16 de julho de 2026

[CONTO] “O te amo dito em meio aos prédios vira-latas” de Luan FH

(Imagem de responsabilidade do autor do post)

Carta à Rua Laranjeiras, Prédio Edimar Falcão, 114.

Oi, Tio Carlos. Estou em Salvador, e bom, te escrevi daqui, faz uns 20 minutos atrás, numa tarde de Sábado. Estou no Porto da Barra, sobre esse céu azul intenso e esse mar escandaloso de belo. Conheci uma moça faz um tempo já, e aqui estamos conhecendo pessoas maravilhosas; inclusive, passeando com ela, conheci a família da mãe dela.

Todos me receberam com boas impressões, me abraçando, dizendo que apoiam e tudo mais. E enquanto ando pelas ruas desse bairro, percebo o grande silencioso dos prédios; uma moradia para poucos, porém, algo bonito e pouco analisado. Tudo isso me faz lembrar dela, um café sem açúcar e sem sabor, e olhe que odeio café. 

Soou mal, não foi? É que na verdade ela é vitamina de abacate e de banana, ou então achocolatado num sábado de chuva. Ou seja, eu a amo. E ontem eu disse pela primeira vez a palavra que mais carrega um sentimento bem profundo; te amo. 

Ela se surpreendeu com tudo isso, e sério, me sinto tão bem com a companhia dela. A vi chorando em minha frente após parecer que tudo iria dar errado, após surgir um clima estranho, e o melhor foi ter abraçado e poder chorar também, relembrando as coisas que aconteceram em meu passado. 

É doloroso imaginar que tudo poderia se repetir e essas coisas consumirem tudo que tinha; esperança. A imaginei no altar, vestido branco e véu, andando devagar em minha direção. É, Tio, eu amo essa mulher e desde que a conheci tenho amadurecido muito rápido.

É muito mais que uma simples fase que ocorreu no colégio, agora, é pensando em algo muito mais sério. Pensando na nova fase que pode ocorrer. Eu amo essa mulher, e me perco nos detalhes dela, nos detalhes que ela tem mostrado. Só sinto medo dela não me ver mais como poesia, e simplesmente me abandonar numa página em branco. 

                                                                                                       Carta de 1993

                                                                                                     Salvador, Bahia.

                                                                                                                   Fictícia 

—– Conto de Luan FH

Manuelito: para além de um mestre da fotografia

Oriundo do Ceará,Manuelito veio residir em Mossoró, aqui permanecendo e trabalhando até o final de sua vida. Suas fotografias deixavam.

LEIA MAIS

Podcast Investiga: A arte como resistência política e social (com Gilmar Ribeiro)

Se a arte é censurada e incomoda poderosos do capital, juízes, políticos de todas as naturezas, chefões do crime organizado,.

LEIA MAIS

César Revorêdo: história íntima da solitude

O fimlimite íntimonada é além de si mesmoponto último. Orides Fontela 1. Prelúdio Essa nova série do artista visual Cesar.

LEIA MAIS

CONTO: O Desengano do Rock Star Paulistano (Gil Silva Freires)

Tinha uma guitarra elétrica, canções e sonhos na cabeça. A paixão de Alécio pelo rock and roll era coisa herdada.

LEIA MAIS

Kelline Lima: linhas sinuosas e orgânicas como arquétipos do feminino

O  coração alegre aformoseia o rosto, mas, pela dor do coração, o espírito se abate. Provérbios, 15:13 1. Kelline Lima.

LEIA MAIS

Historiadora lança minicurso gratuito sobre a história da arte, com vídeos curtos e descomplicados

(Divulgação) Aline Pascholati é artista visual e historiadora da arte diplomada pela Sorbonne (Paris, França) e trabalha há mais de.

LEIA MAIS

FAROL DE HISTÓRIAS – Projeto audiovisual que aproxima crianças da leitura

Para Michelle Peixoto e Vinícius Mazzon, a literatura tem seu jeito mágico, prático e divertido de chegar às crianças brasileiras..

LEIA MAIS

Da MPB a Nova MPB; Conheça Bruna Pauxis

Reprodução do instagram da artista. Presente nas plataformas digitais desde 2021, a jovem Bruna Pauxis tem nos fatores regionais influências.

LEIA MAIS

Certamente, esse filme é um dos mais atrapalhados que eu já vi (Crítica de Matheus

Ontem fui dormir cedo, e não sei porque acabei perdendo totalmente o sono quando acordei as 2 horas da madrugada..

LEIA MAIS

Chiquinha Gonzaga: compositora mulher mestiça

A mítica compositora Chiquinha Gonzaga (1847-1935) representa um divisor de águas na história da música brasileira. Nela, convergem 3 marcos.

LEIA MAIS