22 de setembro de 2026

Autora Taís Morais lança romance cuja estória se passa no período do regime militar

 

O amor é capaz de sobreviver a uma ditadura?

Eis a questão levantada pelo romance “A noite em que o amor morreu” (Penalux, 2018), de Taís Morais (escritora que já foi premiada em 2006 com o prêmio Jabuti de melhor livro-reportagem).

Nesse livro, que mistura ficção com aspectos históricos do país, a autora retrata a ditadura militar e seu sistema de opressão e desumanização em contraste com a liquidez humana de personagens complexos, feitos de várias camadas e tons inesperados.

A história acontece em Brasília, nos anos 1970. Sob os olhos atentos dos militares, as pessoas conviviam com a repressão. O governo vigiava tudo e a todos. Nesse contexto, surge o amor entre dois jovens. Ela, estudante da UnB e militante dos movimentos contra o regime; ele, um homem cheio de mistérios, paciente e amoroso. Ela, classe média/alta; ele, filho de produtores rurais.

Sendo uma pesquisadora desse período conturbado da nossa História, Taís Morais consegue criar um romance diferente, concebido a partir de um cenário conhecido, mas inexplorado da capital federal. Amor e traição afloram nesta trama que mistura pesquisa e fabulação.

“Uma história de romance e suspense”, explica a autora. “A cada momento o leitor pode ser surpreendido pela força e bravura desses dois jovens num cenário de alta tensão política e social”.

No texto de orelha, o escritor César Miranda define assim a autora e sua obra: “Taís Morais fala do que conhece e nos revela o romance, o drama, a comédia humana que brota de nossa história recente e que só ela poderia contar. […] Eis a cidade, Brasília, uma das personagens da história, plena de quimeras, labutas e desejos, que precisa ser despida da imagem intimidadora que muitos têm dela e abraçada como o paraíso ignorado que é, lugar onde pessoas vivem vidas comuns em meio àquelas que fazem a história e muitas vezes esses papéis se misturam e se desarrumam na desordem da cidade tão perfeitamente planejada. Mas, a questão que ocorre ao leitor diligente é: como não temos no Brasil mais livros assim?”

Intercalando cenas de tortura e afeto, a jornalista cria um romance em que testa o amor em tempos de ditadura. E esse amor vencerá? A resposta aguarda os leitores ao fim deste apaixonante livro.

 

TRECHO:

“Era tiro para todo lado. Quando tudo se acalmou, as pessoas foram se aglomerando em volta do cadáver do Paulo. A cabeça estava estourada, tinha pedaços de cérebro no chão. Eu virei as costas e fingi que ia vomitar. O policial abriu espaço e eu saí devagar para não levantar suspeitas. Fora do campo de visão dos homens, corri o mais rápido que consegui. Bati no aparelho e os três já estavam lá. Pálidos. Pegamos o carro e fizemos o combinado: ganhamos a estrada. Depois de meia hora viajando, Márcia avisou que seu braço estava ferido. Paramos em uma estrada de terra batida, nervosos e desnorteados. Logo o Carlos perguntou: ‘E agora? Pra onde vamos? O que vamos fazer?’”

 

SERVIÇO
“A noite em que o amor morreu”, romance (Editora Penalux). R$ 45, 346 páginas.
Disponível em: www.editorapenalux.com.br/loja/a-noite-em-que-o-amor-morreu
Lançamento: dia 26 de fevereiro, a partir das 19h30, no Beirute Bar – CLN
107/Asa Norte – Brasília, DF.

 

(Texto da assessoria de imprensa)

 

 

 

 

Pincel, o novo companheiro do cantor e compositor Bryan Behr

Reprodução/instagram do artista. Do seu atelier, Bryan Behr se mostra um artista inquieto, em constante atividade. O catarinense de 24.

LEIA MAIS

Curso Completo de História da Arte

Se você está pesquisando por algum curso sobre história da arte, chegou no lugar certo! Aqui nós te apresentaremos o.

LEIA MAIS

Bossa Nova é homenageada pelo compositor islandês Ingvi Thor Kormaksson em single lançado pela banda

Islândia, 2025. É no norte europeu que ressoa a voz de uma brasileira com cidadania islandesa, Jussanam. Ela é uma.

LEIA MAIS

RESENHA: Curta “Os Filmes Que Eu Não Fiz” (parte 1)

Este artigo é dividido em três partes. Esta é a primeira, intitulada por seu resenhista Tiago Santos Souza como “EU”,.

LEIA MAIS

Clarice Lispector – Como seria nos dias atuais?

(Crônica de Brendow H. Godoi) Quem seria Clarice Lispector se nascida na década de noventa? Talvez, a pergunta mais adequada.

LEIA MAIS

Queriam vê-lo como um monstro, morto ou perdido no crime; e GU1NÉ os respondeu com

“Nasce Mais Um Monstro”, o EP de estreia do rapper GU1NÉ, é também uma resposta aos que não acreditaram nele..

LEIA MAIS

Cuba, a Ilha da Utopia

Artigo escrito em maio de 2024 pelo maestro Kleber Mazziero sob encomenda para a Arte Brasileira Em fevereiro de 2023,.

LEIA MAIS

César Revorêdo: história íntima da solitude

O fimlimite íntimonada é além de si mesmoponto último. Orides Fontela 1. Prelúdio Essa nova série do artista visual Cesar.

LEIA MAIS

 Artur Rosa: prelúdio para um só artista

Quem há de completar a obra reguei com meu pranto e suor. Henriqueta Lisboa 1. Arthur Rosa (25.06.1984) nasceu em.

LEIA MAIS

Nilson dos Santos: uma dimensão lúdica da vida

1. Há artistas cuja obra não nasce apenas da técnica, nem do aprendizado formal das escolas de belas-artes, nem muitos.

LEIA MAIS