23 de junho de 2024
Listas de lançamentos

Playlist “Além da BR” #60 – Sons do mundo que chegam até nós

além da br

Somos uma revista de arte nacional, sim! No entanto, em respeito à inúmeras e valiosas sugestões que recebemos de artistas de diversas partes do mundo, criamos uma playlist chamada “Além da BR”.

Como uma forma de estende-la, nasceu essa publicação no site, que agora chega a sua 60ª edição. Neste espaço, iremos abordar alguns dos lançamentos mais interessantes da playlist.

CHARLY PIE – “Loving You – Radio Edit” – (Reino Unido) – [MINI ENTREVISTA]

– O que os versos da canção dizem? A música é sobre amor puro, um mundo sonhador recém-criado, puro e belo, onde encontrei meu amor e sobre o calor do amor.

– Qual sua mensagem? Eu apenas canto sobre como o milagre é amar e ser amado

– É possível definir, de uma maneira geral, a sonoridade do single?

Tentamos minimizar o arranjo para deixá-lo claro e simples, com os sons da guitarra, e para torná-lo suave e meio vintage, que pode lembrar a velha escola do britpop.

Respostas CHARLY PIE

Preston Pierce – “Drop It Down” – (Austrália) – [MINI ENTREVISTA]

– Qual é o conceito e a mensagem dessa música? Drop It Down foi escrito com a ideia/conceito de alguém vivendo sua vida um pouco rápido demais, constantemente perseguindo um bom momento e não cuidando de si mesmo o suficiente … e não tendo tempo para apreciar o que tem e as pessoas ao seu redor eles. Serve como uma espécie de alerta de um amigo preocupado, observando seu companheiro se metendo em problemas e tentando guiá-lo de volta ao caminho certo, para que ele possa fazer escolhas melhores na vida e começar a se cuidar. É muito fácil se perder, às vezes você precisa de um amigo que se importe o suficiente para apontar a direção certa.

– Como e por que foi composto? Esta música apresenta co-produção, instrumentação e vocais de Steve Turner, que é um artista de destaque em todas as 14 faixas do álbum, Soulistic Remedy. Foi escrito com a esperança de que as pessoas pudessem se conectar com as letras, identificar a si mesmas ou a alguém em sua vida que está lutando ou precisa de alguma segurança, orientação e amor. Foi composta com uma vibração solta, com o estilo musical refletindo o estado de espírito da letra e do tema da faixa, quase como se tivesse sido gravada após uma grande noite e tivesse um toque pós-recuperação.

– Como você pode definir o som do single? O single tem uma sensação suja e grande noitada grunge. Semelhante em som às primeiras faixas de Beck ou Gomez. A camada vocal adiciona uma vibração de multidão/pub/festa à música, definindo o tom e conectando a música ao conceito da faixa e ao conteúdo lírico. A música tem uma estrutura simples que balança junto, como alguém voltando para casa depois de muita diversão na cidade com seus amigos.

– Tem alguma história ou curiosidade interessante sobre esse lançamento? A história interessante desse lançamento é que o álbum foi gravado em 2003 e nunca foi lançado! No aniversário de 20 anos de sua gravação, ele foi retirado do cofre da Homespun Records, limpo… e as faixas foram remasterizadas, agora prontas para serem lançadas no mundo. O álbum serve como uma espécie de cápsula do tempo para aquele período de tempo para nós, e guarda muitas boas lembranças, conceitos experimentais divertidos, uma variedade de gêneros e sons ecléticos.

Respostas Preston Pierce

Charity Case – “No Room In My Heart” – (Estados Unidos) – [MINI ENTREVISTA]

– O que os versos da canção dizem? Qual sua mensagem?

BARBARA: Os versos da canção expressam a ideia de nao haver espaço no coraçao para o amor, talvez por considerar que o amor romântico possa ser apenas uma distração ou que o seu coração esteja preenchido de outras maneiras. Por se tratar de uma letra poética, acredito que a mensagem exata possa ser subjetiva.

– É possível definir, de uma maneira geral, a sonoridade do single?

BARBARA: Sim! o single possui uma sonoridade voltada para o folk, com um cenário nostálgico. As melodias são agradáveis e a presença da gaita e da voz onírica de Kristen dão um toque essencial para o single. Essa combinação de elementos sugere um som que pode evocar uma sensação de conforto, tranquilidade e conexão emocional.

JOEL: Morando na cidade de Nova York, encontrei a gaita brilhante de Barbara tocando online em sua mídia social há alguns anos, e trabalhamos em várias músicas desde então. Ela tem um ótimo ouvido para onde a gaita funciona e toca tão bem. A música foi escrita no piano; depois passou para a guitarra; então Jay Dee Raines (produtor) arranjou as chaves. Eu pensei na música como outra de nossas canções de rock alternativo – e algumas pessoas concordaram – mas muitas pessoas também a chamaram de pop rock, pop suave, country, folk. Eu realmente não escrevo para gêneros, então é sempre surpreendente ouvir onde as pessoas acham que isso se encaixa.

