2 de maio de 2026

Em entrevista, Bruno Fontes fala de financiamento coletivo de seu livro, entre outros assuntos

19212777_1356882804388994_921956700_o

 

Bruno Fontes, poeta já conhecido nas redes sociais, apostou há poucos dias no site catarse, um portal de financiamento coletivo. A meta de Bruno é chegar a 35 mil reais, tendo alcançado até hoje pouco menos da metade desse valor.

Nessa entrevista (que você poderá ver a seguir), Bruno Fontes falou sobre sua linguagem poética, sobre a carreira de escritor e músico, e também sobre o livro que está sendo financiado na internet.

 

DOIS_LIVROS

 

Em sua página no facebook, vemos muitas poesias relacionadas a relacionamentos. Por que optou por essa temática?

Foi natural, eu era jovem e os nossos primeiros grandes problemas são com o amor, mesmo que a gente descubra depois que eram bobagens, naquela hora, a gente sente que o fim do mundo. Então, era sobre isso que eu escrevia, sobre as minhas primeiras paixões e, claro, as primeiras decepções. Como o amor continuo me perseguindo, continuei escrevendo sobre ele.

 

Você fez parte da banda Soulstripper como vocalista e compositor. Por que ela acabou? E o que essa experiência acrescentou na sua poesia?

A banda acabou próxima de completar dez anos quando eu já não sentia a mesma vontade do começo. Era uma banda muito jovem e que não podia amadurecer, acompanhar o meu crescimento, por isso preferi que ela mantivesse aquela carinha adolescente. Com o fim dela eu tive mais tempo para me dedicar as crônicas, que era naquele momento, o que me animava.

 

Você diz escrever cartas. Como funciona isso e como surgiu essa ideia?

Durante muitos anos eu escrevi apenas para uma pessoa, como nós não tínhamos contato, eu escrevia apenas para esvaziar aquilo que eu queria dizer, sempre para ela. Foram milhares de cartas não enviadas, que eu fui postando no meu blog, torcendo para que ela passar e ler, mesmo que sem querer.

 

 

O nome do livro é bem sugestivo. Gostaria que você falasse alguma história ou curiosidade interessante sobre o livro.

O título do livro, “O Que eu faço Com a Saudade?”, é exatamente sobre todas as bobagens e momentos divertidos que vivemos para tentar esquecer alguém. O legal dele é que tem textos que escrevi com 20 anos de idade e outros atuais, escritos dez anos depois. Com isso eu percebi que a gente muda muito pouco quando o assunto é o amor. Essa é a poesia que inspirou o título:

O que eu faço com a saudade?
Tem dia que faço besteira.
Tem dia que faço caipirinha.
Depende muito.
Hoje, fiz brigadeiro.

 

Em poucos dias de campanha, você já alcançou mais de 14 mil reais em arrecadação no catarse, que é um site de financiamento coletivo. Gostaria de saber que tipo de ação de marketing você fez para alcançar esse resultado? Como a campanha foi divulgada?

A campanha foi divulgada apenas nas redes sociais, nas minhas e de queridos amigos, que estão me dando muita força para conseguir lançar o livro. Estou tentando divulgar sem ser chato rs, aos poucos, quero que a ajuda venha por quem realmente acredita no meu trabalho e, principalmente, quer o livro tanto quanto eu.

 

Você tem uma noção de quantas páginas o livro terá? Qual editora irá publicar? E quando o livro será lançado caso consiga alcançar a meta no financiamento?

O livro terá aproximadamente 220 páginas e vai ser lançado de forma independente, enviados um a um pelas minhas mãos, acho que isso deixa tudo mais verdadeiro. A campanha acaba no dia 17 de julho e espero estar enviando para todos 5 dias depois.

 

Para ajudar Bruno Fontes a realizar o sonho tão aguardado, você pode apoiá-lo clicando aqui.

 

 

 

Newsletter

VÍCIO ELEGANTE – A história de um clássico de Belchior

  “Vício Elegante” é o nome do último álbum de estúdio do nordestino Belchior, lançado em 1996, e que sem.

LEIA MAIS

Música Machista Popular Brasileira?

A música, diz a lógica, é um retrato da realidade de um povo. É expressão de sentimentos de um compositor,.

LEIA MAIS

Podcast Investiga: Elis Regina em detalhes (com Julio Maria)

O experiente jornalista musical e biografo Julio Maria é autor do livro “Elis Regina. Nada Será Como Antes”. A obra.

LEIA MAIS

A resistência do povo negro nas mãos do escritor Samuel da Costa

A nossa literatura brasileira vem de uma hierarquia branca, desde escritores renomados a diplomatas e nesse meio poucos escritores negros.

LEIA MAIS

“Sertão Oriente”, álbum no qual é possível a música nordestina e japonesa caminharem juntas

A cultura musical brasileira e japonesa se encontram no álbum de estreia da cantora, compositora e arranjadora nipo-brasileira Regina Kinjo,.

LEIA MAIS

A Arte Não Precisa de Justificativa – Ep.1 do podcast “Mosaico Cristológico”

Neste episódio falamos sobre a obra de Hans. R. Rookmaaker – A Arte Não Precisa de Justificativa – e a.

LEIA MAIS

Curador Mario Gioia reflete a importância do artista visual Octávio Araújo

(Crédito: Olney Krüse) Os casos ainda muito vivos de racismo – como por exemplo, o que envolveu o norte americano.

LEIA MAIS

EUA, a esperança do mundo? Artista português diz que sim em depoimento sobre sua música

Fritz Kahn and The Miracles é um projeto musical de um artista português. Sua discografia é extensa, embora tenha sido.

LEIA MAIS

Iaponi: a invenção de uma permanente festa de existir

As formar bruscas, a cada brusco movimento, inauguram belas imagens insólitas. Henriqueta Lisboa   1.   Iaponi (São Vicente, 1942-1994),.

LEIA MAIS

Editoras para publicar seu livro de ficção científica e fantasia

Para aqueles que amam a fantasia e a ficção científica, sejam leitores ou escritores, trago aqui três editoras brasileiras que.

LEIA MAIS