27 de fevereiro de 2024
Além da BR Listas de lançamentos

Playlist “Além da BR” #74 – Sons do mundo que chegam até nós

além da br

Somos uma revista de arte nacional, sim! No entanto, em respeito à inúmeras e valiosas sugestões que recebemos de artistas de diversas partes do mundo, criamos uma playlist chamada “Além da BR”.

Como uma forma de estende-la, nasceu essa publicação no site, que agora chega a sua 74ª edição. Neste espaço, iremos abordar alguns dos lançamentos mais interessantes da playlist.

And Is Phi – “White Noise” (Radio Edit – Clean) – (Reino Unido) – [MINI ENTREVISTA]

– Em linhas gerais, que música é essa? ‘White Noise’ é a estática liminar em que você tem que sentar como um casulo, esperando integrar um caleidoscópio de corações partidos. São as ondas lavando o sangue e a poeira da mudança de forma. E é o som do seu corpo cortando formas no escuro de uma boate. Cercado por pessoas que sabem que você foi abatido, mas não podem deixar de ver você voar ao som da música em um triunfo pessoal arduamente conquistado.

– Qual é a sua mensagem? A mensagem é sinta tudo. Você não precisa mudar a maneira como se sente; talvez seja necessário mudar sua localização. Procure espaços que possam mantê-lo enquanto você sangra o amor não correspondido. Não é tanto que tudo vai ficar bem mais tarde, é mais que mesmo no pior dos casos, ‘está tudo bem’ aqui e agora. Mantenha sua dignidade mesmo coberta de lágrimas, purpurina, bagunça e sujeira.

– Como você define a sonoridade? Meu som é sobre criar mundos, com paleta de cores próprias, texturas únicas e paisagens dinâmicas. Nada se esforça para ser perfeito aqui, mas sim destemidamente emotivo e verdadeiro. Eu me inspiro no jazz de fusão e espiritual, bem como no R&B e no hip hop. Há um pouco de punk, rock psicodélico e oração nisso também. O mais importante para mim é explorar e descobrir partes completamente novas de mim mesmo, apoiado em conversas com diferentes tradições musicais e estilos de contar histórias. É uma música eclética e sincera que muda de gênero e sempre será isso no coração.

– Existe alguma história ou curiosidade interessante sobre esse lançamento? Esta foi a primeira vez que dirigi e editei um filme que era uma extensão do meu mundo sonoro tão vulnerável. ‘White Noise’ é especial para mim pelo quão expansivo se tornou, como se fosse um mundo que quisesse continuar crescendo e crescendo e ocupando mais espaço. É incrível sentir algo crescer dentro de você a ponto de, com sua própria força e direção, continuar muito além de você. Os mundos sonoros passam por mim, mas não me pertencem. Eu os permito tanto quanto eles me permitem.

Respostas And Is Phi

Patchworks“Still life” – (Reino Unido) – [MINI ENTREVISTA]

– Que você diz nesta música, qual sua mensagem? A natureza morta é uma canção sobre amizades improváveis. Segue três personagens que parecem um pouco perdidos e se encontram inesperadamente. A mensagem é que as pessoas podem inspirar umas às outras sem realmente saberem!

– Como você pode definir a sonoridade do single? O single tem um som country/folk com violão e vocais suaves. A natureza morta era originalmente chamada de gente festeira e eu estava planejando uma festa de inauguração quando escrevi a música.

Respostas de Andrew (Patchworks)

Ratyński“The Dancer by Andrew York” – (Polônia) – [MINI ENTREVISTA]

– Finalmente, qual é a música? Uma composição de Andrew York que toca o corpo e a alma. O tema principal se desenvolve de uma forma muito hipnotizante, a tensão aumenta para finalmente deixar o ouvinte com a sensação de que acabou de vivenciar algo importante

– O que você transmite com a capa do single? A figura de uma dançarina que surge na fronteira entre a realidade e o sono, que seduz e hipnotiza o ouvinte, foi pintada por Monika. Seu trabalho reflete perfeitamente o espírito da peça.

– Que elementos você trouxe para o som? Tentei aumentar um pouco o andamento e enfatizar o ritmo dançante da música. Acho que mantive as dicas do compositor sobre a dinâmica e o clima dos fragmentos individuais ao mesmo tempo. dessa forma, a peça seduz nitidamente o ouvinte, ao mesmo tempo que foge à classificação de gênero.

Respostas Ratyński

Conci’s Unconscious Daydream“Lady” – (Brasil) – [MINI ENTREVISTA]

– Em resumo, o que é esta música? Lady é uma música que traz elementos fortes da música pop, mas trabalhados de maneira “experimental”. Melodia com acordes diminutos, ponte depois do refrão, dobras de voz e uma letra simples de um ponto de vista, mas metafórica de outro são elementos que colaboram com isso.

– Em qual contexto ela surgiu? Lady nasceu em três tempos diferentes. Três vivências diferentes, mas que tratam de situações semelhantes. Uma delas rendeu a ponte, outra rendeu o refrão e a outra rendeu o resto da letra, com um espaçamento de uns 2 meses entre os acontecimentos.

– E sobre a sonoridade, o que você fez? Eu queria que “o som tivesse cheiro de cigarro” e que criasse a imagem de um lugar com luz quente, quase apagada, talvez piscando a beira de quase apagar… Um beco, a parte de trás de um banheiro, uma rua quase escura, ou qualquer cenário parecido.

Acredito que os acordes diminutos e o vocal sussurrado conseguiram trazer essa tensão de um ambiente duvidoso, ao mesmo tempo que a combinação das sonoridades, como a linha de baixo “gorda”, os dois riffs de guitarra soando por cima das duas guitarras base, o trompete e a bateria arrastada, conseguiram trazer o cheiro de cigarro.

– Você tem alguma curiosidade sobre ela? Não tem nenhuma curiosidade muito específica… Só que os três momentos da letra vieram em três momentos pessoais distintos, mas com temáticas e acontecimentos semelhantes.

Todas as perguntas respondias por Heitor Conci.

The Lovelines – “May Be Love” – (Estados Unidos) – [MINI ENTREVISTA]

– Em resumo, que música é essa? – Em que contexto apareceu? May Be Love é uma música sobre amor e tolice. “Oh, ser um tolo apaixonado!” É ao mesmo tempo uma celebração da tolice e um conto preventivo sobre a tolice. Escrevi a letra para que um otimista ouça uma música e um pessimista ouça uma música totalmente diferente.

– E quanto ao som, o que você fez? The Lovelines é uma banda irmão/irmã. Minha irmã é a cantora, eu sou a compositora/instrumentista. Nosso som é… não sei… acho que soamos como uma banda lounge… às vezes. Esse foi o conceito original da banda, estávamos imaginando que estávamos gravando música como uma banda lounge fictícia.

– Você tem alguma curiosidade de nos contar sobre essa música? Aquele abraço do Brasil! Esperamos que May Be Love sejam férias musicais de 2:30 minutos para os ouvintes, só isso (haha). Obrigado, Brasil. NÓS TE AMAMOS!

Respostas The Lovelines

administrator
Fundador e editor da Arte Brasileira. Jornalista por formação e amor. Apaixonado pelo Brasil e por seus grandes artistas.