– Existe alguma curiosidade ou história interessante sobre esse lançamento?

JOEL: Os músicos por trás dessa música estão localizados no extremo norte do Maine, EUA, e no sul do Brasil. Com a cidade de Nova York no meio.

Respostas Charity Case

YESLA“Broken Bottle” – (Estados Unidos)

É bem provável que você já tenha que ter terminado um relacionamento com a maturidade de quem entende que esta decisão era a certa a se fazer. É sobre a “dor de cabeça” que isso gera que é abordado poeticamente no novo single da cantora e compositora norte-americana “Yesla”. A música se chama “Broken Bottle“, e trazudida ao português dá em “Garrafa Quebrada”. Pergunto: você, que ainda vive esta dor da separação, está preparado para ouvir este som?

LETRA

Cinco longos dias, cinco longas noites eu rezei
Oh, olá operadora

Eu não preciso do blues hoje
Disquei o código de área errado
Quem diria que este mundo é tão frio (sozinho)
Nada de bom veio de chocalhar ossos
Eu comprei uma passagem para isso passeio

 Eu não aguentei
Eu prometo que te amei sem dúvida

Eu não queria quebrar seu coração
Isso rasgou o meu sim
Me desculpe sim, desculpe sim, sim
Eu não posso atender o telefone
Muito ocupado bebendo sozinho com minhas palavras, sim,
desculpe, sim, desculpe, sim, sim
No fundo de uma garrafa quebrada, eu vou juntar os pedaços algum dia hmm

Não posso estar preparado quando você corta o cordão
Mesmo quando é por sua própria vontade
Eu puxei o gatilho
Mas a bala é a vencedora hoje
Projéteis em brasa presos na porta
Eu sigo o exemplo
Ases sangrentos no chão

Eu não queria partir seu coração
Fazer isso rasgou o meu sim
Me desculpe sim, desculpe sim, sim
Não consigo atender o telefone
Muito ocupado bebendo minhas palavras sozinho, sim
, desculpe, sim, desculpe, sim, sim
No fundo de uma garrafa quebrada, eu vou juntar os pedaços
Garrafa quebrada, eu vou pegar o Pedaços
Garrafa quebrada, eu vou pegar os cacos algum dia
Algum dia não hoje

FightJazz“Damage Done” – (Estados Unidos) – [MINI ENTREVISTA]

– Em resumo, o que é esta música? Esta é a primeira faixa do nosso álbum de estreia Expired Specimen. Eu estava revendo o programa Home Movies e tem uma parte em que eles falam sobre brigar com o jazz, então gravei na hora. Eu realmente queria que o álbum começasse com isso e senti que a primeira música tinha que vir muito difícil depois disso. Não sei se ele se lembra disso, mas nosso baterista Jake foi quem sugeriu Damage Done e acho que é uma ótima abertura. Nossas músicas estão em todo lugar, estilisticamente, então é difícil decidir que tipo de primeira impressão causar, mas esta te atinge bem no começo e eu gosto disso.

– O que a letra nos diz? Uma grande coisa para mim ao escrever letras para esta banda é ficar um pouco mais poético do que em outros projetos. Então, para ser pretensioso, acho que todas as interpretações da letra são válidas. Mas, obviamente, a questão é o que eu quis dizer ao escrevê-los. Resumindo, é uma música sobre drogas e álcool escrita a partir da perspectiva de alguém em um relacionamento abusivo. O que, eu diria, é essencialmente o que é o vício. Isso te machuca uma e outra vez, então você diz que acabou, mas então lhe dá aquele pouco de amor e você está de volta em suas garras. Então é uma música sobre gostar de usar drogas, mas não gostar do que isso faz com você.

– Como você pode definir a sonoridade da música? Estávamos indo para uma velha escola, tipo de som cru. Queríamos capturar parte da energia de uma gravação ao vivo e não comprimí-la a ponto de torná-la estéril. Eu sempre acho meio suspeito quando novas bandas punks, ou punk adjacentes, lançam um álbum de estreia que soa hiper polido. Eu sinto que você está pulando uma etapa. Não gastamos um único dólar fazendo este álbum, além do transporte, e estou muito orgulhoso do que conseguimos. Uma grande parte do nosso som é que estou tocando uma guitarra barítono. Nosso baixista Samuel ainda está tocando quatro cordas na afinação padrão. Isso automaticamente nos faz abordar até mesmo partes simples de maneira diferente. Enfrentamos alguma resistência ao som que estamos buscando, mas achamos muito legal e continuaremos fazendo isso até que sejamos fisicamente impedidos de fazê-lo.

Respostas de Alex Sinclair – Guitarra/Vocais.

administrator
Fundador e editor da Arte Brasileira. Jornalista por formação e amor. Apaixonado pelo Brasil e por seus grandes artistas.