23 de julho de 2024
Listas de lançamentos

Playlist “Além da BR” #27 – Sons do mundo que chegam até nós

além da br

Somos uma revista de arte nacional, sim! No entanto, em respeito à inúmeras e valiosas sugestões que recebemos de artistas de diversas partes do mundo, criamos uma playlist chamada “Além da BR”.

Como uma forma de estende-la, nasceu essa publicação no site, que agora chega a sua 27ª edição. Neste espaço, iremos abordar alguns dos lançamentos mais interessantes da playlist.

Nate Amor – “Keep Dreaming” – (Estados Unidos)

Recém mudado para Los Angeles, o cantor e compositor Nate Amor iniciou seus lançamentos fonográficos em carreira solo com o single “Ain’t Hitting Me Yet”, apresentado neste ano. Já em janeiro de 2023 o cara irá chegar com seu álbum de estreia, o LP “Keep Dreaming“. O trabalho, assim como os singles já lançados, expressa o recomeço de Nate, ao mudar-se de cidade e, assim, encontrar uma nova perspectiva de vida. Isso o trouxe rejuvenescimento espiritual e um encontro assertivo com a cura.

Segundo o próprio Nate, a faixa do LP que mais expressa essa verve é a faixa-título, disponibilizada por junto ao trabalho completo. Isso, porém, não abafa o brilho das outras faixas de “Keep Dreaming”, sendo este inspirado em nomes como Kings of Leon, Ray Lamontagne e Chris Stapleton. É um álbum relevante, algo que você notará ao ouvir, pois há canções que não cabem em palavras, e este é o caso de “Keep Dreaming“. Confira!

Marcus Lowry – “One Million Lights” – (Canadá) – [MINI ENTREVISTA]

– O que você quer transmitir nos versos da música? Qual é a sua mensagem? One Million Lights” fala diretamente sobre a beleza da vida e a dolorosa aceitação de sua efemeridade. Eu luto contra a ansiedade e a doença da pressa, então a inevitável passagem do tempo é definitivamente um medo recorrente para mim. Essas músicas do meu próximo álbum e as jornadas descritas em suas letras agem como meu lembrete pessoal de que esse tipo de medo pode ameaçar minha capacidade de explorar toda a riqueza e beleza da vida.

Como nasceu essa música? Eu estava lendo “Devotions” de Mary Olivers na época, e fiquei muito inspirada por sua visão do mundo. Parecia que ela estava tão sintonizada com a vida e a natureza e abraçava a morte com tanta calma e aceitação. Quanto à música, lembro-me vividamente de escrever o refrão de “One Million Lights” depois de assistir a um vídeo no YouTube do pianista de jazz Kenner Werner tocando um dueto com um dos meus músicos favoritos de todos os tempos, Julian Lage. Fiquei tão inspirado por ela que peguei minha guitarra e imediatamente tentei fazer algo que lembrasse aquele sentimento.  

– Como você definiria o som do single? One Million Lights” é uma viagem nostálgica e alegre à tradição folclórica norte-americana com paisagens sonoras exuberantes e impressionistas sobre um rico leito de cordas. 

– Tem alguma história ou curiosidade interessante sobre esse lançamento? Este é o meu primeiro lançamento como artista solo! Até agora em minha carreira tenho trabalhado como guitarrista em Montreal, acompanhando outros artistas e cantores-compositores em seus projetos, principalmente nas áreas de Jazz e Folk. A realização do meu disco “Time, Time, Time” no qual esta música é apresentada me permitiu sair do meu ambiente de música instrumental, entrar na cena do cantor e compositor e ser um líder de banda pela primeira vez. Ao fazer isso, pude explorar minha própria voz, de uma forma que nunca tive a oportunidade de fazer antes como guitarrista ou mesmo como produtor de outras pessoas. Ainda adoro ajudar outras pessoas a realizarem sua visão artística, mas com este álbum finalmente pude fazer minhas próprias coisas.

Respostas Adam Bentley/Marcus Lowry

Smokey – “Horsecock” – (Canadá) – [MINI ENTREVISTA]

– O que você esperava transmitir nos versos da música? Acho que queria abraçar um conceito simples e não transformá-lo em uma metáfora ou imbuí-lo de um significado superior. Eu queria descrever algo que pode ser considerado estúpido ou infantil com uma linguagem bonita. A verdade é difícil de analisar nos dias de hoje, e há uma paz a ser encontrada na verdade. E uma coisa que é verdade é que os cavalos têm anatomias surpreendentes. 

