9 de março de 2026

Playlist “Além da BR” #86 – Sons do mundo que chegam até nós

além da br

Somos uma revista de arte nacional, sim! No entanto, em respeito à inúmeras e valiosas sugestões que recebemos de artistas de diversas partes do mundo, criamos uma playlist chamada “Além da BR”.

Como uma forma de estende-la, nasceu essa publicação no site, que agora chega a sua 86ª edição. Neste espaço, iremos abordar alguns dos lançamentos mais interessantes da playlist.

Jovi Skyler – “Nervosa” – (Austrália) – [MINI ENTREVISTA]

– Resumindo, que música é essa? Nervosa tem a ver com o desejo de controle e a pressão pelo perfeccionismo.

Qual é a sua mensagem para o mundo? Ser sincero consigo mesmo e não se importar com expectativas irrealistas. Hoje em dia parece que existe uma narrativa na sociedade ou uma pressão, principalmente no que diz respeito às redes sociais, para ser perfeito ou ser uma cópia carbono. Ninguém é perfeito, acho legal ser imperfeito.
– E sobre o som, o que você fez? Eu faço o que normalmente faço. Mergulhei fundo em minhas emoções para escrever “Nervosa”. O som é um amálgama de punk, grunge e rock alternativo. Absorvi todas as minhas influências e coloquei meu toque pessoal nisso, adicionei um pouco de psicodelia na mixagem e pronto!
Não há muitos truques no meu som, além do estilo de tocar guitarra, um bom pedal de distorção e um amplificador valvulado de qualidade. Usei uma guitarra Fender Super-Sonic para a gravação da faixa. Sou fã das guitarras offset, pois são uma boa representação de imperfeições estéticas que podem produzir um ótimo som.
– Qual é a relação entre essa música e o punk rock? Esse punk rock para mim significa liberdade, verdade e ser sincero consigo mesmo, então isso em si é a relação entre a Nervosa e o punk rock, na sua forma mais crua, sem a cobertura de açúcar.

Respostas Jovi Skyler

City Dig – “A Circus” – (Reino Unido) – [MINI ENTREVISTA]

– Em resumo, o que é esta música? A circus é uma faixa de rock pesado alternativo de ambiente agressivo. O vocalista Deri Bovaird comenta: “Claro que os circos são muitas vezes pessoas a fazer acrobacias e a atuar para entreter uma multidão, mas mais tradicionalmente eram pessoas que não se alinhavam com os padrões da sociedade a serem observadas pelas suas diferenças de uma forma negativa. Talvez o público vá ao circo para se sentir menos inseguro em relação à sua própria aparência. “Um Circo” questiona esta atitude em relação ao mundo moderno em que vivemos. Gostaria de fazer parte de um mundo onde as diferenças das pessoas são celebradas e não observadas em jaulas, onde ninguém é visto como inferior ou outro simplesmente pela sua aparência exterior, onde as diferenças de todos podem ser celebradas e não julgadas. Penso que as pessoas seriam mais fiéis a si próprias se não temessem a rejeição ou o julgamento e todos, talvez, se pudessem dar um pouco melhor.”

– E sobre a sonoridade, o que representa esta música? Sonoramente, para conseguir o seu som, Deri, o guitarrista, divide o sinal da sua guitarra em dois amplificadores, e é assim que consegue o seu som caraterístico. Utilizámos dois amplificadores de válvulas vintage maciços, com a potência máxima de 11.
Tal como o Deri, o baixista dos City Dog, Jack Dewdney, também divide o seu sinal baixo e alto em dois amplificadores, combinando-os para criar uma parede de som. Keelan Sheppards, que toca bateria com a mão aberta, é uma pessoa a ter em conta quando esmagar o kit na próxima semana.

– Há alguma curiosidade sobre esta música? Esta canção inspira-se em bandas como deftones, flesh water e Limp bizkit, misturando rock alternativo pesado, shoegaze e um toque sónico de emo grunge.

Respostas City Dig

The Deadwood Pioneer “We Make The Rules” – (Austrália) – [MINI ENTREVISTA]

– Que música é essa? Esta música é uma fusão de hard rock usando instrumentos antigos de bluegrass para criar uma nova música pesada legal com um refrão singalong

– Qual é a sua mensagem? Seja corajoso e ousado, e você será recompensado com os despojos

– Por que e como essa música surgiu? Eu queria uma vibração de blues solta, mas pesada, neste. É um roqueiro rebelde honkytonk que aborda tematicamente a conquista do oeste selvagem durante a notória corrida do ouro do final do século XIX. Tempos brutais inadequados para os mansos, com fortunas favorecendo os corajosos.

– Há alguma história ou curiosidade relevantes sobre este lançamento? Esta música fornece uma visão sobre minha ampla gama de influências, incluindo Corrosion of Conformity, ZZ Top e The Misfits. Escrevi e gravei inteiramente na minha garagem, tocando todos os instrumentos.

Respostas The Deadwood Pioneer

Trueblood – “All Of Us” – (Estados Unidos)

O duo Trueblood é formado por dois irmãos que se juntaram há cinco anos para cantar uma música no funeral do seu avô. Neste 2023, eles apresentaram seus primeiros três singles, e aqui iremos destacar o primeiro deles, “All of Us”. A música é sobre “o quanto amamos a natureza e os animais e um chamado à ação para que todos faam o possível para proteger o paneta”, como diz o integrante Jaimie. Confira!

Benjamin Longmire – “Family & Friends” – (Estados Unidos) – [MINI ENTREVISTA]

– O que você diz nos versos?

verso 1: há heróis em todos os lugares. Segurando porque eles se importam. Estou colocando isso no ar. para me ajudar a superar meus medos.

Verso 2: Eu nunca vou desistir dos meus sonhos. Apesar do que alguns possam pensar. Eu fui um amante toda a minha vida. Jamais desistirei do bom combate.

– Como e por que essa música surgiu? Foi inspirado pelo fato de que não vou desistir dos meus sonhos musicais e agradeço muito o apoio que recebi de amigos e familiares.

– Qual é a proposta musical desse single? É para mostrar gratidão pelo amor e apoio que recebi musicalmente. Isso me mantém indo.

– Existe alguma história ou curiosidade sobre esse lançamento? A história é que trabalhei com música praticamente sozinho por mais de 20 anos e percebi que mesmo fazendo todos os instrumentos… sem o apoio que recebi não seria nada.

Respostas Benjamin Longmire

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