27 de junho de 2026

Playlist “Além da BR” #36 – Sons do mundo que chegam até nós

além da br

Somos uma revista de arte nacional, sim! No entanto, em respeito à inúmeras e valiosas sugestões que recebemos de artistas de diversas partes do mundo, criamos uma playlist chamada “Além da BR”.

Como uma forma de estende-la, nasceu essa publicação no site, que agora chega a sua 34ª edição. Neste espaço, iremos abordar alguns dos lançamentos mais interessantes da playlist.

Duane Porham“My Turn” – (Estados Unidos)

O experiente saxofonista e compositor Duane Porham é um artista norte-americano nascido em Detroit, Michigan, tem carreira fonográfica e em palcos. Sua personalidade artística potente o fez ser visto pela comunidade musical como um instrumentista inovador, visionário e bom de performance. Sua música é sempre ancorada no Smooth Jazz, R&B, Motown e Gospel Music.

O cara dá sequência a essa trajetória abrindo 2023 com uma novidade, o single “My Turn”. O lançamento é o terceiro que Duane lança nas plataformas digitais e o primeiro a ser revelado do seu próximo álbum, “Sugar Melts”. Duane Porham é um nome mais do que indicado aos amantes da boa música instrumental. Confira!

Sasha Moyes“It’s Okay Not to Be Okay” – (Reino Unido) – [MINI ENTREVISTA]

– O que você diz na letra da música? Qual é a sua mensagem? A letra foi escrita quando perdi meu irmão para o suicídio em junho passado. Fiquei com raiva de nossa sociedade pelo fato de os homens ainda sentirem que demonstrar emoções os torna fracos. Espero que a faixa seja uma mensagem. Um ponto de conversa para aqueles que estão lutando e sentem que não podem falar. Gênero não tem nada a ver com saúde mental e espero que essa música possa ajudar a ser uma campanha para mudar isso.

 – Por que e em que contexto essa música apareceu? Lembro-me de estar sentado em um campo com meu ukulele quando perdi meu irmão e só queria poder cantar para ele. Para dizer a ele que nunca esperávamos que ele fosse o forte e que estaríamos lá em um piscar de olhos se soubéssemos como ele estava se sentindo.

– Como você define o som do single? Emocional; Guitarra acústica; piano. 

– Há alguma história interessante ou curiosidade sobre o lançamento? Escrevi isso junto com a Men’s Mental Health Charity – Andys Man Club. Nos meus shows, eu me certifico de falar sobre a caridade e o que eles fazem e nós temos e continuamos arrecadando dinheiro para a caridade.

Respostas de Sasha Moyes

Sérgio Miendes – “Glowing” – (Portugal) – [MINI ENTREVISTA]

– Qual o conceito da música? É um tema instrumental, algo cinematográfico que pretende ser uma viagem por algumas das nossas emoções.

– Qual sua mensagem ? É difícil, talvez por ser instrumental ter uma mensagem direta, mas no mundo sinestésico em que a música encaixa, penso haver uma sensação de paz, revolta e esperança. Sendo a primeira o lugar comum e final do tema.

– Porque e em qual contexto essa música surgiu? A música surgiu num misto de emoções numa noite, mas foi crescendo ao longo do tempo, com coros, banjo e outras guitarras. 

– Como você pode definir a sonoridade do tema? É desafiante catalogar este tema, mas agora com alguma distância da composição, parece-me uma viagem instrumental, talvez indie/alternativo, mas com uma estrutura de canção pop.

– O que encontramos de referências de outros artistas em “Glowing”? É uma música que talvez viva nos universos de Tom Waits, Carter Burwell, Trent Reznor e Marc Ribot, que são grandes referências neste tema e no restante disco.

Respostas de Sérgio Miendes

Richy Snyder “How Deep Is the Ocean” – (Estados Unidos) – [MINI ENTREVISTA]

Comentário do artista sobre o lançamento: “Embora eu seja um cantor e compositor, tenho afinidade com os padrões, que meus pais cantavam pela casa. Minha mãe era cantora e meu pai era um compositor que co-escreveu as letras de ‘Strangers in the Night’, ‘Spanish Eyes’ e muitos outros. Um dos grandes compositores, Irving Berlin, em seu tempo foi o que Paul McCartney tem sido para o mundo nas últimas décadas. Berlin escreveu tantas canções lindas. Experimentei alguns deles e me apaixonei particularmente por ‘How Deep Is the Ocean’. Esta versão foi gravada em Nashville com a grande pianista Beegie Adair e seu trio.”

Roberto Celi“INSIDE OR YOU” – (Itália) – [MINI ENTREVISTA]

-Há alguma mensagem por trás deste instrumental? Alguma temática específica? Sim, há uma mensagem pessoal e uma mensagem universal. Para mim, este instrumento é como uma nave espacial com a qual deixar a dimensão espaço-tempo e libertar-se para dar voz à sua alma. Procurei o instrumento para poder dar voz ao meu sentimento da melhor maneira possível. A música é uma linguagem que todos podem compreender e é extraordinária.
 – Como você pode definir a sonoridade do single? Descrevê-lo-ia como uma mistura de pop e jazz com um ritmo rebelde. Reflete uma faceta da minha personalidade.
– Há alguma história ou curiosidade interessantes sobre este lançamento?  É uma peça que compus há alguns anos, num momento imediato de inspiração… hoje reproponho-a de forma mais robusta do que antes.

Respostas de Roberto Celi

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