– Como surgiu a música? Eu estava sentado do lado de fora, tentando acalmar minha mente, olhando para algumas árvores balançando no campo à minha frente. Comecei a dedilhar meu violão para combinar com o movimento das árvores e meio que me coloquei em transe ou algo assim. Então a música saiu de mim de uma vez, como se estivesse esperando que eu saísse do caminho. 

– Qual era o contexto?  Eventos mundiais e coisas pessoais estavam me atormentando e eu só queria ser simples e desacelerar. Decidi deixar os pensamentos fluírem da minha cabeça sem julgamento e aceitar o que quer que viesse do meu cérebro. Eu queria parar de me fixar no tumulto e, aparentemente, meu instinto de sobrevivência é ruminar sobre pau de cavalo! Eu cresci com cowboys durões e fazendeiros e às vezes parecia que eles tinham medo de reconhecer a majestade daquele membro. Acho que só precisava dizer o que queria ser dito. 

– Como você definiria o som do single? A música se move como um galope em câmera lenta, tem um ritmo ondulante e onírico. O vocal é tenso, melancólico e solitário, sem a companhia de harmonias. Notas esparsas de piano ecoam pela atmosfera, eventualmente unidas/interrompidas por um sintetizador que desce como uma névoa nociva. 

Respostas Smokey

Bòfré – “wildflowers” – (Brasil e Estados Unidos) – [MINI ENTREVISTA]

– Primeiramente, apresente-se aos nossos leitores. Bòfré é uma banda que começou na Ilha Grande, Rio De Janiero. com o líder, o músico norte-americano Gordon Daniels na guitarra e voz. Agora o projeto está em Miami e trabalha remotamente com músicos do Brasil, Argentina, Europa e do mundo.

– O que diz a letra da canção? A letra é de uma música do Tom Petty, que é uma música clássica que eu rearranjei para esse estilo e versão. É uma música sobre tranquilizar uma pessoa que você ama. dizendo seja livre, e você pertence ao mundo com amor e felicidade. Às vezes nos divorciamos, ou terminamos um relacionamento ou amizade, mas não é jeito de ficar triste ou desejar coisas ruins para a pessoa. É uma música que diz que sempre terei amor por você e serei livre. Eu escolhei neste arranjo fazer um refrão com as palavras “You Belong You Belong“, que significa, você não está sozinho, você é amado e você é um de nós. Esse é o sentimento e o significado da música para mim.

– Como você pode definir a sonoridade do single? Minha influência dos estilos brasileiros e caribenhos vem da minha experiência de vida. Morei por anos no Caribe nas Ilhas Virgens, e tive uma banda de reggae por anos em Washington DC, estudei percussão brasileira e depois me mudei para o Brasil para morar lá. Passei um tempo em Salvador Bahia, e Rio de Janeiro. Estudei percussão nos estilos de Maracatu, Samba Reggae, Carimbó e Candomblé. A percussão dessa música vem de um grande percussionista, Japa System, que vem da banda Baiana System. Ele é destaque nesta música. Combinamos ritmos baianos, com guitarras e estilos vocais do Caribe.

– Agora deixo em aberto para você comentar o que quiser. A música é algo que fico muito feliz em tocar em nossos shows, e adoramos as quebras de percussão e a combinação do brasil com o Caribe. Isso traz grande energia para o público em nosso show e é um som e estilo com o qual esperamos trabalhar no futuro. A música é sobre estar juntos, vibrações de tamos juntos. É algo que descobri morando no Brasil, e fico feliz em trazer isso de volta para os Estados Unidos e Europa em minhas músicas e shows.

              Respostas de Bòfré

Otys “Vagabond” – (Estados Unidos) – [MINI ENTREVISTA]

– Como você define o som de ” Vagabond “? Vagabond é uma fusão de pop dos sonhos, funk e um pouco de hip-hop. Acreditamos que nosso molho secreto são vocais polidos em camadas com instrumentais inesperados ao vivo, como violoncelo.

– Tem alguma história ou curiosidade interessante sobre esse lançamento? Vagabond começou como um memorando de voz enquanto eu viajava pela Costa Rica no ano passado, de todas as faixas que temos no cofre, eu nunca esperaria que esta fosse lançada para o mundo primeiro. Além disso, tivemos a sorte e a honra de ter o compositor e produtor indicado ao Grammy, Phillip Peterson, tocando violoncelo nesta faixa.

             Respostas de Otys

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Fundador e editor da Arte Brasileira. Jornalista por formação e amor. Apaixonado pelo Brasil e por seus grandes artistas.