea e calorosa. Foi intuitiva e natural.
Comente sobre a sonoridade do single, as referências. O que você traz de especial? “A Sós Comigo” é a única canção em português do nosso novo EPque já faz dela uma peça singular da obra Love Cirkus. A voz junto com a guitarra ampliam a intenção de uma poesia cantada com muito significado e emoção.
Há alguma história ou curiosidade interessantes sobre o lançamento? “A Sós Comigo” foi escrita pelo guitarrista Gabriel Viegas para a vocalista da banda Yasmin Zoran.

Respostas do guitarrista Gabriel Viegas

Disponível temporariamente nas playlists “MBIA – Música Brasileira Indefinida e Alternativa” , “Novidades do Rock e do Pop Rock Nacional” e “Brasil Sem Fronteiras…”

Com sonoridade samba-bossa nova-contemporâneo, novo single de Rubinho Jacobina versa a totalidade do amor

Em resumo, o que é esta música? Esta música é um samba-bossa nova-contemporâneo.

O que a letra nos diz? A letra brinca de forma humorada e filosófica ilustrando algumas das inúmera facetas que, com suas sutilezas e tonalidades, integram a totalidade do amor.

Quando e como surgiu esta composição? A composição surgiu em Paris em 2017 a partir da letra que a Camila Costa me enviou para musicar. Na ocasião estávamos os dois morando por lá cada um vivendo sua própria história de amor universal.

Comente sobre a sonoridade do single, as referências. O que você traz de especial? A sonoridade do single tem como referência as gravações de João Gilberto com violão, bateria e cordas. Para o arranjo de cordas tive como inspiração o compositor Penderecki. O objetivo era criar uma atmosfera de uma certa estranheza expressionista contrastando com a suavidade da canção. Essa combinação de referências contrastantes é o que torna esta gravação especial.

Fale sobre o álbum ao qual esta faixa faz parte. A faixa Amor Universal é a música de abertura do álbum de mesmo nome. Neste trabalho temos uma coleção de canções falando de amor sob diferentes prismas em estilos variados. É uma espécie de mosaico das diversas vertentes da música popular brasileira que seguem vivas e gerando frutos. Foi produzido juntamente com os companheiros Bem Gil, Marcelo Callado e Gustavo Benjão.

Respostas de Rubinho Jacobina

Disponível temporariamente na playlist “Brasil Sem Fronteiras…”

Sucesso noventista de Xuxa Meneghel recebe versão instrumental de Vitor Venturin

Em resumo, o que é esta música? Uma versão revisitada e instrumental da canção “Lua de Cristal”, que foi um hit da musica pop brasileira dos anos 90, originalmente interpretada por Xuxa Meneghel.

Qual a ideia e tema por trás do instrumental? A minha ideia inicial era criar um remix, utilizando a faixa original dos vocais, mas percebi que ficou mais interessante sendo instrumental, e com um ritmo mais lento. Posso rotular como uma versão synthwave e melancólica que remete ao final dos anos 80.

Quais referências encontramos nesta música? Eu utilizei sintetizadores característicos da década de 80, com uma vibe VHS e efeitos que simulam fita K7. 

Há alguma história ou curiosidade interessantes sobre o lançamento? Eu produzi tudo no meu homestudio em Amsterdam e sendo brasileiro morando aqui, fiquei entusiasmado com o resultado, que ficou exatamente do jeito que eu idealizei – passando um ar de melancolia, revisitando o fim dos 80 e o inicio dos 90. 

Respostas de Vitor Venturin

Temporariamente disponível na playlist “Apenas Instrumental BR”

José Lobo é tropicalista, brasileiríssimo, poético e existencial na canção “Todo Bien Todo Bien Nada Mal”

O que vocês diz nos versos? Os versos na verdade são um desabafo sobre a monotonia desses días onde as perguntas eram as mesmas e os dias de inverno se sentiam muito parecidos. Depois a música parte um pouco para a liberação onde eu começo a me questionar o que realmente me mantem nesse lugar e quem me obriga a estar nesse espaço que logo parte a um questionamento existencial do meu ser e meu espaço no mundo.

Qual sua mensagem? É uma mensagem de liberdade de seguir o instinto, de escutar os sinais, de que as vezes a gente passa mais tempo do que devia (já seja em um lugar, um trabalho, uma pessoa, etc) e que precisamos estar mais atentos e se temos a oportunidade de partir porque não tomar ela. 

Como você pode definir a sonoridade? Ela é muito inspirada na tropicalia e nessa espontaneidade que entram os instrumentos em novos baianos, Erasmo Carlos, Caetano veloso! Tal vez seja um pouco tipo uma samba rumba? 

Há alguma história ou curiosidade interessante sobre este lançamento? Uma curiosidade foi que enquanto a gente fazia o videoclipe, tem uma cena que eu estou tipo em uma montanha de restos de material de construção, essa cena foi gravada num lote abandonado que era prohibido de entrar e enquanto a gente estava lá de repente chegou um drone exatamente em cima da gente e a gente saiu voado de lá. Até hoje acho que esse día foi o mais perto que eu estive de experimentar o mundo que foi totalmente de ciencia ficção, parecia aquele show black mirror. 

E também tem uma linha da música que fala sobre a diferença entre as pessoas que gostam de friends e gostam de seinfeld e essa eu sinto é realmente uma linha divisória entre tipos de pessoas na minha geração.

Respostas de José Lobo

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Fundador e editor da Arte Brasileira. Jornalista por formação e amor. Apaixonado pelo Brasil e por seus grandes artistas.